Foi Deus que fez o Vento

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Se te amar foi um deslize, foi o tropeço mais lindo que me jogou direto para a felicidade.

Se a vida é um livro de escolhas, amar você foi o parágrafo que deu sentido a toda a minha história. O melhor erro, a maior sorte.

Muitos buscam o caminho certo, mas eu me encontrei no 'erro' de te amar. Foi a falha mais perfeita que o destino já cometeu.

Olhando para trás, eu faria tudo exatamente igual. Você foi meu erro favorito e, sem dúvida, o meu acerto mais bonito.

Ambos loucos de amor, mas perdidos no que dizer. Meu maior erro foi dizer que era o fim, quando meu coração sabia que você era o único começo possível. Sem você, a realidade virou apenas um sonho do que poderíamos ser.

Dizer adeus foi apenas uma formalidade; meu coração nunca recebeu o aviso prévio.

Dizem que foi carência, mas carência não sintoniza corações por uma rádio. Foi destino. Engraçado é o julgamento de quem não acredita que a vida cruza caminhos, mas acredita em história de cobra falante. Se estamos juntos ou não hoje, o que importa é que o nosso 'oi' foi o começo de uma cura que só quem sentiu entende.

Dois corações machucados e uma rádio que serviu de ponte. Não foi carência, foi o destino se cruzando. Podem rir ou duvidar, mas a hipocrisia de quem acredita em cobra falante e nega a força de um encontro de almas não apaga a nossa história. O que foi real, ninguém desmente.

Não foi carência, foi sintonia de quem já sofreu demais. Se você acredita em cobra que fala, mas não acredita no destino cruzando dois corações pelo rádio, o problema de lógica não é meu. A nossa história foi real, e contra fatos (e encontros de alma), não há argumento religioso que vença.

Dois corações machucados e uma rádio como ponte. Chamem de carência se quiserem, mas foi o destino rindo da cara do óbvio. É fascinante ver gente que acredita em livro com cobra falante tentando invalidar a força de um encontro de almas. Se hoje não estamos juntos, o que vivemos continua sendo real... e isso, nem a maior das mitologias apaga.

O nosso amor é lindo porque não foi planejado, foi o destino que caprichou em cada detalhe para nos unir.

Desistir de você nunca foi um plano meu, mas ver o nosso 'nós' virar fumaça nas suas mãos foi a despedida mais dolorosa que já vivi.

Juro que não vou mais chorar,
Embora a dor ainda seja um mar.
Guardo o que foi no peito apertado,
Um amor lindo, hoje, passado.
​Teu nome é um espinho a ferir,
No silêncio que escolhi para seguir.
Mas cada lágrima que agora seco,
É um adeus que à saudade ofereço.
​O palco da vida precisa de sol,
Não desta peça fria, sem farol.
Juro, de novo, que não vou mais ceder,
Vou aprender a ser, sem você.

O maior triunfo dos falsos profetas foi convencer o rebanho de que expor o lobo atrai a fúria do criador, quando na verdade só ameaça o bolso do pastor.

O erro não foi o nosso encontro, foi a teimosia de tentar encaixar um quebra-cabeça de mundos diferentes.

Guardar um amor inesquecível não é prender-se ao que foi, mas agradecer ao destino pela coragem de ter vivido o extraordinário; é a certeza de que quem já voou tão alto hoje caminha com passos ainda mais fortes.

Não há vitória no confronto com quem um dia foi seu abrigo; a única vitória real é a paz da distância.

O dia em que o meu mundo parou não teve trilha sonora de filme, nem trovão no céu. Foi uma dor bem esquisito, desses que fazem o ouvido zumbir. Lembro do peso do meu próprio corpo, como se a gravidade tivesse triplicado de valor e me empurrasse direto para o chão. Naquele segundo exato, eu tive a certeza matemática e absoluta de que a minha vida tinha acabado de vez. Sabe quando o peito aperta tanto que o ar não acha o caminho de volta? Foi assim. Eu olhei para o teto e pensei: "Pronto. Daqui eu não levanto mais.
A gente passa a vida inteira achando que é forte, construindo certezas em cima de areia, jurando que tem o controle de tudo. Bobagem. A verdade é que a gente só descobre o tamanho da nossa fragilidade quando o chão some. Eu me vi ali, despedaçado, catando os cacos de quem eu achava que era, sem saber como colar as partes de novo. Chorei um choro feio, pesado, daqueles que vêm do estômago e rasgam a garganta. Achei sinceramente que a dor seria o meu endereço definitivo.
Mas aí o tempo passou. Não como um milagre, mas como um mestre severo. E a grande lição de vida que me quebrou ao meio para depois me refazer foi entender isto: o fim de um mundo não é o fim da vida. Às vezes, o nosso mundo precisa acabar de vez para que a gente pare de sobreviver no automático e comece, finalmente, a existir de verdade. A dor não veio para me matar, veio para me limpar de tudo o que era ilusão. Eu precisei perder o meu chão para descobrir que eu tinha asas.
Hoje, olhando para trás com os olhos ainda marejados, eu entendo o mistério. Aquele dia terrível não foi o meu ponto final. Foi o início do capítulo mais bonito e maduro da minha história.

Estou na dúvida se foi o seu sorriso que me encantou ou a sua linda voz.

Deixa eu te perguntar uma última coisa: estou na dúvida se foi o seu sorriso que me encantou ou a sua linda voz.