Foi Deus que fez o Vento
Os Vários Grupos do Tempo de Jesus
O ministério terreno de Jesus foi cercado por vários grupos que exerciam forte influência na vida do povo do seu tempo.
Resumidamente falaremos sobre cada um deles nesse breve artigo:
Os Sacerdotes. Os sacerdotes eram ministros religiosos, habilitados para participar e conduzir as cerimônias religiosas de culto. Estavam divididos em três categorias: os sumos sacerdotes, os sacerdotes e os levitas. Os sacerdotes haviam sido distribuídos por Davi em vinte e quatro classes (1º Cr 24.1-19). Em Lucas 1.5, lemos que esta organização subsistia ainda na época de Jesus. Os evangelhos só mencionam dois sumos sacerdotes: Anás e Caifás (Mt 26.57 e Jo 18.13-14). Esperava-se do sacerdote que servisse de mediador entre Deus e os homens, e também que fosse capaz de pronunciar-se sobre questões éticas e legais.
Os Escribas. Eram homens cujo trabalho era estudar a lei, transcrevê-la e escrever comentários sobre ela. Eles eram conhecidos como os doutores da Lei (Mt 13.52). Eles eram uma espécie de “acadêmicos” dos tempos bíblicos.
Os Fariseus. Fariseu deriva de um vocábulo hebraico que significa “separado”. Eram extremamente apegados à Torá, o livro sagrado dos judeus. Eles foram uma reação conservadora á influencia grega. Por isso desenvolveram uma teologia de separação étnica e ritual. Foi o grupo mais popular entre o povo. Não se misturavam. Escribas e fariseus eram simpatizantes entre si.
Os Saduceus. Principais opositores dos Fariseus. Eles beberam muito da cultura grega. Eles eram amplamente constituídos pelos elementos mais ricos da população. Entre seus componentes se encontravam os sacerdotes mais poderosos, mercadores prósperos e a classe aristocrática da sociedade. Estavam associados ao poder e á riqueza. Eram uma espécie de pré-cessacionistas antigos, pois não acreditavam em anjos, demônios e na vida futura.
Os Zelotes. Eram patriotas com motivação religiosa. Tinham crenças parecidas com as dos Fariseus, mas não aceitavam espécie nenhuma de governo sobre eles. A grande revolta Zelote em 66 d.C. gerou a destruição de Jerusalém em 70 d.C. Temos o registro bíblico de que antes de ter-se convertido, Simão, o Zelote, um dos doze apóstolos de Jesus, havia pertencido a esse partido revolucionário (Lc 6.15 e At 1.13).
Os Essênios. Este grupo levou as ideias do farisaísmo ao extremo. Vestiam-se de branco e tomavam banhos rituais de imersão diariamente. A maioria não se casava e vivia no deserto. Evitavam o comércio, se afastaram do sacrifício no templo, possuíam bens em comum, amavam-se uns aos outros, mas odiavam os de fora. Rejeitavam a ressureição do corpo e esperavam um Messias sacerdotal e outro político, que faria uma nova aliança com eles.
Os Herodianos. Formavam mais um partido político do que um grupo religioso. Eram assim chamados por serem partidários assalariados da dinastia de Herodes. Eles acreditavam que era possível uma aliança política com os romanos. Esse grupo tinha a antipatia do povo e mantinham contato direto com os saduceus numa manobra política para eliminar Jesus (Mc 12.13-17).
Os Samaritanos. Os judeus excomungavam os samaritanos, considerando-os a escória da raça humana. As fortes objeções dos judeus eram: a insistência dos samaritanos em considerar o monte Gerizim o principal local de culto e a rejeição destes a Jerusalém como cidade sagrada (Jo 4.20).
Os Publicanos. Costumava-se dizer: “Só os publicanos são ladrões”. Na época de Jesus a profissão de publicano era a pior. Eles eram comparados aos pecadores da pior espécie. Quando um judeu exercia esse ofício, e, sobretudo, quando cobrava de seus irmãos o imposto destinado a Roma, era tratado com enorme desprezo.
Como disse, foi apenas um resumo!
Pesquise mais e ótima semana!
No Amor do Abba Pater, Marcelo Rissma.
A Morte de Cristo Foi Por Todos!
- João, o Batista: “No dia seguinte João viu a Jesus, que vinha para ele, e disse: Eis o Cordeiro de Deus, que tira o pecado do MUNDO”. (João 1.29).
- João, o Apóstolo: “E ele é a propiciação pelos nossos pecados — e não somente pelos nossos próprios, mas também pelos do MUNDO INTEIRO”. (1º Jo 2.2).
- João, o Wesley: “Oh! Quão livremente Deus ama o MUNDO! Quando éramos ainda pecadores, Cristo morreu pelos ímpios. Quando estávamos mortos em nossos pecados, Deus nem mesmo a Seu próprio Filho poupou, antes o entregou por TODOS nós. (Sermão Livre Graça).
- João, o Calvino: “É a vontade de Deus que busquemos a salvação de TODOS os homens, sem EXCEÇÃO, porque Cristo sofreu pelos pecados do MUNDO INTEIRO” (Comentários de Gálatas, Fiéis, p. 145).
Portanto, a morte de Cristo foi pelo MUNDO INTEIRO, por TODOS os pecadores! Mesmo que alguns heterodoxos especulem contra essa verdade, ela está eternizada por Deus nas Escrituras e no coração de cada cristão que a lê; pois essa é a Divina verdade do Evangelho da Graça!
Como bem escreveu Sarah Kalley, e está registrado no hino 96 do hinário PRESBITERIANO Novo Cântico:
“O peso do pecado Jesus a si tomou;
De Deus a justa ira na rude cruz provou.
Pagou por teus pecados! Sofreu em teu lugar!
Por ti, por mim, POR TODOS, e assim nos quis salvar”!
Pense nisso e ótima semana!
No Amor do Abba Pater, Marcelo Rissma.
A lacração sempre foi uma marca dos religiosos e das universidades. Wesley e seus amigos do clube santo eram cancelados diariamente na Universidade de Oxford, onde eram difamados e apelidados de “Sacramentários”, “Entusiastas”, “Mariposas da Bíblia” e “Metodistas”. Esse último espantalho ou lacração acabou sendo definitivo, se tornando o apelido do movimento Metodista no século 18.
Lázaro era amigo de Jesus, mas não foi escolhido para apóstolo. Aprenda, intimidade é tão importante como a vocação.
Jesus foi adorado por João Batista no ventre de Isabel. Não tem como ser Cristão e ser a favor do aborto.
Certa vez alguém me perguntou por que não sou calvinista. Minha resposta foi: Eu leio as Escrituras Sagradas diariamente e também leio os pais da Igreja até o 3º século, antes da Constatinização da igreja e sua posterior paganização.
Como disse Roger Olson certa vez: “ninguém se torna calvinista lendo a Bíblia”.
Ninguém pode negar que a reforma foi importante em alguns temas, mas a reforma não foi uma volta ao espírito e aos ensinos do cristianismo primitivo do primeiro ao terceiro século, antes da Constatinização da igreja e a entrada de superstições dentro dela. A reforma foi uma volta ao cristianismo de Agostinho de Hipona, um ex-maniqueísta convertido ao catolicismo romano e que depois se tornou bispo da igreja católica romana.
Muitas pessoas não sabem, mas a primeira patrologia da história foi escrita por um protestante. O termo patrologia foi cunhado pelo Luterano Jhonannes Gerhard no livro - Patrology the lives and works of the fathers of the church.
Assim, fico estupefato quando vejo um protestante dizer que a patrística o fez retornar ao catolicismo ou se tornar católico, sendo que foram os protestantes que recuperaram o interesse pela patrologia.
Sim, o decreto já foi feito; e aconteceu antes da fundação do mundo. Mas que decreto? Certamente este: “Eu colocarei diante dos filhos dos homens a vida e a morte, a bênção e a maldição. E a alma que escolher a vida viverá, assim como a alma que escolher a morte morrerá.”
Quem não é visto, não é lembrado???
José estava preso quando foi lembrado (Gn 41);
Gideão malhava trigo escondido no lagar (Jz 6);
Davi apascentava ovelhas no dia da unção (1° Sm 16).
Não importa onde você esteja; Se Deus tem um propósito com a sua vida, ninguém poderá te esconder!
Moisés não foi esquecido no deserto; José não foi esquecido na prisão; Jonas não foi esquecido dentro do peixe; Lázaro não foi esquecido no túmulo e Jesus não ficou na cruz. Continue crendo, Deus não se esqueceu de você!
A primeira pergunta que o sacerdote e o levita fizeram foi: “Se eu parar para ajudar este homem, o que vai acontecer comigo?” Mas então o Bom Samaritano apareceu. E ele inverteu a pergunta: “Se eu não parar para ajudar este homem, o que vai acontecer com ele?”
Nota: Trecho do discurso "I've Been to the Mountaintop" (Eu estive no topo da montanha, em tradução literal), de 3 de abril de 1968. Foi o último discurso dado pelo ativista, que foi assassinado no dia seguinte.
...MaisEstamos diante do fracasso quase total de uma geração de evangélicos que foi alimentada com campanhas, atos proféticos, congressos irrelevantes, pregações superficiais, muito show e entretenimento, e quase nenhum ensino das doutrinas bíblicas. O resultado é uma geração rasa na palavra e rasa na intimidade com Deus.
O calvinismo não é bíblico, nunca foi e nunca será enquanto não abandonar a incondicionalidade! Esse é o primeiro de muitos passos que ele terá que dar para ser bíblico é ortodoxo. Por enquanto, o calvinismo e apenas um grande esforço de engenharia teológica humana, numa tentativa desesperada de acomodar e adaptar as Escrituras e Deus em um esquema determinista e fatalista.
Feliz Natal
- O primeiro Natal foi celebrado no céu e na terra.
- Anjos e homens se alegraram.
- Na pequena cidade de Belém, na casa do pão, nasceu o Pão da vida.
- O Verbo Eterno, pessoal e divino se fez carne.
- As profecias se cumpriram.
- Naquela noite, nasceu o Sol da Justiça.
- Deus se fez homem, o Eterno entrou no tempo, o Imenso Esvaziou-Se, O mais Exaltado entre os anjos, Humilhou-Se.
- Sendo o Rei dos reis, Fez-se servo.
- Sendo rico e o dono do mundo, Tornou-Se pobre.
- Sendo transcendente, nasceu de uma virgem.
Esse é o grande mistério do Natal que ainda hoje celebramos. Celebramos porque Jesus está vivo. Está vivo e no trono. Está vivo e vai voltar. Está vivo entre nós e dentro de nós.
Feliz Natal e boas festas!
No Amor do Abba Pater, Marcelo Rissma.
A Cruz de Cristo
“A cruz foi apenas um instrumento de morte; porém, Aquele que morreu sobre ela é a Vida! A cruz não tem poder de salvação; porém, o Crucificado sim. A Cruz é apenas um cenário histórico do que aconteceu na eternidade passada; porém, O Cordeiro é o sacrifício eterno da salvação. Quando Paulo diz que só se gloriava na cruz, ele não nos aponta o madeiro, mas O Crucificado; pois O Cordeiro é ‘o mistério outrora oculto e agora revelado’, com todas as implicações da Graça em favor daqueles que creem. A cruz revela a maldade humana; porém, O Cordeiro revela o Amor de Deus pela humanidade caída.”
Marcelo Rissma
D. A. Carson disse com muita propriedade:
“O que você pensaria se uma mulher chegasse ao trabalho usando brincos que estampavam uma imagem da nuvem, em forma de cogumelo, da bomba atômica lançada sobre Hiroshima? O que você pensaria de uma igreja adornada com um afresco das inúmeras sepulturas em Auschwitz? Ambas as visões são grotescas. Não são intrinsecamente detestáveis, mas são chocantes por causa de suas poderosas associações culturais. O mesmo tipo de horror chocante estava associado com a cruz e a crucificação no século I. Sem a sanção explícita do próprio imperador, nenhum cidadão romano seria morto por crucificação. Ela estava reservada para os escravos, estrangeiros, bárbaros. Muitos achavam que esse não era um assunto que devia ser conversado entre pessoas educadas. À parte da tortura perversa infligida àqueles que eram executados por crucificação, as associações culturais traziam à mente imagens de maldade, corrupção e rejeição profunda. No entanto, hoje, cruzes adornam nossos prédios e timbres de cartas, embelezam bispos, resplandecem em lapelas, oscilam em brincos — e ninguém se escandaliza. Essa distância cultural do século I nos impede de sentir apropriadamente a ironia de 1º Coríntios 1.18: ‘A palavra da cruz é loucura para os que se perdem, mas para nós, que somos salvos, poder de Deus’. Essa distância cultural precisa ser encurtada. Precisamos retornar sempre à cruz de Jesus Cristo, se temos de determinar a medida de nosso viver, serviço e ministério cristão.”
Pense nisso e ótima semana!
No Amor do Abba Pater, Marcelo Rissma.
Muitos acham que a maior vitória na vida de Davi foi derrotar o gigante Golias, mas não foi! Uma das maiores vitórias na vida de Davi foi derrotar o orgulho, reconhecer o seu pecado quando Natã lhe confrontou, se arrepender perante Deus e enfrentar as consequências desse pecado.
Jesus Cristo veio para salvar a TODOS, mas nem TODOS O querem.
Jesus foi claro quando disse em João 6.40: “Porquanto a vontade daquele que me enviou é esta: Que TODO aquele que vê o Filho, e CRÊ nele, tenha a vida eterna; e eu o ressuscitarei no último dia.”
Agora compare com João 5.40: “E não quereis vir a mim para terdes vida.”
A função de Cristo foi morrer pelos nossos pecados, a função da Igreja é semear o Evangelho que transforma o pecador, a função do Espírito Santo é convencer o homem caído do pecado, e a função de Deus será julgar a todos no grande dia.
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