Foi Deus que fez o Vento

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o vento sopra a favor
trazendo a brisa do amor.

O vento,
Brisa leve.
Na calmaria,
Faço poesia:
Atento
E breve,
para que não se espalhe.
Observo cada detalhe
E vejo amor.

Sem exigências,
Apenas aceito meu destino
E pulo nessa dança,
Sentindo o vento me levar
Ao sol do meio-dia.

Busco palavras
No vento
E até no silêncio.
Na solidão,
Encontro o verso que encaixa
Na vida.

Catastrófico,
amar e não ser amado
é como tentar abraçar o vento.

As jangadas sempre permanecem com suas velas acesas quando o vento sopra forte.

NÃO JOGUE PALAVRAS AO VENTO. NÃO FIQUE CONTANDO SUA VIDA PARA TODOS. O OLHO GRANDE / GORDO ESTÁ EM TODOS OS LUGARES. CUIDADO.

Canção do vento


O vento me atrai, me cativa, me fascina…
O vento me seduz, me encanta, me deslumbra...
O vento meu rosto acaricia... meu corpo envolve... minha paz me devolve.
Gosto do vento frio
Gosto do arrepio
Gosto do meu nariz gelado,
pelo vento deixado.
O vento sopra forte.
O vento me refresca em meio ao sol forte.
O vento me revigora...
Me avisa da hora de ir embora.
Gosto do som dos galhos das árvores balançando.
Gosto dos sinos dobrando.
Gosto das venezianas batendo.
Gosto do vento arruaças fazendo... e ninguém o vendo.
O vento segue soprando...
As nuvens moldando...
Os papéis derrubando...
Tudo separando... tudo misturando...
As saias levantando.
Da janela do meu quarto vejo o vento a soprar...
Passa, passa sem parar...
Pelas frestas da vida
Se divertindo vai seguindo...
Rindo... feliz da vida... tudo a bagunçar.

Oh! vento


Oh vento, sopre forte
Leva pra longe as dores...
Há tantas que eu já não mais as suporto.
Meu corpo dói... minha mente pouco a pouco se destrói...
O coração dentro do peito corrói.
Leva tudo... mesmo o que me faz bem...
Não me importo.
Que nasça um novo eu.
Com novos sonhos...
Com um caminho todo novo.
Quero ser feita de novo.
Oh vento, varra pra longe
O que me consome...
Faça desaparecer até meu nome.


Rosangela calza

De quando em quando


Silenciosamente…
Profundamente...
O som do vento corta o silêncio
de quando em quando.
Te amo
Silenciosamente.
Profundamente...
De quando em quando?
Não!
Sempre
.... e eternamente...
De quando em quando
apenas
“o ruído de um bonde”
corta “o silêncio
como um túnel.”
De quando em quando silente...
Nunca permanente...
Sempre profundamente.


Rosangela Calza

Sou feita do som da chuva, do inverno, do som do mar, do azul do céu e do barulho do vento. Gosto de filmes melancólicos . aprecio a natureza e as trilhas, assim como música e dança. Nem sempre amo a vida, mas luto cada dia para ficar bem."

náufrago


Era meia-noite... O vento frio passava triste, como palavras cortantes, acompanhadas com uma enorme sensação de que carrego um mar dentro de mim. Mas não um mar plácido, de ondas preguiçosas e céu límpido. É um mar revolto onde há trevas, frio e escuridão, dessas que afastam os pescadores mais corajosos sobre enormes barcos em uma noite negra e vazia como as noites sem luar. Um mar que não acolhe, expulsa; que não acalma, derruba.
Sinto que tudo que se aproxima acaba sendo devastado pela tempestade. No mar intenso, pessoas, gestos, tentativas de cuidado... tudo naufraga. E eu o assisto, de modo impotente das profundezas da alma, com um verbo de desgraça, com um grito questionador e agonizante. E em resposta, o vento que passa por meus cabelos fugazes responde-me: "pobre órfão! Vagando no espaço em meio a escuridão, mandas um grito!"
Agora. o silêncio preenche o vácuo das palavras não ditas. Um silêncio que não é apenas a ausência de som, mas uma presença pesada que ocupa todos os cantos e ecoa nos meus ouvidos como se zombasse de mim.
Parece estranho, embora este oceano sem fim pareça calmo; engana quem o vê de longe. O abismo azul ataca amargamente e devasta tudo à minha volta. Não é por mal, mas não sei ser porto seguro quando sou eu quem está naufragando e, silenciosamente, eu só queria ter um refúgio em meio às tempestades. Clamo por alguém que me consiga atravessar esse mar, porém minha tempestade turbulenta sacode violentamente os barcos.
Talvez esse mar sempre faça parte de mim e não se trate apenas de atravessar a tempestade, mas de admitir como parte da minha jornada. Com o tempo, quem sabe, eu reconheça que mesmo sendo arrastada para o fundo e sufocada pelo silêncio, isto revele minha resistência e minha capacidade de me manter firme aos meus propósitos.
Afinal, viver quem, sabe, seja isso. Nesse turbilhão, ressoa-me os versos do poeta Castro Alves: "Por que foges assim, barco ligeiro? Por que foges do pávido poeta? Oh! Quem me dera acompanhar-te a esteira que semelha no mar — doudo cometa!" Assim como o Poeta dos Escravos, percebo que viver é, muitas vezes, aceitar o mistério da travessia e permitir que as correntes nos guie, sem abrir mão dos nossos propósitos.
Amanheceu. Vejo a calmaria do mar, cujas águas, mesmo balançando, sabem ser abrigo. Posso vê-las deixar os barcos passarem devagar, junto com o vento suave e o marulhar das ondas. É como se o mar, em sua imensidão, oferecesse passagem segura a quem tem coragem de navegar, mesmo sem saber exatamente o destino. Agora, vejo um farol que me guia a um porto seguro. Estou em terra firme.

⁠Nós somos pó estelar
que o vento sopra na vida.

Santo Antônio do Salto da Onça RN
Terra dos Cordelistas
18 agosto 2024

"Saber para onde vai" transforma o "caos do mundo" em "vento potencialmente favorável", mas é a sua constância de trabalho diária que, realmente, fará o "impossível" acontecer.

Impermanência


Ó Ausência! Ó Silêncio!
Minhas palavras, lançadas ao vento, dissipam-se no invisível,
e meu coração dissolve-se em ambiguidades.
A ti pertence o futuro incerto;
e cá estou eu:
um vaso vazio,
mas repleto de possibilidades.


Transitória e efêmera
é esta casca que me reveste.
Do pó eu vim,
e ao pó hei de retornar.
Cada segundo se extingue,
cada instante sepulta a si mesmo.


Também eu caminho para esse ocaso.
Serei terra,
serei húmus,
o adubo silencioso
de onde brotará um novo fruto.


Que o verme faça de mim o seu banquete,
que a chuva desfaça meu nome,
que o tempo me esqueça.
Pois não há derrota
em tornar-se semente
daquilo que ainda florescerá.

A natureza é vida!
Às vezes basta simplesmente sentir o vento no rosto, os passarinhos cantando o esplendor de uma cachoeira e o rio mostrando o caminho para o encontro com o mar. Para entendermos o quanto é sublime viver.

Primavera. Dias de vento, de chuva e de mudanças.
Talvez seja tempo de abrir as gavetas da alma, reorganizar o que ficou guardado e revisitar aquilo que, por algum motivo, deixamos para depois.
Dias longos de reflexão, de escuta e de silêncio.
Um tempo de paz, não como ausência de conflitos, mas como possibilidade de ouvir o que existe dentro de nós.
Na psicanálise, escutar também é uma forma de cuidar: dar espaço às palavras, aos sentimentos e até aos silêncios que tantas vezes tentamos esconder.
Que esta primavera nos inspire a olhar para dentro com mais delicadeza, compreender nossas histórias e deixar ir aquilo que já não precisa permanecer.


Cleide Regina Scarmelotto

⁠O mesmo vento que apaga uma vela ...
É capaz de causar um incêndio...

​O Vento e a Coragem


​Eu busco em mim palavras de incentivo,
Aquelas que me fazem refletir.
Anseio por um passo decisivo,
Só falta a coragem para ir.
​Recomeçar comigo, lado a lado,
Deixar para trás o que já não me traz bem.
O coração, por vezes machucado,
Já tentou tanto ser feliz com alguém.
​Fecho os olhos, me vejo num lugar alto,
O vento no rosto, a bela paisagem...
O pensamento livre, num sobressalto,
Encontrando na paz a minha coragem.
​Talvez o meu destino seja este,
Sem a cobrança de um amor perfeito.
E se você me entende e reconhece,
A paz que busco já mora no meu peito.

⁠Escrevo

Meu sentimento se perdeu no vento.
Por isso escrevo.
Nos dias tristes, alegria canto... em cada verso, o riso leve descrevo.
O sonho lindamente sonhado...
No papel é cuidadosamente desenhado.
O medo é enfrentado.
O choro... consolado.
Escrevo e fim.
Não importa se toca em você ou apenas em mim.