Foi Deus que fez o Vento
Aprendi que o tempo é professor
Ensina a força que vem do amor
E cada erro que me fez cair
Foi quem me ensinou a seguir _ Frase da música Seja Luz do dj gato amarelo
Hoje quem me acordou foi a saudade...ela me arrancou da cama e me fez chorar,quem já se viu tomar café da manhã chorando ? hoje o café ficou ruim não teve o gosto das manhãs alegres,por ter sonhado... hoje tomei café com a lembrança de quem se foi.
Janeiro
Hoje é dezessete. Janeiro já está indo embora. O que foi que você fez? Pergunto a mim mesma o que eu fiz até agora.
Hoje é dezessete; janeiro já se vai, batendo à porta de fevereiro, querida. E eu me pergunto: o que tenho feito? O que tenho feito da vida?
Eu sorri, eu dancei, eu cantei. Eu cantei meu samba favorito. Corri nas estradas e caminhei olhando o sol. Banhei-me nas águas do mar e da cachoeira.
Eu li o mundo como se fosse um filme: as pessoas indo e voltando às pressas. Na tela, pessoas que não olhavam de volta.
Hoje é dezessete. Janeiro já está indo embora, mas eu não.
Nildinha Freitas
O tempo não devolve chances. O que você não fez, perdeu. O que foi feito, permanece. Nada volta atrás.
A Rua Não é Garagem
A primeira lata não fez barulho.
Foi colocada com cuidado, quase com carinho — como quem demarca território sem querer parecer invasor. Um gesto particular, silencioso, que dizia: “aqui é meu.” Não havia placa, não havia autorização. Apenas a convicção íntima de que a rua, por um instante, poderia ser privatizada.
E ninguém disse nada.
A segunda lata já veio com mais segurança. A terceira, com naturalidade. Logo, o espaço público ganhou dono — não por lei, mas por hábito. Um hábito perigoso: o de transformar o coletivo em extensão da própria casa.
Ali, naquele pedaço de asfalto, a cidade começou a encolher.
Porque toda vez que alguém ocupa o que é de todos como se fosse só seu, algo maior se perde. Não é apenas uma vaga. É o princípio. É a regra. É o pacto invisível que sustenta a convivência.
E então surge a pergunta inevitável:
e se todos resolvessem fazer o mesmo?
Se cada morador colocasse suas latas, seus cones, seus objetos — defendendo seu “direito” particular — não teríamos mais ruas. Teríamos um mosaico de pequenas propriedades ilegais, uma cidade fragmentada, onde o espaço comum desaparece sob o peso do ego.
A lata, nesse caso, deixa de ser objeto. Vira símbolo.
Símbolo de um abuso pequeno, mas revelador.
Símbolo de uma lógica perigosa: se ninguém impede, então pode.
E é aqui que o silêncio mais pesa.
Porque se há quem avance indevidamente, há também quem deveria conter. A fiscalização não é um detalhe burocrático — é a linha que separa o uso legítimo do abuso cotidiano. Quando ela falha, não apenas permite: ensina.
Ensina que a regra é flexível.
Ensina que o espaço público é negociável.
Ensina que cada um pode criar sua própria lei.
E a cidade paga o preço.
A ausência da Prefeitura — da secretaria responsável, da presença institucional — não é neutra. Ela participa. Ainda que pela omissão. Ainda que pelo atraso. Ainda que pelo costume de não ver o que está diante dos olhos.
Porque a desordem não nasce grande.
Ela começa assim:
com uma lata.
Uma lata que ninguém recolheu.
Uma lata que ninguém questionou.
Uma lata que virou precedente.
E quando o precedente se espalha, já não é mais sobre um morador.
É sobre todos.
A rua, que deveria ser passagem, vira disputa.
O direito, que deveria ser comum, vira privilégio improvisado.
E a cidade — ah, a cidade — vai sendo tomada não por grandes crimes, mas por pequenas permissões.
No fim, aquela lata solitária não guardava apenas uma vaga.
Guardava uma pergunta que insiste:
de quem é a rua, afinal?
Maxileandro Lima
Foi seu quase, e toda esta indecisão que me fez enfim enxergar qual era a minha certeza.
Re Pinheiro
Pedágio
(Moacyr Franco)
Minha mãe me fez rezar
Para ser feliz um dia
A felicidade se passou
Foi durante a noite e eu dormia
Fui ao culto, rezei missa
Bebi pinga no terreiro
Vi que a graça nunca vem de graça
E os pecados eu paguei primeiro
Me bati contra o destino
Virei saco de pancada
Quero o braço levantado hoje
Pra depois não acredito em nada
Me ensinaram semear
Plantei rosa. fiz canteiro
Mas enquanto eu reguei semente
Desmataram esse mundo inteiro
Descobri que tanto faz
Sobriedade ou mais um porre
Só se vive mesmo nove meses
Pois o resto, amiga a gente morre
Já morri em nova york
Outro tanto em paris
Mas agora que te conheci
Vou morrendo um pouco mais feliz
E por isso não me fale
No futuro, no amanhã
Paraíso é esse instante aqui
Que comemos da mesma maçã
Faz de mim o que quiser
Faz de conta que é feliz
Deixa o mundo se matar lá fora
E me mate só de amor aqui
Já parti em tantos barcos
Já chorei em tanto cais
Quando digo que te amo assim
É porque te amo muito mais
Quando digo que te amo assim
É porque te amo muito mais
“Você foi a única pessoa que me fez acreditar em sentimentos, sonhos e coisas que eu jamais imaginei viver um dia. Foi como se, sem perceber, você tivesse despertado partes do meu coração que estavam adormecidas há muito tempo.”
Não importa o que você fez e se foi julgado injuriosamente, e sim o que realmente importa é que fez o seu melhor. Cada pessoa dá o que tem de si.
Não é egoísmo querer viver sua própria vida, quando tudo o que você fez a sua vida inteira foi viver só para agradar os outros.
O Eco do Adeus
Você foi o sol que escolhi seguir,
mas se fez noite sem avisar.
Deixou a promessa do que iria vir,
e o silêncio pesado em seu lugar.
O amor que eu julgava ser cais
mostrou-se apenas maré vazia.
Você foi embora, e nada mais
restou daquela velha poesia.
Certa vez um camponês fez uma compra, foi-lhe entregue uma caixa vazia com um bilhete anexado discriminando os itens e a conta, o juíz chamou o louco da cidade para resolver o dilema, astuto e sábio, o louco convocou os envolvidos, lançou uma moeda de ouro em um recipiente de metal e disse ao vendedor: "pegue o tilintar da moeda como pagamento", e assim encerrou-se o caso.
E agora ele voa,
Sem olhar pra trás.
A dor foi a mola
Que o fez ser capaz.
Ninguém mais o para,
Ninguém diz que não.
Seguiu a própria direção.
Saber que sentiu e fez sentir bater forte um coração por amor, amou e foi amado, no singular, uma única vez, valeu toda a existência; não foi em vão. Cumpriu a missão dada pelo Universo e a ele retornará habilitado, pelo êxito.
A cruz não fez distinção. Foi suficiente para salvar o pior dos pecadores e necessária para salvar até o melhor deles.
DIA HISTÓRICO!
O Senhor da guerra foi vencido pela paz e amor! Trump não fez arminha, fez L de lulinha!
O único milagre que o falso Messias fez foi a facada sem sangue! Se bem que barata não tem sangue! Mito desmistificado!
Abel não fez nada para Caim e foi morto. Davi tocava harpa para aliviar Saul e foi perseguido. Daniel era excelente na administração do reino e foi lançado na cova dos leões. Jesus curava os enfermos, multiplicava os pães, amava o povo, mas ouviu do mesmo povo: crucifica-o, crucifica-o. Somente o Evangelho de mentira é que faz homens e mulheres te carregarem no colo, te bajularem, te darem tapinhas nas costas. O Evangelho do Reino confronta, incomoda, desafia, tira o sono, nos arranca da zona de conforto, diz aquilo que não queremos ouvir: que somos pecadores! Que não há nada de bom em nós! Que nossas obras são trapo de imundícia! Que depois que fizermos tudo, ainda somos servos inúteis! Se você for pregar esse evangelho, eles vão te matar, vão te perseguir, vão te lançar em covas e vão te crucificar. Leia Hebreus 11.36-40. Voltemos ao Evangelho da graça.
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