Foi Deus que fez o Vento

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⁠Não posso fazer voltar o tempo
Todas as letras e versos se perderam no vento
E não há mais nada a ser dito
Foi tão doce e bonito
Acreditar que havia um paraíso para nós, cá dentro dos nossos suspiros
Livres naqueles lençóis
Não quero mágoa e rancor
Foi só um risco de amor, nada mais
Quisera eu ter desistido no momento que me faltou a paz
Mas minha teimosia e rebeldia, me faziam acreditar que podia
Não, não posso fazer voltar o tempo
Para partir no primeiro olhar de lamento
Logo serás alguém de quem nem me lembro
E tudo terá se dissipado, a contento, no tempo, cá dentro de nós, não mais que um momento.

⁠Amor possessivo


Ela o ama como quem prende o vento,
Como quem sela o destino, o intento.
Em seu olhar há uma fome, um poder,
Um querer tão voraz que não sabe ceder.

Quer ser dona dos passos, do tempo e do ar,
Quer o riso dele, o pensar e o sonhar.
Ela, possessiva, em chama e loucura,
Deseja moldá-lo à sua ternura.

Seu toque é ardente, é febre e prisão,
Quer a pele, o pulso e o coração.
Ela o quer em seu mundo, fechado e selado,
Como quem guarda um segredo calado.

Ele, inquieto, nas asas da vida,
Resiste, mas volta à sua medida.
Ela sorri, sabendo a verdade:
O amor que ela tem é sua vontade.

E assim ela o ama, feroz, dominante,
Com força de mar e sopro incessante.
Ele é dela, no riso, no medo, na cor,
Pois ela é possessão, é domínio e amor.

⁠De quem é esta pele
que cobre a minha mão
como uma luva?
Que vento é este
que sopra sem soprar
encrespando a sensível superfície?
Por fora a alheia casca
dentro a polpa
e a distância entre as duas
que me atropela.
Pensei entrar na velhice
por inteiro
como um barco
ou um cavalo.
Mas me surpreendo
jovem velha e madura
ao mesmo tempo.
E ainda aprendo a viver
enquanto avanço
na rota em cujo fim
a vida
colide com a morte.

⁠Levada ao vento
Girada com a vida
Vivo no lamento
Espero sua vinda

Queima no peito
Arde no olho
Não cabe no peito
Escorre pelo rosto

Nada se esconde
Tudo se duvida
Além do horizonte
Espero a vida

Talvez eu te encontre
Talvez em outro plano
Siga com você
Fale que te amo

⁠A resiliência constrói pontes: um pássaro ferido não se eleva sem o impulso do vento, mas o vento não impulsiona um pássaro sem força para se elevar acima de si.

Teu Nome


A saudade não grita.
Ela sussurra no canto da tarde,
quando o vento passa e leva teu cheiro
que já não sei se inventei.


Ela mora nos detalhes:
na cadeira vazia,
no talher que insisto em pôr a mais,
no som da tua risada
que ainda ecoa nas paredes da memória.


Não é dor aguda
é falta que se deita comigo
e acorda primeiro.


Às vezes, é ausência com gosto de café frio.
Outras, é presença demais
em tudo que já não és.


Dizem que o tempo cura.
Mentem.
O tempo só ensina
a dar bom dia à ausência
com menos lágrima nos olhos
e mais silêncio no peito.


Mas saudade…
ah, saudade é prova de amor que não passou.
É abraço sem corpo,
é beijo sem hora,
é espera sem data.


E mesmo doendo,
a gente cuida dela
como quem cuida de flor:
regando com lembrança,
falando baixo,
pedindo que não morra.


Porque no fundo,
é nela que ainda moras.
Inteiro.

Quem semeia vento, colhe tempestade.

Ditado Popular

Nota: Ditado popular de origem bíblica (Oséias 8:7).

A diferença do avião para o balão é o objetivo: Um sabe para onde ir, o outro vive a mercê do vento.”

Uma deliciosa calma me acomete nessa manhã.
Após uma noite de vendavais, sinto que o vento levou também alguns dissabores e trouxe esse inicio de dia claro, com sons e cores da minha infância. (Porque o amor tem me dado bem mais que o prometido).

Eu sou aquela música chata que você escuta uma vez e não consegue tirar da cabeça. Eu sou o vento teimoso que sopra contra seu rosto e ainda bagunço seu cabelo. Digamos que eu não sou uma rosa, eu até tenho espinhos e alguns até dizem que sou bela, porém não sou frágil. Eu sou mais leoa do que gatinha indefesa precisando de carinho, pois é eu sou brava e louca também. Eu sou uma espécie de labirinto, me encontro e me perco neste caminho sem fim. Sei que sou tantas coisas e muitas vezes te confundo. Porém, entre tudo o que sou, só posso ser uma. Sou assim e o que posso fazer? Sou eu que te faço bem. Mas sabe, as vezes, eu também sou um pássaro que precisar voar além de sua gaiola.

Sim eu vejo,
Vejo aquele olhar marcante, vejo equeles cabelos voando ao vento.
Sim eu sinto,
Sinto seu cheiro, sinto esse frio que lhe apodera em meu coração, misturado ao calor da doce lembrança de seu semblante.

Deitado na rede,
no lusco-fusco do chove não-chove.
O vento balouça a cabeleira das guarirobas.
Eu?
Regurgito passados.

Noite fria, a cabeça vazia.
Coração sem entender o que chegou acontecer .
O vento sopra entrando pela janela e batendo a porta.
Antes tão importante mas hoje?
Nada me importa.

Como uma sombra perdida no escuro.Um vento sem direção no vácuo da existência.

meus pensamentos o vento levou e na boca ainda sobra um gosto esquisito de amor, essa vida louca brincando de sentir dor...

Chega de tristeza. Vou semear amor, alegria , levezas e canção, e que o vento te entregue , de forma suave e leve, qualquer uma dessas sementinhas, pra germinar em teu coração.

⁠Se eu apenas observar o vento passar, nunca saberei sua verdadeira velocidade; é preciso correr com ele.

Quem não cultiva princípios nem valores, vive como folha ao vento — sempre à mercê da direção da manada, sem saber por que corre nem para onde vai.

Recado para você ❣️


Hoje mandei um recado pelo vento e pedi para ele lhe levar uma mensagem de amor só para lhe encantar


O som da minha voz a lhe dizer o que você já sabe amor, e não canso de murmurar o quanto me encanta seu sorriso e seu olhar


E eu vou entoar que você meu amor e meu leve murmurar da vida leve que estou sentindo e permito que me leve por essa estrada da vida como nunca me permitir ser conduzida


Me sem saber onde vai dar eu vou continuar a deixar você me guiar com seu sorriso e seu olhar


Então me leva a onde quiser que irei com você minha menina encantada, minha leveza de olhar, sua voz ao entoar meu coração se enche de tanta alegria que nem sei se vou aguentar tanto tempo sem sua presença amor


Então vou pedir ao vento para murmurar que veio lhe buscar e te soprar até mim que não aguento mais de saudades da tua presença aqui ao meu lado.


Elisa Ferreira
30/11/2025

Pesadelo da madrugada...
Deixei de ser um caminho de flores,
virei vento, tempestade, noite escura,
sol forte do deserto que lembrava a morte
para os que temiam a travessia.
Na mistura da realidade com a fantasia,
deixava nas estradas por onde passava,
pedaços das dores que me sufocavam.
Minha música suave, dispersou-se
e sobre águas turbulentas,
viajava meu corpo cansado
que estranhamente feliz,
aguardava o amanhecer para esquecer,
o pesadelo da madrugada
onde pingos de água dentro de um copo,
se transformaram e um oceano perigoso.
by/erotildes vittoria