Foi Deus que fez o Vento
Deveríamos queimar as páginas escritas com histórias ruins,assim o vento por descuido não poderá sopra-las,correndo o risco de serem lembradas.
Se no trajeto você não sentiu,
ou não percebeu,
as flores no caminho,
as pedras,o sopro do vento,
o voar das borboletas,
o canto dos pássaros,
a temperatura do sol,ou as gotas da chuva,
a chegada perdeu o sentido.
Não é o beija flor que brinca de bem me quer,mal me quer com as rosas,
É o vento,que sopra,faz sua bagunça,e leva seu perfume embora.
Autorretrato...
Fosse mata, sopraria igual ao vento
Fosse água, beijaria teus pés
Fosse céu, azul seria sempre
Fosse noite, iluminaria e encantaria
Sou lua
Sou tua
Sou encanto
Sou pranto
Sou alegria
Sou vida
Sou medo
Sou magia
Sou fada
Sou ingrata
Sou luta
Sou garra
Sou da vida, a história
Da mata Isolada, o uivo
Da cachoeira encantada, a água
Da onça Selvagem, a felina
Da águia planando, Liberdade
Tributo
O pensamento dissipa-se ilimitado
Como se te prestasse um tributo da paixão
No vento teu nome é pronunciado
Entrelaçando um séquito de fantasia
Brota no poente o sol amarelado
Da janela o contemplo astro rei
Sábia é a língua capaz de louvar
Tanta beleza no longínquo abismo
Onde o silêncio retalha os ruídos.
Uma fração de mim habita dentro de ti
Vertente que escorre intensamente
Meu querer carregado do orvalho
Ofertando seu bálsamo cobiçável.
Desfolhar-se
É preciso desfolhar-se. Deixar que o vento leve para bem longe todas as folhas, ficando apenas os galhos. É preciso outonar para depois do rigoroso inverno as primeiras folhas primaveris comecem a brotar. Assim como elas caem silenciosamente, retornam mais fortes e vibrantes. É preciso aceitar os processos naturais para que a magia aconteça sem fazer alardes.
Título:
Amar é ....
Amar é enfrentar o mundo... as distâncias ...a chuva..o vento, o sol... as tempestades.
Amar é ...enfrentar as diferenças...as tradições ..as religiões...as discriminações....para estar e ficar ao lado de quem nos ama e a quem amamos tambem!!
Amar é.....simplesmente amar e ser feliz !
è isso ...simples e real, basta querer , lutar e amar !
Autor:
Gilberto Braga
Eu queria poder gritar o seu nome ao vento...E dizer que eu não me arrependo e nem tenho medo de nada... O seu amor me dá forças para não desistir dos meus sonhos Meu soberano❤
à tarde um vento suave
Levemente se move
E vai soprando o barco à vela
Vejo o mar pela janela
Tão distante; penso nela
Se à noite o vento apaga a vela
Mesmo assim, no escuro, és bela
Te vejo em meu sonho e pergunto
Meu Deus, o que foi que te trouxe?
Quisera fugir de presença tão doce
Quem sabe se ao menos
Tão bela não fosse
Acordo, abro a janela
a olhar as estrelas pulsando
Lembranças que se acendem
e esperanças que se apagam
Qual lume,
dos insetos que à noite vagam
Respirar o perfume de fada
que emana da tua lembrança
e meus sentidos embriagam
Assim eu não sinto tanta saudade
E nem morro de distância
tento somente
Enxergar-te em essência
se cego e surdo
fosse eu, de fato
Quisera a sorte permitisse
ver-te bela
pelo tato.
Minha vida é igual
A uma folha de papel
Voando ao vento
Há momentos
Que chega bem perto do Céu
E outros
Em que é varrida
de outras vidas
Qual fosse uma folha morta
Que caiu da casa vizinha
Minha alma
É como uma pena de ave
E flutua suave
Chegando pertinho da Lua
Aquela Lua bonita
Que enfeita e ilumina
As noites quentes e tranquilas
Aquelas noites que parece
Terem existido só na infância
Folha ou Pluma
Vida ou Alma
Pouca gente se importa
Com sua importância
Hoje em dia
Ninguém mais tem tempo
Pra olhar estrelas,
Atentar para o brilho da Lua,
Pensar nas coisas do Céu
Ou algo assim.
Enfim
Vou seguindo sozinho
Livre e feliz
Contente com as coisas que fiz
Satisfeito
Com o jeito que eu as quis
Tenho a Paz de consciência
E sou uma daquelas pessoas
Que olha as Estrelas
Escreve Poemas pra Lua
Enxerga as coisa boas
Que há no mundo
Tomara que a minha alma
Flutuando
Passe um dia pela sua.
O vento vai soprando
Estrelas brilham na noite
Mas a Lua está no comando
Cigarras fazendo farra
Vagalumes no desmando
O calor abranda
A saudade vem
A folha cai
toda folha tem
A sua hora de ir embora
E a noite demora a passar
Uma voz
Não sei de quem
Vem dizer
no vento sonolento
Que além daquelas estrelas
Existem muitos outros mundos
E outras vidas existem lá
Pode ser
Que neste momento
Um peito tão profundo quanto o meu
Esteja também olhando pra cá
Talvez aconteça
De nossos pensamentos se cruzarem
E Deus
Por pena, merecimento ou sorte
Permita
Que essa estrela brilhe mais forte
Assim, na próxima noite
Duas almas iguais e distantes
Saberão exatamente
Onde olhar.
Edson Ricardo Paiva
No lugar onde eu moro
O vento sopra de noite
Quero-quero canta de dia
Às vezes os papeis se invertem
E o vento sopra de dia
Quer-quero canta de noite
Horas há, também
Em que tudo se mistura
E o vento e o quero-quero
Sopram e cantam noite e dia
E ambos se divertem
em me ver
na dúvida mais pura
Abrindo a janela
e fechando as cortinas
Abrindo as cortinas
e fechando a janela
Centenas de vezes ao dia
e às vezes
Também de noite.
Edson Ricardo Paiva.
Meus olhos vão navegando
Pelas ondas do pensamento
Paredes e Céus
Montanhas e vento
Meus olhos
Meu nariz
Meus pés no chão
Criando ilusões a todo momento
Eu perco a noção
Do que vejo e que escuto
Na vida
Esta coisa inventada
A navegar no tempo
Dezembro, Janeiro
Setembro ou Outubro
Nada disso absoluto
Pois o meu coração
Não tem nada de astuto
O raio que cai distante
Existe somente
No instante em que se olha
Assim
Como a chuva
Inexistente que é
Somente vai molhar os pés
No instante em que se olha
Isto é tudo que existe
O martelo de pedra
O fogo nas folhas
O Castelo lá no alto da colina
A flecha, o escudo
O Homem lá na Lua
É tudo a sua pura criação
Criação de uma mente que mente
A criar a todo instante
O usual e o diferente
O extravagante e o comum
O inesperado e a rotina
Tudo começa onde termina
Redundando em lugar nenhum
É tudo somente
Uma falha na mente da gente
No instante em que se olha.
Edson Ricardo Paiva.
Numa Tarde Qualquer.
Numa tarde qualquer
de um dia mais qualquer ainda
Talvez um vento no rosto
Um resto de saudade
Pesadas lembranças
Que o peso dos anos
Não suavizou
Uma dor no peito
O manso jeito
de olhar o mundo
Nunca mais foi o mesmo
Aquele tempo leve
Algo levou
Passou
Foi tão breve
Pode ser que hoje
Você reveja os motivos
Por tantos anos se esquivou
de lembranças tão vivas
Não te cabia
Mas sabe
Que um dia
Numa tarde qualquer
de um lindo dia
Ainda assim
Um dia mais qualquer ainda
Acaba
Tudo finda.
Edson Ricardo Paiva
Que cresça livre o matagal
Sopre o vento e desafie pássaros
Amanheça amanhã meu quarto escuro
E no silêncio da alvorada
Eu possa sim
Não pensar em mim
Que flua a vida sem direção
Ninguém pode me dizer onde dói
Quando sou eu sentindo a dor
Liberdade
Nem sempre é queda livre
Por mais que eu caia
Jamais saltei de tão alto
Fazer tudo que tem vontade
Não é liberdade
Que cresçam livres as flores
Recomece a vida
Não há nada além de nada
Sopre livre o vento
Lentamente eu me levanto
Abro a janela
Entre a luz na minha vida
Que cada amanhecer
Seja sem dor nem despedida
A vida é composta de tempo
Não é todo mundo que aprende
Mas a solidão da noite ensina
Que toda escuridão termina
Pois quanto mais se escuta
Mais encontra luz no silêncio
Edson Ricardo Paiva.
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