Max Diniz Cruzeiro: Balanço Brasil 2011-2014 Nos últimos...

Balanço Brasil 2011-2014

Nos últimos anos tivemos mais acesso a informações, nosso poder aquisitivo foi ampliado, uma classe volumosa e humilde passou a integrar dentro de um panorama de viagens terrestres e aéreas pelo Brasil e no Exterior, muitos de nós conquistaram sua primeira casa, seu primeiro carro, se estabeleceram laboralmente. O acesso à educação foi ampliado, taxas de mortalidade decaíram, taxas de analfabetismo decaíram, nosso comportamento como consumidor passou a exigir mais das empresas e do avanço econômico estatal na forma de impostos. A corrupção se mostrou visível em recortes da mídia das investigações policiais, fenômeno este com claras tendências globais a permanecer no obscuro. Passamos a exigir que os gastos públicos fossem canalizados para as ações que achávamos mais necessárias para o nosso desenvolvimento econômico. O interior do Brasil nunca havia gerado tanta oportunidade para seus jovens. Decepcionamos-nos com o avanço da personalidade do particular sobre o público, nos sentimos traídos quando a “ideologia” da conquista democrática nos pareceu significar um atraso para a condição de subdesenvolvimento da era da ditadura. A expectativa do retorno a nossas vidas medíocres de antes gerou o temor insuportável dentro de nossos vislumbres do horizonte que haveria necessidade da mudança. Na democracia a vida é assim, a maioria optou a dar uma chance para a visão pela gratidão das conquistas mencionadas acima e outras tantas que neste texto não foi capaz de expressar. A nós como guardiões da democracia nos cabem cumprir o papel de cidadão, pois ao empregarmos nosso compromisso com a Democracia nos cabe cobrar que o país seja vitorioso dentro da sua linha de princípios, valores e percepções.

Nunca se esqueçam de que independentemente do governo que ganha uma eleição, o país só terá sucesso se cada um fizer o compromisso interno de fazer a sua parte para elevar o padrão social. E isto se faz com conquistas. Conquistas se fazem com esforços individuais. Governo nenhum é capaz de tirar alguém da condição de miséria ou ignorância. Governo nenhum é capaz de gerar dignidade e desenvolvimento se cada cidadão não fizer sua parte dentro de uma atmosfera de solidariedade. Mesmo que o regime diga que ela deve partir do valor social do trabalho, mesmo que o regime capitalista diga que você deva se esforçar para ter o conhecimento suficiente para a conquista do seu avanço pessoal, mesmo que o regime te diga que você não deva ficar acomodado para conquistar o seu espaço dignamente como ser humano, elemento de uma sociedade e pessoa.

Cada um é suficientemente maduro para compreender que o país necessita de atitudes em prol do desenvolvimento, da guarda da liberdade de expressão consciente e verdadeira, da livre iniciativa, da conquista do espaço pessoal sem ferir princípios morais e éticos, da integração de valores que gostaríamos que fossem universais, da fiscalização consciente do que acreditamos ser uma verdade social e coletiva, da igualdade de princípios e da fé da indivisibilidade que acreditamos que esteja contida a essência de todo ser humano.

Temos que nos tornarmos realistas no sentido que estamos construindo nossas vidas, da mesma forma que outras pessoas constroem as suas. É natural o conflito. Temos que ser sensatos para continuarmos a coibir os abusos que uns causam sobre as vidas dos outros. Essas são as regras para se viver. Não podemos deixar que nossas fundações contaminem nossa decisão que nos impediria de continuar a nos desenvolver como pessoas. Quando atingirmos um estado de satisfação em nossas vidas por nossas vitórias e conquistas, temos que ser honestos o suficiente para reconhecer que outros também têm o direito de chegar ao patamar que conseguimos conquistar. E não renovar o ciclo de prosperidade em torno de nós enquanto outros esperam uma chance de ter a conquista de suas vidas dignas.

Não pense vocês que minha vida foi um mar de rosas durante os últimos 3 governos petistas. Mas tenho a hombridade o suficiente para reconhecer que ela melhorou não como eu queria, não como havia planejado, mas sei que muitos desejariam ter conquistado o que fui capaz de conquistar ainda tendo meus 42 anos. Assim como este balanço do meu país fui capaz de me ajustar financeiramente em um emprego público, desenvolvi minha empresa no modelo de compartilhamento social que havia definido para minha vida, comprei o meu imóvel que hoje está alugado, tive condições para pagar o tratamento de minha bipolaridade e estudar para compartilhar com os demais as minhas impressões sobre uma visão crítica sobre a doença para amenizar o sofrimento alheio, fiz várias viagens pelo país estudando e procurando dar minha parcela de contribuição para os Correios e Telégrafos, empresa que trabalho atualmente, fiz 3 pós-graduações pagando dinheiro do meu próprio bolso (duas em processo de conclusão dos próximos dias), só não comprei carro porque optei em ter uma vida simples com o convívio social coletivo e por tensão ao dirigir... Eu considero tais coisas para mim uma evolução pessoal para quem sempre contou com um pai que ganhasse menos de dois salários mínimos e uma mãe dona de casa. Você é capaz também de reconhecer os avanços sobre sua vida nos últimos quatro anos?

Max Diniz Cruzeiro
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