Foi Deus que fez o Vento
(Minha Mãe querida)
Você foi o meu primeiro exemplo que tive de o quão a vida pode te dar presentes bons, a sua educação me ensinou como essa minha jornada seria difícil e cheia de surpresas.
Em quase vinte anos que estive vivendo a sua presença foi sem poder ter falta em cada um deles, me ensinou o certo e errado e tudo o que hoje sei foi você que me ensinou.
A cada dia que se passa eu vejo cada vez mais a mulher incrível que é, que me gerou com o seu útero e que sempre se sacrificou para que eu tivesse o mínimo do melhor.
No caso de um dia a vida me separar de você quero que saiba que eu sempre amei você, foi você que me ensinou a amar e fez isso com o seu jeitinho de Mãe protetora que eu sempre admirei.
Cada momento, cada segundo que Deus me deu com você foi a descrição perfeita da palavra felicidade e os bons momentos que passamos, posso ter te magoado as vezes porém estou sempre procurando melhoras de min para você.
É a melhor Mãe que eu poderia ter a mais perfeitissima da terra e do universo, você é e vale muitas coisas por aí, eu te amo amo Mãe.
(Um anjo que foi devolvido antes da hora)
Até hoje lembro dele e tenho certeza que nunca vou esquecer.
Da sua passagem aqui na terra sendo o meu primo.
Seu sorriso e a sua vontade infinita de estar sempre mostrando-lhe ao mundo.
Não vou esquecer dos momentos com ele e do seu coração bom.
Sua compaixão e o seu jeito alegre me fizeram vários momentos bons.
Ele foi a verdadeira imagem de um anjo pra min.
Estava sempre partilhando da sua alegria com os da sua volta.
Embora nem todos esses os valorizasse de coração.
Mas acho que Deus sentiu a sua falta lá no céu.
Porque o chamou de volta apenas 19 anos depois de tê-lo mandado.
Acho que entendo Deus pois a presença daquele anjo todos iriam querer.
Ele se foi muito cedo mas me fez muito feliz nesse curto período de tempo.
Nada é por acaso.
Não acredite no que foi posto
No que é imposto
No que for oposto.
No opositor
No enganador
Os deuses não escarnecem
Pelo teu pavor.
Não tema
A caneta, a espada ou a pena
Homem de força
Moça pequena.
O destino escrito na areia
Areia de praia, que o mar varre.
Bate no peito, escreve tua história
Não pare, não deixe que alguém te barre.
Suas paixões, seus desejos
Seu amor e prazer.
Traga para si o infinito
Que o finito, por escrito, impuseram a você.
A coexistência entre ser quem você é e ser o que as pessoas querem que você seja, nunca foi e nunca será opcional. Ser você mesmo é a diuturna preservação dos seus valores. Tenha muitos ou não tenha nenhum.
"Meu maior erro foi oferecer uma vida que julgava perfeita, quando o perfeito na vida está nos erros, nas imperfeições. Ofereci algo sem o peso, sem consequências, e esqueci que são essas consequências que nos dão o medo e a coragem pra arriscar todas as boas cartas que temos na mão."
Ela pausou seu pensamento dito, olhou menos para o chão, como de costume, mais para os olhos. Decidiu que aquela mochila de arrependimentos não poderia ser o seu fardo e escolheu largar. Ele que nunca gostou de carregar peso, só se aproximou com mais um passo. "Perder tempo pra que né?". O beijo trouxe todas as palavras não ditas, antes mesmo da cerveja esquentar. Ganhariam e perderiam tempo juntos, nas filas, nas praças, no ônibus.
A insensatez de todo homem consiste na crença de que tudo que foi, pode ser novamente. Um erro comum. Se algo termina por um grande erro, está fadado a sempre terminar pelo mesmo erro, eternizando um looping de agonia para duas almas. O amor é um sentimento inteiro. Nada surge, permanece e se estende por estradas fragmentadas, pelo mesmo motivo que carros se quebram em asfaltos falhos e gastos. E quando as vielas cinzas do amor se tornam rotina, e a presença um do outro se mantém pela mera formalidade do medo de se estar só, então o sentimento em si já perdeu. Não há nada mais deprimente que o desamor, o sentir pela aparência, pela ideia de que os outros pensarão coisas ruins, escarnecendo, e debochando. Se só aquele que vive a situação sente o pulsar do sangue na garganta, como se os arames farpados o esmagasse em cada ''eu te amo'' dito no vazio. E em sua amargura, amarguram uns aos outros, e em suas feridas, ferem uns aos outros. E meditam sobre os próximos vinte ou trinta anos no fundo de uma garrafa, ou no filtro chamuscado dos cigarros amargos. Acreditam no que não há mais, e erroneamente constroem as paredes do seu inferno pessoal, onde a paz de um beijo, de um abraço torna-se o chicote dos carrascos e o lamento dos condenados.
Somente uma maldade terrível e inominável foi capaz de reunir nações, povos e mentes que tinham total diferença umas das outras em prol do bem comum. É uma infelicidade do homem só segurar a mão dos irmãos quando olhamos o fundo do abismo, e não em momentos melhores.
Tenho mil coisas no coração que provavelmente apodrecerão com ele no final. Tudo que senti, foi unicamente e exclusivamente meu.
A palavra de ordem sempre foi a "parcimônia". A medida certa de tudo que tá disposto a dar e fazer por alguém. Sempre amar na mesma medida, e responder o carinho na mesma quantidade. É impossível ser feliz quando é o único que se doa ao máximo.
Na verdade, esse nunca foi um mundo de reciprocidade. É algo muito mais próximo de uma grata surpresa do que de um acontecimento normal.
É uma poesia aos olhos. O amor sempre foi, sempre será. É bonito ver as pessoas correrem atrás de presentes, pessoas jovens e até mais velhas. Seria de uma natureza ranzinza e amargurada dizer que isso não nos comove, ou que não trás a beleza da vida em si. É claro que para mim é apenas mais um dia, como foi ontem, como será amanhã. Mas gentilmente eu brindo tudo que é recíproco, e toda beleza natural que rodeia o amor, os gestos, e o carinho eterno de quem ama, e por amor se casa, e vive uma vida junto de quem, independente de idade, sempre será aquela namorada.
O Trem das Cinco e Quinze
Na Suíça, os trens são pontuais como o bater de um relógio de cuco. Foi às cinco e quinze da tarde, precisamente, que ela entrou no vagão carregando uma mala de rodinhas desengonçada e um livro sob o braço. Ele já estava lá, sentado próximo à janela, com os olhos perdidos nos Alpes que desfilavam como pinceladas brancas e cinzas. O sol de inverno, baixo e pálido, fazia o lago de Zurique cintilar à distância, como um espelho quebrado.
Ele a viu primeiro tropeçar no degrau do trem, recuperar o equilíbrio com uma risada abafada pelo cachecol vermelho. Ela se sentou diagonalmente a ele, dois assentos de distância. Entre eles, apenas o silêncio alpino e o leve rangido do trem nos trilhos. Até que, em algum momento após St. Gallen, ele perguntou, em um alemão hesitante, se ela sabia a que horas chegariam a Lucerna. Ela respondeu em inglês, com sotaque francês: "Você fala como quem decorou as frases de um manual ontem à noite". Ele riu, confessando que era brasileiro, um arquiteto em fuga de um projeto mal resolvido no Rio. Ela, por sua vez, era belga, pianista, voltando de um concerto em Viena onde havia tocado Chopin para uma plateia de casacos de pele e suspiros contidos.
No vagão-restaurante, dividiram uma garrafa de vinho branco suíço tão seco quanto o humor dela. Ele falou de linhas retas e concreto; ela, de escalas menores e metrônomo. Quando o trem atravessou um túnel, a escuridão os uniu mais do que a luz: naquele breu repentino, suas mãos se encontraram sobre a mesa de mármore, e nenhum dos dois soube dizer quem havia se movido primeiro.
Em Lucerna, desceram juntos, embora ela devesse seguir para Bruxelas e ele para Milão. Na plataforma número 3, sob o relógio que marcava sete e quarenta e três, ele lhe deu um cartão de visita rabiscado com o número de um hotel em Veneza. Ela lhe entregou uma partitura improvisada no verso de um mapa de trem, com notas que subiam e desciam como os trilhos que os haviam levado até ali. Prometeram escrever, ligar, encontrar-se na primavera. O beijo foi breve — um sopro de vapor no ar gelado —, mas suficiente para que, anos depois, ambos ainda se perguntassem se o gosto daquele momento havia sido de vinho, neve derretida ou simplesmente de *quase*.
Ele seguiu para o sul, onde o concreto de seus projetos ganharia raízes. Ela voltou ao norte, onde as teclas do piano a esperavam, frias e pacientes. Escreveram-se por um tempo, cartas que levavam semanas para cruzar a Europa, até que uma delas se perdeu no correio de Berna, e a outra, por orgulho ou cansaço, nunca foi reenviada.
Anos mais tarde, numa estação em Genebra, ele reconheceria uma melodia ao piano distante — *Nocturne op. 9 nº 2* — tocada por mãos que já não usavam anel. Sentado num banco, deixaria o trem das cinco e quinze partir sem ele, paralisado pela doce crueldade de um destino que os reunia apenas em segundas estrelas, estações erradas, e em todas as versões não vividas daquela tarde nos Alpes, onde o amor foi tão preciso quanto um horário de trem, e tão fugaz quanto o vapor de seu hálito misturando-se ao frio.
Não intitulo de sucesso aquilo que foi conquistado pisando em pessoas, ao invés de pisar em degraus.
José, o sonhador, foi jogado num poço para morrer.Depois foi preso e posteriormente tornou-se governador. Independentemente do que você esteja enfrentando. Nunca pare de sonhar!
"Um dia você vai perceber que não foi feliz porque não deu chance a felicidade, tudo não vida precisa de oportunidade, e você não deu a sua felicidade a oportunidade de ser feliz".
Lembro tipo ontem de quando os nossos beijos beijaram-se ,
Aquilo foi um furacão de beijos que durou a madrugada toda,
Pela manha aquela harmonia era tao surreal
Que ate os anjos questionavam tanta calmaria
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