Foi Deus que fez o Vento
A verdadeira historia da nação brasileira nunca foi contada verdadeiramente. Enquanto países de tamanho proporcional, como Estados Unidos da América teve desde o inicio uma politica de povoamento o Brasil continental desde o inicio teve uma politica sórdida de exploração. Hoje com alguns documentos e narrativas sobreviventes, e a própria cultura de resistência mulata, negra e indígena precisam serem reescritas. Advirto que o adjetivo mulato, nada tem haver com mula. Na verdade é um termo árabe - português, derivado da palavra "mulad" que eram os filhos mestiços de árabes com portugueses na época que o povo árabe ocupou a península ibérica.
Por colonização do Brasil logo após o descobrimento, que foi na verdade, pelos portugueses mais um tipo sórdido de ocupação e exploração, por que não se descobre nada que já existe, e com uma gigantesca nação indígena e uma rica e diversificada cultura dos povos originários, seguiu se a evangelização em "terras brasilis" e por conseguinte as primeiras escolas erigidas pelos sacerdotes. Sendo assim, nunca houve no inicio uma escola que não tenha nascido a sombra de uma Igreja e com uma pedagogia estritamente católica. Por conta disto, não existe a menor possibilidade de estudar historia no Brasil sem uma compreensão ampla e clara da própria historia litúrgica católica.
A Lua que Caminhou Comigo
Foi no dia 14 de junho de 2022, uma terça-feira, por volta das cinco e meia da manhã, que o peregrino e motorista recebeu um chamado para buscar uma passageira no bairro Santa Felícia, em São Carlos. O dia ainda não havia amanhecido, o céu estava completamente limpo e a Lua cheia brilhava em um tamanho que parecia maior do que o habitual. A imagem era tão deslumbrante que, por alguns instantes, o motorista quase se esqueceu de que estava trabalhando. Logo se recordou das aulas de Ciências da Natureza e pensou que, quando a Lua cheia parece maior e mais próxima da Terra, esse fenômeno é chamado de superlua. Naquela madrugada, porém, pouco importava o nome científico. Diante de tanta beleza, a explicação parecia pequena. A Lua simplesmente estava ali: imensa, silenciosa e magnífica.
Como o caminho de volta obrigatoriamente passaria pelo mesmo lugar, o motorista não conseguiu guardar aquela admiração somente para si. Virou-se para a passageira, uma jovem de aproximadamente vinte anos, e disse: — Olhe como a Lua está linda! A moça levantou os olhos, olhou rapidamente pela janela e, em seguida, voltou sua atenção para o celular. A viagem continuou em silêncio, enquanto o peregrino, sempre que podia, voltava seus olhos para o céu. Talvez porque algumas belezas não precisem ser compartilhadas para serem sentidas. Basta que alguém pare, olhe e permita que elas entrem no coração.
Foi naquele dia que nasceu a ideia de fazer uma caminhada durante uma noite de superlua. O peregrino queria atravessar trilhas e canaviais sob aquela luz prateada, peregrinar enquanto o mundo dormia e, à sua maneira, conversar com aquela velha companheira que há milhões de anos acompanha os passos da humanidade. Quando terminou seu dia de trabalho, a primeira coisa que fez foi procurar saber quando aconteceria a próxima superlua. Para sua surpresa, não demoraria muito: seria no dia 12 de agosto, uma sexta-feira, a chamada Superlua do Esturjão, a última superlua visível daquele ano.
O dia chegou, e o peregrino não hesitou. Decidiu trocar o trabalho por uma caminhada. Traçou um percurso aberto e relativamente plano, com uma distância superior a quinze quilômetros, para que pudesse caminhar o máximo possível sem perder a Lua de vista. A trilha escolhida foi a da linha do trem que passa por São Carlos, seguindo em direção a Ibaté. Assim que iniciou a caminhada, suas pernas pareciam tremer, os braços se arrepiavam e o coração batia tão forte que parecia querer sair do peito. Não era medo, era encantamento. Era como se, naquele instante, o peregrino tivesse compreendido que existem momentos em que a beleza da vida é tão grande que o corpo inteiro precisa participar dela.
Depois de alguns quilômetros caminhando em silêncio, olhando para a imensidão daquele céu, não resistiu e perguntou à Lua: — Se você é tão maravilhosa, se tantos homens sonham em pisar em seu chão e conhecer seus mistérios, por que aparece justamente durante a noite, quando a maioria das pessoas está dormindo? O silêncio da madrugada continuou por alguns instantes e, de repente, o peregrino teve a sensação de ouvir uma voz. Era como se a própria Lua lhe respondesse: — Peregrino, caminheiro da noite, sou a Lua que te vê. Não te apresso, não te julgo. Apenas derramo prata sobre teus passos para que, mesmo na escuridão, sintas que vais acompanhado.
O peregrino parou e olhou novamente para o céu. Naquele momento, sentiu-se abraçado pela luz que caía sobre o caminho e, como quem conversa com uma velha amiga, respondeu: — Lua que me vês e me acompanhas, obrigado por clareares a minha noite, por me permitires apreciar tua beleza e por derramares tua prata sobre os meus passos, lembrando-me de que, mesmo na escuridão, nunca caminho sozinho. E continuou, passo após passo, sob a luz da superlua e em meio ao silêncio dos campos. Naquela madrugada, não precisava chegar depressa a lugar algum. A caminhada, mais uma vez, não era apenas sobre percorrer quilômetros, mas sobre sentir e perceber aquilo que, muitas vezes, passa diante dos nossos olhos enquanto estamos ocupados demais olhando para as pequenas telas que carregamos nas mãos.
Depois de aproximadamente vinte e dois quilômetros, a noite começou lentamente a se despedir. A Lua ainda estava ali quando o horizonte começou a mudar de cor e, pouco a pouco, surgiu o Sol. Nasceu em um vermelho profundo e sereno, como se tivesse aprendido, na escola da Lua cheia, a arte de iluminar o mundo sem pressa, apenas com beleza. Naquele instante, o peregrino compreendeu mais uma vez que a vida está cheia de espetáculos que acontecem todos os dias. A diferença é que alguns dormem, outros passam apressados e há aqueles que, de vez em quando, decidem caminhar durante a madrugada apenas para conversar com a Lua e descobrir que, mesmo quando o caminho parece escuro, existe sempre alguma luz disposta a acompanhar os nossos passos.
Peregrino Nino Carneiro
Deixe a vida mostrar quem merece crescer, porque o sucesso monumental de quem foi perseguido será a resposta definitiva para quem tentou diminui-lo.
Não gaste energia revidando a maldade; o tempo se encarrega de erguer quem foi pisoteado a um patamar tão alto que poucos terão coragem de se aproximar.
FUI TOLO(?)
Quando foi perceptível que nosso “sentimento” um pelo outro era recíproco, eu não dei a mínima atenção e, agora, não sei mais oque você sente em relação a mim. Fui tolo, burro por não ter ficado e ter tentado. Fui tolo quando voltei atrás? Acho que sim, mas, ainda sinto que você ainda sente o mesmo por mim, estou errado? Não sei, provavelmente sim. É bem provável que você se incomoda com o modo que estou agindo, tentando me aproximar bem mais de você, é talvez… queria poder lhe mandar isto, mas em relação a isso, me falta coragem. Quem sabem um dia você não leia? E vais achar que fui um tolo. (?)
Olhando para trás, percebo que o meu silêncio nunca foi falta de interesse, mas sim uma forma de me proteger. Eu tive medo. Medo de me entregar por inteiro e acabar sofrendo ainda mais. Às vezes, a gente se fecha não por falta de amor, mas pelo receio de se machucar novamente.Eu tentei seguir em frente. Tentei convencer a mim mesmo de que você era uma página virada, mas existem pessoas que nunca saem da nossa vida. Você virou uma lembrança constante nos pequenos detalhes do meu dia e aquela saudade que aperta o peito antes de eu dormir.Uma parte de mim ainda acredita que fomos a história certa no momento errado. Quem sabe no futuro, com as feridas curadas e o coração mais corajoso, a gente consiga cuidar daquilo que não soubemos proteger no passado.Por enquanto, fico com o que restou: o respeito por tudo o que vivemos e a coragem de finalmente dizer tudo isso a você.
Memórias póstumas e sua beleza
"Tempo que foi, não volta. Tempo que vem, mas que nunca chega.
Tempo que tudo leva e nada deixa; nada além de memórias póstumas e sua beleza. Tarde demais nos ensinou a amar, tarde demais nos ensinou a aproveitar.
Segundos parecem tão pouco, mas daria algumas décadas para ter de volta um segundo do seu riso. Lembro do gosto do seu bolo de trigo. Fui a um excêntrico chef em Paris, mas ele não conseguiu replicar o gosto daquele bolo.
Talvez não se trate de gastronomia. Talvez sejam suas mãos, mágicas e cheias de amor. Seja o que for, nada me trará novamente aquele sabor. Tentei ir a um show de humor, mas nem mesmo a melhor piada já contada me faria rir como você me fez.
Talvez, um dia, eu ame, delire de amor e escreva versos apaixonados.
Mas nenhuma amante poderá me presentear com os seus cuidados. O seu colo era um lugar sagrado, onde, em questão de segundos, o homem virava outra vez menino. Sinto falta daquilo.
Ah, tantas palavras que gostaria de ter dito, mas que hoje são só versos escritos; doce delírio da eternidade, em que, mais uma vez, encontrarei seu riso, em que, de novo, teremos aquela tarde com café e bolos de trigo, onde serei, novamente, o teu menino.
Teu doce e distraído menino.
Amo-te. Sonho que saiba."
Miguel Espinoso
Chamava-se Laura.
Não foi um amor como os outros. Não começou com febre no corpo nem com a vertigem dos impulsos súbitos. Começou com silêncio. Um silêncio atento, desses que antecedem as revelações. Ele a conheceu num curso de literatura, numa sala de paredes altas e ventiladores lentos, enquanto discutiam um conto de Machado de Assis. Ela, ainda insegura, confessou que sentia algo no texto que não sabia explicar. Não era tristeza, não era ironia, não era encanto. Era outra coisa.
Ele sorriu com a delicadeza de quem reconhece um território fértil. Disse que literatura não se explica, se atravessa. Que às vezes a compreensão vem depois da vertigem.
Foi ali que começou.
Não houve anúncio, nem consciência imediata de que algo raro se instalava. Apenas uma sequência de encontros que passaram a acontecer com naturalidade. Ele lhe emprestou A Paixão Segundo G.H., sublinhado nas margens com sua letra inclinada, como se oferecesse não apenas o livro, mas suas próprias interrogações. Deu-lhe um exemplar gasto de O Livro do Desassossego, dizendo que aquele livro não se lê, se suporta. Advertiu que ali não havia respostas, apenas espelhos.
Ela recebia cada obra como quem recebe um rito de passagem. Lia devagar, fazia anotações, voltava com perguntas. Ele a ensinava a ouvir o silêncio entre os versos. Mostrava que um poema não termina no ponto final, mas na respiração de quem o lê. Falava sobre a diferença entre emoção e sentimentalismo, entre lirismo e exagero. Ela o escutava com olhos vivos, mas não submissos. Havia nela uma inteligência em formação que não queria imitar, queria compreender.
Tomavam café no fim da tarde, sempre na mesma mesa junto à janela. A luz entrava oblíqua, pousava nos livros abertos, desenhava sombras sobre as xícaras. Falavam de Carlos Drummond de Andrade como quem fala de um parente distante, às vezes incômodo, às vezes necessário. Riam de versos que pareciam simples e eram abismos.
Ela anotava frases dele num caderno azul. Ele fingia não perceber, mas percebia tudo. Percebia o modo como ela inclinava a cabeça ao discordar. O jeito como ficava em silêncio antes de formular uma ideia. A maturidade que surgia pouco a pouco, como uma construção interna.
Andavam de mãos dadas pelas ruas do centro, não como amantes clandestinos, mas como dois pensadores que haviam encontrado abrigo um no outro. Não havia pressa. Não havia corpo colado. Havia calor, mas era um calor que vinha da palavra, do reconhecimento, da partilha de mundo.
Nunca houve beijo.
Nunca houve quarto fechado.
E, ainda assim, havia algo que doía como se tivesse havido tudo.
Porque havia possibilidade.
E possibilidade é uma das formas mais agudas de sofrimento.
Havia momentos em que ele sentia o impulso de atravessar a linha invisível que os separava do gesto definitivo. Bastaria inclinar o rosto. Bastaria permitir que a mão que já segurava se tornasse abraço. Mas algo o detinha. Talvez a consciência da diferença de tempo entre eles. Talvez o medo de macular aquela pureza intelectual com a concretude do desejo. Talvez a intuição de que certas experiências sobrevivem justamente por não se consumarem.
Ela, por sua vez, nunca pediu mais. Mas havia instantes em que seus olhos demoravam um segundo além do necessário. Instantes em que o silêncio se tornava denso demais. Nenhum dos dois era ingênuo. Sabiam que algo pulsava ali. Escolheram não nomear.
Ela partiu primeiro.
Um convite para estudar fora. Uma bolsa. Um futuro promissor que se abria como estrada. Ele a encorajou com a generosidade dos que sabem que amar também é não prender. Disse que o mundo era maior do que aquela cidade, maior do que os cafés, maior do que a cumplicidade que haviam construído.
No dia da despedida, caminharam longamente sem falar. A cidade parecia suspensa. O tempo, dilatado. No final, ela apertou a mão dele com força, como quem segura a borda de um precipício. Não disseram eu te amo. Talvez porque amor dito exige consequência. E consequência exigiria coragem.
Depois disso, apenas distância.
Os anos passaram com a indiferença própria do tempo. Ele publicou poemas. Dedicou alguns que nunca tiveram destinatário explícito. Quem lia não sabia, mas havia sempre uma interlocutora invisível entre as linhas. Cada metáfora lapidada tinha algo do rigor que aprendera ao dialogar com ela. Cada silêncio poético carregava ecos daqueles cafés.
Às vezes via notícias dela nas redes sociais. Um livro publicado. Uma palestra. Um reconhecimento. Sorria com uma mistura de orgulho e perda. Pensava que fora ele quem abrira aquela porta. E logo depois se envergonhava do pensamento, como se o amor verdadeiro não devesse reivindicar autoria.
À noite, às vezes, relia as mensagens antigas. Não havia promessas ardentes nem declarações dramáticas. Havia debates sobre metáforas. Havia áudios discutindo a diferença entre lirismo e sentimentalismo. Havia risadas espontâneas, comentários sobre o mar, sobre o medo de não ser suficiente para a própria vocação.
E havia aquilo que não aconteceu.
O que dói não é o que foi.
É o que poderia ter sido.
Ele sabe que, se tivessem atravessado aquela linha invisível, talvez tudo tivesse se queimado rápido demais. Talvez o encanto tivesse se tornado cotidiano. Talvez tivessem se ferido na banalidade das expectativas. Talvez o amor concreto não suportasse a altura da idealização.
Mas há noites em que ele deseja ter arriscado.
Deseja ter trocado a lucidez pela vertigem. A elegância pela entrega. A ordem pelo caos.
Porque viver é administrar o caos, e ele, naquela história, escolheu a ordem.
Ela segue outro caminho. Ele também. Não se falam. Não se procuram. Mas às vezes, ao abrir um livro antigo, ele encontra uma dobra numa página que marcou para ela. Passa os dedos sobre o papel como quem toca uma cicatriz. E sente uma melancolia fina, quase elegante.
Não é arrependimento.
É a consciência de que existiu um amor que não precisou de corpo para ser inteiro e, ainda assim, ficou incompleto.
ALGUÉM ME PERGUNTOU COMO ENCARAR A VELHICE, JÁ QUE TODOS ENVELHECEM. ESSA FOI A MINHA RESPOSTA...
"NEM TODO MUNDO QUE NASCE, CRESCE. NEM TODO MUNDO QUE CRESCE, ENVELHECE. JÁ OUVIU AQUELA FRASE QUE JESUS DIZ SIMBOLICAMENTE "NÃO SABEIS O DIA E NEM A HORA EM QUE O FILHO DO HOMEM HÁ DE VIR?" ENTÃO, ESSA É UMA METÁFORA QUE NINGUÉM PRESTA ATENÇÃO. A MORTE, ELA NÃO ESCOLHE IDADE! MUITAS VEZES, A PESSOA ACHA QUE VAI ENVELHECER E VAI EMBORA BEM ANTES POR ALGUM MOTIVO. DOENÇAS, ACIDENTE, DESASTRE... NÃO TENHA MEDO DISSO. QUANTOS ANOS VOCÊ TEM HOJE? QUANTAS PESSOAS COM IDADE INFERIOR VOCÊ CONHECIA QUE JÁ PARTIRAM ANTES DE VOCÊ? EU CONHECIA MUITAS. POR ALGUM MOTIVO, APESAR DE TER TIDO FALÊNCIA DE ÓRGÃOS, PASSAR POR DUAS CIRURGIAS DE EMERGÊNCIA E AGORA MAIS 3 CIRURGIAS, ESTOU SENDO POUPADA. EU NUNCA RECLAMEI DE NADA. NEM MESMO DA DOR. EU SEMPRE AGRADECI POR VIVER UM POUCO MAIS. FUI SALVA, PORQUE QUANDO SOMOS GRATOS, INDEPENDENTE DA DOR OU SITUAÇÃO, O CRIADOR MOVE O MUNDO POR NÓS. EU NÃO TENHO DINHEIRO, NUNCA TIVE. MAS, MUITAS PESSOAS FORAM USADAS PARA ME AJUDAR NO MOMENTO EXATO. A IRONIA É QUE EU MESMO MORRENDO, EU NÃO FUI. UMA GAROTA AQUI PERTO, SAUDÁVEL E COM UMA VIDA PLENA, FOI DAR UMA VOLTA DE MOTO, E MORREU DE ACIDENTE. A GENTE NÃO CONSEGUE ENTENDER CERTAS COISAS. PORÉM, NADA É POR ACASO. SABE, A VIDA É UM PRESENTE! ELA É UM PRESENTE E TUDO O QUE PRECISAMOS PARA VIVER, TEMOS AQUI. NÃO PRECISAMOS DE MUITO, PRECISAMOS DO BÁSICO. ROUPAS PARA VESTIR E O QUE COMER, NEM SEMPRE TEMOS SAÚDE, NOSSOS CORPOS SÃO FRÁGEIS. SOMOS ESPÍRITOS NELES, POR ISSO, SOFREMOS POR IGUAL. TUDO AQUI É EMPRESTADO. NADA NOS PERTENCE. OUTRA COISA, NÃO QUEIRA O MUNDO, QUEIRA APENAS VIVER O HOJE, COMO SE NÃO HOUVESSE O AMANHÃ. O AMANHÃ NUNCA NOS PERTENCEU. SEJA FELIZ, INDEPENDENTE DE QUALQUER CIRCUNSTÂNCIA. GRATIDÃO ACIMA DE TUDO, MESMO PELOS PEQUENOS DETALHES DA VIDA. NÃO SEI QUEM É VOCÊ, MAS SÓ EM EXISTIR E RESPIRAR, JÁ É UMA DÁDIVA. TODOS ESTAMOS AQUI, PARA APERFEIÇOAR O NOSSO EU. QUE É O ESPÍRITO. POR ISSO, PASSAMOS POR COISAS TERRÍVEIS. ESTAMOS SENDO MEDIDOS E OBSERVADOS. SAIBA SEMPRE DISSO. NÃO SE PREOCUPE COM A VELHICE, POR VEZES AS RUGAS SÃO NOSSAS MAIS DURAS EXPERIÊNCIAS, QUE NINGUÉM OUSA CONHECER. UM ÓTIMO DIA!!"
07:55 28 de agosto de 2026
📌 "Não existe liberdade e não existe determinismo. Isso foi criado pela humanidade. Existe a pura realidade — uns têm recursos, outros não. Devemos viver a realidade como ela é, sem criar dogmas. E a partir dela, cada um cria o seu próprio conceito de realidade."
O Tempo e a Realidade...
O tempo não me foi um bom conselheiro
Sequer companheiro fiel
Não baniu lembranças de dores
Não suprimiu gostos de fel
Não curou férreas feridas
Nem estancou saneamento
Teimosos e incessantes
Que emudeceram minh'alma
O tempo não fez sumir cicatrizes
Restadas das batalhas insanas
Nas noites de razões equivocadas
Fiadas em falas de um frágil amor
O tempo, converteu minutos em dias
Que trouxeram brisas e temporais
Num ciclo de encontro e despedida
Nos segredos de flor desmedida
Cego e poderoso como um raio
O tempo riscou minha vida
Ascendendo no céu de minha paixão
Uma estrela de ensinar a dizer não
"Esquecimento...
Não foi fácil... e nem é a caminhada
É menos sofrida se não estamos Só
Ao contrário, chega a ser divertida
E nessa passada, jamais esquecida
Esquecimento... ah, quanto é comum
Reli minha trajetória, visitei momentos
Cada um deles, me dei conta
Que alegrias demitiam incertezas
Um amigo aqui, outro acolá
Uma música brotava como flor
Uma poesia nascia, quase sempre
De um oceano profundo de dor
Fiei ter amigos... muitos amigos
Ou pelo menos acreditava tê-los
Alguns, presentes numa estrada
Que se nem contava a extensão
Outros, num desequilíbrio imenso
Nunca me ative a tal "detalhe"
Afinal, poucos se interessaram
A saber, em verdade, quem sou
E quem sou?
Um homem que toma decisões
Certas, equivocadas, voláteis
Mas, que favorecem o bem
Muitos deles de bom coração
Outros, desconhecem tal sentimento
Mas, nada disso importa... não mais!
Pois já não vigora reciprocidade e gratidão
Porque um menino nos nasceu,
um filho nos foi dado,
e o governo está sobre os seus ombros.
E ele será chamado
Maravilhoso Conselheiro, Deus Poderoso,
Pai Eterno, Príncipe da Paz.
O espelho da humanidade já não reflete o amor que nos foi dado, mas sim a frieza de olhares que só sabem desejar o mal e maquinar a ruína do próximo.
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