Fogo Arde
A raiva é um fogo que arde por dentro, capaz de nos consumir se não aprendermos a compreendê-la. Ela surge como sinal de que algo nos atingiu profundamente, que nossos limites foram tocados ou ultrapassados. Sentir raiva não é fraqueza; é humanidade. O perigo está em deixar que ela dite nossas ações, em permitir que queime pontes em vez de nos ensinar caminhos.
A verdadeira força não está em explodir, mas em transformar essa energia em clareza, reflexão e ação construtiva. É entender o que a provocou, assumir nossas emoções e decidir conscientemente como reagir. A raiva pode ser professora: nos revela injustiças, nos mostra onde precisamos colocar limites e nos desperta para mudanças necessárias.
Controlar a raiva não significa reprimi-la, mas canalizá-la. É permitir que sua intensidade seja combustível para soluções, para proteger o que amamos e para fortalecer nossa integridade.
Quando conseguimos olhar a raiva nos olhos e aprender com ela, descobrimos equilíbrio, maturidade e serenidade. Descobrimos que a paz interior não é ausência de conflito, mas a capacidade de não se deixar dominar pelo calor do momento.
A raiva, então, deixa de ser inimiga e se torna uma aliada silenciosa na construção de uma vida mais consciente e poderosa.
Em teus olhos arde o fogo que me consome,
um incêndio sem trégua, sem perdão.
Sou prisioneiro das tuas garras invisíveis,
onde cada toque é sentença,
cada beijo é ferida que sangra prazer.
Teu corpo é templo profano,
altar de luxúria onde me prostro sem resistência.
Não há salvação, não há fuga,
apenas o abismo que se abre em tua presença.
E mesmo morto por dentro,
meu espírito rasteja até ti,
porque és veneno e remédio,
és pecado e redenção.
No cárcere do teu covil,
sou sombra e chama,
sou escravo e amante,
sou o eco da tua perversidade
que insiste em chamar de amor.
O gosto que tenho de você é fogo e chama,
raiva que arde sem apagar, luta que não desarma.
Eu gosto quando tudo racha, quando os ventos cortam,
porque até nas horas duras, teu rosto se mostra a pureza. Te quero em pele crua e alma despida,
na raiva, no silêncio, na dor sofrida.
Te amo com punhos cerrados, voz que não se cala,
porque o amor mais forte é o que não vacila mulher guerreira. Gosto de você no caos, na tempestade bruta,
na sombra onde a luz se oculta brilhar no teu olhar.
Nos seus defeitos e tropeços, no jeito ríspido sutil e delicado,
teu amor é um punhal — afiado, doce e carinhoso mulher livre, explícito. Eu gosto de você mesmo assim, voraz com amor feroz, sem conserto,
porque amar é revolução, um choque incerto.
No amor que tem força, que morde e quero fervente,
há doçura na guerra, há paz na corrente entrelaçados em teus abraços abraçados. Gosto do teu jeito, da tua luta, da tua fúria estreita,
porque amar é resistir, amar não é receita com você mulher.
Arde em nós
Arde esse amor
Queima a cada toque
Fogo de um pulsar
Calor de abraços
Oxigênio de beijos
Mãos são as conexões mais ardente.
Você não é a luz no fim do túnel
Você é o fogo que arde em mim
Que me dá forças para continuar pelo túnel escuro
O amor é o fogo que arde e não se vê no descontentamento perdido na realidade e o não contentar no mais lindo sentimento.
Enquanto você vê em parte a sensação do meu amor eu vou ao limite do seu querer para lhe provar o quanto lhe tenho amor.
"O Que Me Move"
Não é o aplauso que me guia, nem o caminho mais fácil. É o fogo que arde por dentro, mesmo quando tudo lá fora esfria.
Propósito não é destino, é direção. É o porquê que sustenta o como, é a razão que resiste ao cansaço.
Já me perdi tentando agradar, me apaguei tentando caber. Mas hoje, escolho ser inteiro, mesmo que incomode,
mesmo que não entendam.
Porque viver com propósito é andar com alma, é fazer do simples algo sagrado, é transformar dor em missão.
E se um dia eu duvidar,
que eu me lembre:
o que me move não precisa ser visto,
precisa ser sentido.
꧁ ❤𓊈𒆜🆅🅰🅻𒆜𓊉❤꧂
A TERRA É FOGO QUE ARDE E QUE SE VÊ
A Terra é fogo que arde e que se vê,
É grito surdo e alto contra o lucro.
É um recado ao homem — bicho xucro —
É dor que não querem resolver.
Não é mais aceitável o “— E daí?”
É limitada a Terra, mãe da gente,
Nossa única morada, um presente,
Como avisam Krenak e Raoni.
Defende-se com enchentes, vendavais
E ribomba seus trovões, — despertadores —
Para negacionistas imorais.
A Terra evapora, seca e arde
E não perdoará os predadores:
— São os humanos — a calamidade.
Amor de amigo
O meu peito arde num fogo que não consome — ilumina.
É um ardor antigo, anterior às palavras, mas reconhecível nos gestos simples da vida.
Não se vê, mas respira-se.
É emoção que caminha descalça pelos sentidos, deixando marcas invisíveis no tempo.
Há uma harmonia boa que me sustém, como a presença silenciosa de uma amiga justa e fiel.
Aceito-me nos dias que passam, e os dias, por instantes raros, aceitam-me também.
Pairam tempos em que és mel no meu sangue, doçura que dá sentido ao acto de viver,
e nesses instantes reclamo ao universo:
— não deixes que o caos me devore.
Venho de um ponto infinito, de um sopro cósmico sem nome,
atravessei constelações para chegar a este eu profundo,
onde o teu balanço oscila na balança da justiça cega,
essa que diz igualdade mas pesa com dois pesos e duas medidas.
Mesmo assim, permaneço.
Olho o todo.
Beijo o céu.
E no azul distante reconheço Vénus, Deusa-mãe,
ventre da razão de existir, espelho do desejo e da consciência.
Nela me deleito, não por vaidade, mas para compreender a origem,
para perscrutar o rasto antigo dos Neflins,
essas criaturas entre a luz e a queda,
sinais de que somos mistura, travessia, contradição viva.
Procuro a razão de sermos unos,
ligados por uma corrente que pulsa entre o vivo e o morto,
entre o amor que arde e o silêncio que ensina.
E nesse fio invisível descubro:
existir é arder sem se apagar,
é amar mesmo quando o cosmos treme,
é continuar —
com o peito em chama e a alma em vigília.
"Que a sua tarde seja iluminada pelo fogo sagrado que arde em seu peito. Que a alegria seja o seu guia e a força, o seu destino. Uma boa tarde repleta de luz!"
------- Eliana Angel Wolf
Fogo que Arde sem se Ver
Amor é fogo que arde sem se ver,
É ferida que dói, e não se sente...
É um contentamento descontente,
É dor que desatina... sem doer
É um não querer mais que bem querer,
Um andar solitário entre a gente.
É nunca contentar-se de contente,
É um cuidar que ganha em se perder...
Mas como entender esse nó no peito?
Se o amor é avesso, se não tem direito?
É querer estar preso por vontade,
É ter com quem nos mata... lealdade.
Ah, esse amor... que é tão contrário a si.
É servir a quem vence, o vencedor,
Se entregar sem medo de cair.
É buscar o abrigo nessa dor,
E achar o caminho pra sorrir.
Mas como causar pode seu favor
Nos corações humanos amizade?
Se ele muda as regras do valor,
E nos rouba toda a gravidade...
Pois querer estar preso por vontade,
É ter com quem nos mata, lealdade.
Como causar pode o seu favor...
Se tão contrário a si... é o mesmo Amor.
----------= Eliana Angel Wolf
Há em ti um poder que incendeia,
um fogo que arde só de me olhar.
Teu silêncio é chama que incendeia,
teu perfume é desejo a me dominar.
Tua boca é tentação proibida,
teu toque, vertigem, um grito a calar.
És o veneno que dá vida à vida,
és o delírio que não quero escapar.
No abismo dos teus olhos me lanço,
sem medo do mundo, só quero provar
que no teu abraço, selvagem e manso,
o amor é chama que veio pra eternizar.
Dominós Estreitos
Diz o ditado que o amor é fogo que arde sem se ver queimar.
O amor desvanece no temporal calado, no espetáculo paradoxal; interpõe-se na beleza natural e impõe a leveza do autoconhecimento.
O amor é o reflexo do interior notório, luz que transcende galáxias e supera os maiores corpos celestes.
O amor é o enigma mais lógico e, ao mesmo tempo, o menos provável. Neste intervalo, desfruta, sorri e entrega-te à chama da loucura, à chama da razão e da paixão.
Um cheiro que incendeia o controverso da natureza no tom de uma nota preta.
Eu me toco e te toco a dobrar.
Um toque complexo, cheio de aventuras; sentimento de alcance global, construído sobre dominós estreitos.
Éh... Vhdon.
NotasoltaS
Dentro do amor o fogo arde...
As chamas da paixão se da o deslumbre...
Nas virtudes dos maiores desejos o amor brota flores... numa fogueira que desvasta a floresta que remanesce em você...
Carta para Luna,
Camões disse uma vez que o amor é fogo que arde sem se ver.
Paulo escreveu, em sua carta aos Coríntios, que o amor tudo sofre, tudo crê, tudo espera e tudo suporta.
Tanto se fala sobre o amor. Tantos já tentaram escrever sobre ele. Mas hoje eu quero falar do nosso amor.
Com você, aprendi que amar também é detalhe, é dia a dia. É presença que não se pede, carinho que não se mede, conversa sem precisar mover os lábios.
Com você, tenho aprendido que o amor carrega uma pitada de mistério, dessas que aumentam ainda mais o desejo de conhecer. Que amor não é exigência nem cobrança, é ajuste, cuidado e escolha.
E, ao contrário do que muitos pensam, ele não diminui com o passar do tempo. Ele cresce. Porque, à medida que descobrimos mais uma sobre a outra, conhecemos nossas versões perfeitas e imperfeitas, e ainda assim escolhemos ficar.
Com o tempo, deixamos de amar apenas aquela pessoa por quem nos apaixonamos no início. Passamos a amar também aquela que faz o melhor café, aquela que veio morar comigo, aquela que faz ondinhas no cabelo e deixa sinais pela casa.
Aquela que briga igual mãe, que finge que está tudo bem, que se preocupa, se estressa, ama muito, acolhe, chora e ri.
Enfim, eu amo todas as suas versões.
E, se tanto já se escreveu sobre o amor, eu entendo. Porque desde que você chegou, também dá vontade de escrever sobre ele.
POESIA É
Poesia é a voz do coração calado,
É paixão perigosa que queima e arde no fogo das palavras.
Poesia é a verdade da mentira,
É escândalo para os tolos,
É viver sem entender
E buscar entender.
Poesia é jogar o medo pela janela.
É enfrentar opiniões opostas e entendê-las de forma sensata!
É tirar a máscara que cobre os rostos.
Poesia é buscar as palavras em meio aos sentimentos!
É curar a alma com a mão.
É sentir o que se escreve
E se curar com o que se lê.
Poesia é alma inquieta,
É viver perdido em pensamentos
E se achar nas palavras.
Poesia é
Dizer para a alma o que o coração cala!
-Kaiane Macedo
Quando o corpo desaba, a alma ruge no silêncio da exaustão, arde o fogo indomável que nada pode extinguir.
Sua volta não merece discrição. Ela será a gloriosa confirmação do fogo indomável que arde em sua coragem.
Emoção
A emoção é o fogo que arde nas vísceras e queima a alma.
Vermelha que nem sangue, que mancha e ameaça a vida.
Da qual parece que engolimos o mundo, sem tempo pra digerir,
A emoção é desesperadora, que nos remete a instintos primitivos,
É biológico, tão forte quanto à fome, tão devastadora quanto à raiva, nos leva a ira e ao medo.
O medo de sentir, perder, sofrer ou morrer.
A emoção é o não saber, o desprazer de ter o que não pode ser ou a ilusão de ver o que jamais racionalmente poderia sentir.
Ela vem em socorro da intolerância de nossas frustrações,
Leva o ser ao sofrimento de viver e, sobretudo, é a passagem entre o viver e o morrer.
