Luciano Caettano: [ NINGUÉM ALÉM DELA ] Amargura. No meu...

[ NINGUÉM ALÉM DELA ]

Amargura.
No meu peito ecoam vozes
do amor perdido que se foi
e me deixou sem rumo.

A minha base está abalada,
o meu porto seguro inseguro ficou,
a vida perdeu a vida.

Agora eu sei
o que é o vazio que dá por dentro.
Agora eu sei
o que é morrer de saudade.

Calar sufoca,
falar é inútil.
A solidão me consome.

Está tudo sem graça,
não consigo dormir,
não tenho fome.

Ah, sinto tanta falta do meu anjinho!...

Choro e lamento e soluço,
porque ela era especialmente única.

Não é à toa que “amor” rima com “dor”,
são duas faces da mesma moeda.

Ninguém será capaz de dar-me a ajuda que preciso;

Ninguém vai conseguir tirar do meu pensamento
os nossos momentos infinitamente maravilhosos;

Ninguém vai conseguir ler as palavras do que sinto
quando olhar em meus olhos;

Ninguém poderá trazer a paz que a minha alma
necessita e o sorriso sincero para o meu rosto;

Ninguém vai conseguir preencher o vazio
dentro de mim e transformar o cinza em aquarela;

Ninguém além dela.

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