Foi Deus que fez o Vento
Não te confesso o amor que sinto.
Apenas o deixo viver em mim,
como um perfume
que o vento não leva.
Às vezes, não importa quão forte algo pequeno bata sua asas, se o vento soprar na direção errada, tudo volta a ser exatamente como antes.
(Lady Whistledown)
Ainda tem um passarinho cantando, o vento, a poesia das folhas em qualquer praça, uma estátua, um relógio marcando três horas talvez, uma bicicleta, uma buzina e ao final do dia, sem que ninguém peça!!!! Existe o milagre do cotidiano ....
Do sol atravessando a janela, do vento no rosto, do riso que nasce do nada, do café que esquenta a alma, dos silêncios que dizem tudo.
Hoje eu pensei na partida, mas foi por amor à vida. Por que quanto mais eu entendo o fim, mais quero estar aqui, sentindo, errando, recomeçando.
Talvez o desejo de viver seja justamente isso:
saber que um dia acaba, e ainda assim querer ficar.
A vida corre como o vento.... sem padrões, sem garantias. No fim, até Salomão nos lembrou: faça o que alegra tua alma, permita-se viver! Por que moralidade sem moralistas seria leveza... e ironicamente, os que mais apontam, são os que mais erram.
O sol nasce, o vento sopra, a água corre, mas é dentro que a vida pulsa... ou se cala. Quem deixa de viver, ainda que ande, já caminha com a morte. O mundo gira, indiferente. Parar é ceder. E às vezes, morrer é só não ter escolhido viver.
Sou vento que não se prende, alma que não se cala. O agora é meu templo e o Espírito que move o Universo respira em mim.
Será que a lua se lembrou do sol,
Ao ver a chuva se atirar no mar,
Enquanto o vento abraçava
Os girassóis,
Sei lá.
Será que o sol gritou pra ela escutar,
Ao ver no horizonte ela partir,
Enquanto ele acordava
Via o luar
Dormir,
Sol e lua, vi vocês daqui.
Calma na Alma,
Vento nos cabelos,
Alegria nos lábios e no coração. Sempre um passo de cada vez... seguindo no caminho que escolhi: Expansão de consciência!
"O INVENTÁRIO DA AREIA E DO VENTO..."
Ah! Alcancei a crista da onda, aquele ponto cego onde o oceano se torna abismo e as águas, memória; um ápice que não é o topo da montanha, mas o momento em que a descida se torna a única forma de abraçar a terra. Já tenho em mãos o inventário do mundo: o sangue ramificado em filhos, o suor cristalizado em ofícios e os pequenos templos de tijolo que chamo de lar, mas à mesa, o banquete é de silêncio e o tilintar do garfo no prato vazio ecoa uma fome de ser...
A água na geladeira, guardada em vidros gélidos, retém o gosto de todos os rios que não naveguei, sabores de partida, espera e esquecimento que se misturam aos meus pensamentos, cavalos selvagens chicoteados pelo cronômetro. Eles galopam para o ontem em busca de um rastro, caem mortos no solo estéril do agora e fixam o olhar vítreo num amanhã que nunca se deixa tocar, enquanto meu centro se desfaz como um catavento enferrujado tentando ler o sentido dos ventos em dispersão...
Aos quarenta e oito invernos, o corpo reclama o aluguel do tempo e a força, antes uma lança de ferro, hoje é um fio de seda segurando o peso de uma existência que parece ter durado séculos. O álcool deixou de ser celebração para tornar-se um solvente, um mergulho em águas turvas para ignorar o naufrágio das células e os pequenos motins que minha própria biologia organiza contra mim...
Sinto a falta daquela euforia bruta dos finais de ciclo da juventude, da liberdade que cheirava a asfalto quente, antes que o acúmulo de dias se tornasse uma biblioteca de angústias. O livro da [minha] vida decidiu queimar suas próprias páginas; a história quer se abreviar, quer o ponto final antes que a tinta acabe, transformando-me em um ancião que assiste à própria biografia ser devorada pelas traças da finitude, enquanto o horizonte insiste em escrever capítulos sobre minha pele cansada...
Nesse processo de liquefação, aprendi a coreografia secreta do riso para mascarar o estrondo das quedas, descobrindo o luxo de chorar por dentro, uma chuva privada que irriga jardins que ninguém visita. Distanciei-me das âncoras que me prendiam a portos de gente falsa, buscando uma ecologia do ser onde o propósito é a presença da luz e o silêncio dos pensamentos que já pararam...
Não há mais o que explicar sobre a vista que embaça ao tentar ler o que está perto; talvez a alma tenha decidido focar apenas no que é infinito, desdenhando o que é ainda palpável. Sigo agora por este desfiladeiro onde a avalanche dos dias transforma o concreto em névoa e as lembranças em espectros sombrios e distantes, aceitando que tudo morra finalmente em mim, para que eu possa, despojado de tudo, renascer, quem sabe um dia, no vazio...
--- Risomar Sírley da Silva ---
Tudo que vai, volta, pode acreditar
O que você joga para o vento um dia vem te buscar
Eu também estou perdido, mas sigo em pé
Mesmo sem mapa, eu confio na fé
- música Nasci pra ser selvagem do dj gato amarelo
O quarto agora guarda um frio que não vem do vento, é o peso o "nós" transformado em esquecimento.
A mesa posta para dois, o café que esfria no centro, enquanto a verdade corrói o que eu guardava por dentro.
As paredes repetem promessas que o tempo mentiu, amoldura sustenta um riso que a traição destruiu.
Não foi só a carne, foi o templo que ruiu no chão, deixando o silêncio ser a única voz da solidão.
Onde havia abrigo, agora existe um deserto de dor, as cinzas do que fomos sufocam o resto do amor.
Dói saber que o abraço que outrora me salvava, era o mesmo que, em segredo, a minha cova cavava.
•Galho Seco•
Não corro atrás da folha que o vento levou.
Não me contento com o que o chão já pisou.
O que resta no galho é alto demais.
Desisto da árvore.
Fico comigo.
Lembro de nós, das promessa no vento,
dois corações acreditando no tempo.
Mas o tempo virou, mudou o roteiro,
e agora só restou silêncio no travesseiro.
Gratidão imensa pelo privilégio de poder ouvir e ver a chuva 🌧️,sentir o vento ,escutar as trovoadas.
Esse planeta é lindo e causa apego,pena que na maioria das vezes pela dúvida,erramos.
Viver é ser forte,difícil missão aceitar que tem um fim e ainda conviver com a saudade,de quem já partiu.
Na verdade estar aqui é uma grande missão de aceitação.
Ela sabe que eu gosto dela.
Não precisei escrever em muros,
nem gritar ao vento o que sinto.
O meu silêncio fala por mim
toda vez que meus olhos encontram os dela.
Eu não preciso disse “eu te amo”
com a voz tremendo nos lábios,
mas confessei mil vezes
no jeito demorado de olhar,
na calma que me invade
quando ela simplesmente sorri.
Ela conhece o meu carinho
sem que minhas mãos a toquem.
Sente no ar o que guardo no peito,
como quem escuta uma canção
mesmo antes da música começar.
Quando nossos olhares se cruzam,
há um acordo mudo entre nós.
Um amor invisível,
que não precisa de testemunhas,
nem promessas em voz alta —
porque ele já vive.
O nosso presente nos denuncia.
No cuidado discreto,
no riso compartilhado,
no silêncio confortável
que só dois corações alinhados entendem.
E mesmo que o mundo nunca ouça
uma declaração formal,
ela sabe.
Eu sei.
E o agora sussurra baixinho:
nós nos amamos.
Há ideias que dão status a quem as defende — palavras ao vento para quem tem vida remediada e vive distante da realidade dos menos favorecidos.
Felizmente ainda a esperança? Palavras que vêm como vento no pensamento de um homem que se faça necessário entender que um coração que esperou uma vida inteira a querer pulsar por um verdadeiro amor; na busca incessante de sentir o calor do sol! O perfume das flores! A brisa do vento em uma noite de luar. Poder sim voltar a sonhar. e entender que o amor não está apenas na palavra,mas no olhar de nossos olhos. Sem importar com tudo o que acontece a nossa volta.que minhas mãos te sintam,e suas mãos possam me sentir. Que seu perfume se misture com a brisa da noite, tornando-se a brisa mais gostosa que já se havia sentido!. Que Seus olhos me levam ao desconhecido; assim como meu olhar te faça entender que minhas palavras não saem da minha boca mas sim de um coração que busca pelo amor verdadeiro. De tão longe procuro te imaginar! tento buscar você no mais profundo dos meus pensamentos, querendo te fazer presente de corpo e espírito. Assim penso que você se faz a me buscar. Então um dia poderia eu deixar de escrever,e de corpo presente a sua frente te recitar em verso. Ou mesmo quem sabe apenas dizer seu nome, e lhe perguntar se posso fazer morada em seu coração.
O fundo é o que menos espera.
O futuro é agora.
O mar é como um vento.
Nada se encontra, mas você o pode sentir. ★
Então o que estamos esperando? Nada, só se aprofundar nele. †
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