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Eu amo você, sabe? Tá, eu não queria... Ricardo Ferraz

Eu amo você, sabe? Tá, eu não queria logo de cara te dar um susto destes, mas a verdade mesmo é essa, eu amo você e pronto! Eu não te amo como quem acaba de encontrar a chave do paraíso, com vaidade ou deslumbramento, não, eu amo com uma certa prudência necessária de quem já se desencantou muitas vezes na vida, mas hoje ama o mais puro do amor, o amor com elegância e confiança total no que sente e no que diz. Talvez, isso possa ser classificado como um amor maduro, embora que, quem pode dizer ao certo que é preciso maturidade pra se amar de verdade assim? Ninguém né. Então, de repente, a gente se pega sonhando, imaginando, respirando do mesmo ar, suspirando pela mesma pessoa, e é nessas horas que encontramos aquilo que tanto procuramos por nossa vida toda, e que, muitas vezes, desenhamos como algo tão impossível. Nós descobrimos que chega a ser tão simples que até assusta. Penso que amor não tem hora, não tem lugar, e que ele, o amor, pode vir até no vento, no cheiro daquelas coisas que ficaram guardadas na nossa memória, cheiro de sonhos antigos que de repente se exalam na nossa frente e nós os reconhecemos. Então, eu não quero te assustar, mas às vezes ele acontece sim, e assim, deste jeito mesmo, no susto.
Ricardo F.