Beatriz Soares Bezerra: Mas eu tenho que seguir a vida, não...

Mas eu tenho que seguir a vida, não é ?! então, sigo minha vida. Final de semana é dia de festa com os amigos .. você chega sozinha e a primeira coisa que eles perguntam é “cadê seu namorado ?” Eles sempre perguntam por você, em todo e qualquer lugar que eu esteja. Nos almoços em família, no shopping, na praça, na rua. Tem dias que eu acordo super de boa e escuto da minha avó a pior de todas as perguntas “cadê o seu amiguinho, não vai vir mais aqui?”. Pior é ter que responder. Você não vai voltar, e como eu digo isso a eles ?! “Ele não vem, e não, ele não ta trabalhando nem vai chegar depois. Ele não vai vir mais, entende ?! nunca mais. Não comigo...”. Hoje em uma daquelas festinhas eu percebi o quanto ainda sou um “quase” sem você ... enquanto todos riam e brincavam eu ficava calada esperando você pedir pra eu colocar sua comida, ou esperando uma brecha pra rir de umas das suas piadas idiotas e dizer o quanto você é idiota. Eu desejei te admirar por ser idiota. Mas ao meu lado, bem, não era você. E se hoje eu sinto a sua falta, é porque um dia você já esteve aqui... Descubro então que sofro de uma doença grave, que mata, tortura, e silenciosamente. Eu sofro de saudades, amor. E por mais que eu passe a semana sorrindo e fingindo não está morrendo por você não está aqui, eu ainda sinto, eu ainda morro e sim, eu ainda gosto e te quero de volta. Eu não te esqueci, eu não te superei. Eu me acostumei com a falta de você e larguei de mão o vicio que é sentir sua falta. Larguei a mania que eu tinha de falar sobre você pra todos, só pra te sentir mais perto. E sabe, mesmo que isso esteja acabando comigo por dentro “estamos felizes assim, pra quê mudar ...”

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