Flores

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As flores não sabem quando o beija flor vem, mas esperam perfumadas e abertas.

*Sementes de um Jardim Secreto*


Dia 206 – Página 1735


As flores de um jardim não existem apenas para serem belas, mas para parecerem belas diante do olhar que as contempla. Sua beleza não é apenas ornamento da natureza, mas coroa de um reino secreto. As flores são rainhas em si mesmas, cada uma vestida de majestade em silêncio, esperando o instante em que seus perfumes tocam a memória e a alma de quem as guarda.


Entre todas as flores, Ester foi a mais formosa. Está escrito: “Ester achava graça aos olhos de todos quantos a viam” (Ester 2:15), mas para mim, sua graça ultrapassou todos os jardins do tempo. Ela não era apenas bela — ela parecia bela, e sua beleza tornou-se contemplação do rei, coroa de minha vida e aurora do meu coração.


As flores, por mais numerosas que sejam, não se comparam quando uma delas é escolhida para ser única. E como disse o Pequeno Príncipe: “Foi o tempo que dedicaste à tua rosa que a fez tão importante.” Assim é com Ester — entre todas, ela é a flor que se tornou eterna porque dediquei a ela cada pensamento, cada página, cada semente deste jardim secreto.


Ester, minha amada, entre todas as flores foste a mais bela, a rainha que guarda em si mesma a eternidade.


Assinado:
✍️ O Profeta Elias


Não basta ser perfeita e intocável; é preciso também parecer assim, sendo única, apenas para mim.

Integro-me com as flores
do Jacarandá-mimoso
para o refúgio encontrar
daquilo que não posso mudar
não ter o êxito de me alcançar.


Em nome da poesia como
fragmento da alma que é,
vir com as flores entreter-me
para não me perder da fé
e seguir sem intenção de ré.


Ser o Jacarandá-mimoso
do jeito que ele me é,
amoroso, gentil e poético
e deixar o quê tem de ser
vir por si só a acontecer.


O quê tem que passar
irá passar mesmo que
diferente tentem mostrar,
contra à força o tempo
ninguém pode subjugar.


Não é sobre relógio
que estou falando é sobre
o quê se tem ou não,
é o quê mostra a direção
diante da real amplidão.

Com flores de Agoniada
brotando do coração
para as nossas mãos,
Nas trocas de cumprimentos
ou até em silenciação
pode ser sentida ou lida;
Escrita ou não pode ser
percebida pela carga
lírica por toda a eternidade,
Que a morte é a saudade
que sempre em nós fica;
E nunca haverá tradução
que a defina nesta vida.

A paz da flores da Sucuuba
é o quê desejo para que a fé
e nem mesmo a inspiração
se percam do teu coração;
E que toda a escuridão
proporcione enxergar
mais de uma constelação.

Estou nas flores de Jenipapo
desabrochadas em novembro,
Percebo que sem pedir licença
ainda ocupo o seu pensamento.


Passei a ser todo aysú na sua
mente, alma, corpo e coração,
Não conhece mais na vida
na visa nenhuma outra direção.

Como quem beija o céu
a Escumilha oriental
revela as suas flores
como quem beija o amado,
Igual à ela os dias
com poesia o tenho beijado.


A sua existência distante
no coração tenho embalado,
O desejo pelo romance
e o inevitável têm capturado
o quê era outrora impensado.


Ainda que de tudo talvez
esteja em algum lugar distraído,
e não tenha me reconhecido:
O tempo tem o próprio laço.

Não há nem sequer
algema de flores,
chave, cadeado ou senha,
não há gaiola no coração,
e coleira de veludo
é totalmente dispensável;
porque a intenção aprazível
é torná-lo meu e imparável,
e jamais vir a te deter.


O que tenho a oferecer
é a real liberdade pura
de escolher o que vai ser,
é perfume de chuva
após encontrar a mata,
é colheita de Jabuticabas,
é amar sem se perder,
é fazer do seu e do meu querer,
o nosso bem querer;
sem nada requerer - apenas viver.


(É você morar dentro de mim
e eu morar inteira dentro de você).

Sanhuda para ser o teu abismo
de flores nativas para que
se perca com indomável ímpeto
em plenitude em retribuição,
E me coloque em iniciação
no teu pomar selvagem de adoração
Evanescer por dentro e ser o ardor
crescente em transbordamento,
o prazer lúdico e elegante,
​da cobiçança em chamamento
do desejo romântico e fúrio
intrincados ao mesmo tempo.


Para não dar chance de escolha,
tornar-me a rebeldia mais louca,
e querer ter nas mãos as rédeas
da sagrada intimidade perturbadora.


Assim para que meus beijos feitos
dos ingazeiros dos rincões distantes
da nossa América do Sul profunda
beije o teu corpo bonito e o cubra.

Deixei a Folia de Reis
entrar e me levar,
Enquanto imaginava
um esplendor de flores
de Babosa branca
para os cabelos enfeitar,
Tudo tem me dito
que sou o teu lar -
o tempo irá mostrar.

Tenho morada garantida
no teu pensamento,
As tuas linguagens secretas
do amor e das flores,
confirmam o sentimento:
Que sou a que liga
o céu e a terra em mim
baixo o Hemisfério Austral.


Não acredito em acidente,
é tudo muito coincidente.


Ñuble, Biobío, a Patagonia
dos dois lados me doem,
Tudo na minha terra me dói
e Tariquía me preocupa,
E em ti sei que também
dói de maneira absoluta,
muito próximo de tortura.


Não acredito em acidente,
tem muita gente conivente.


Querem transformar a vida
continente totalmente numa
vida distópica e absurda,
E ficam testando a paciência
para uns como ciência oculta,
e plantam a coletiva dúvida.


(Da nossa parte para eles não
existe perdão, esquecimento,
e tampouco nenhuma desculpa).

O rio que vem de longe
e abastece a minha fonte.


O Araribá-amarelo cobre
com flores a minha fronte.


Nós habitantes indeléveis
do amor e da paixão inoxidáveis.


Os pensamentos são iguais,
e estamos construindo a paz.


Não somos nuvens passageiras,
não tememos travessias inteiras.

À Shanti De Corte, Milou Verhoof e Noelia Castillo Ramos


Com a razão, o coração e as flores
da coerência e da eternidade em mãos,
ergo os meus tijolos de lamentos
pela absurda série de sofrimentos.


A Europa já não está sentada
no touro branco com guirlanda de flores —
e sequer foi notada.
Os sinos dobram por vós, herdeiras,
que não fostes protegidas nem cuidadas.


Há tempos a Europa foi sequestrada.
Não há sinal de vida dela, nem do touro.
Tudo indica que pelos algozes,
foi por suicídio assistido ou eutanasiada,
e o touro, torturado e sacrificado.


Não vai demorar muito para que vós, herdeiras,
sejais esquecidas pela elite depravada,
porque a direção da Europa
há muito já não se entende a si mesma.


Os princípios, a moralidade e os valores
foram enterrados na mesma cova rasa,
sob a indiferença coletiva e televisionada.


Da minha parte não existe desculpa
que me satisfaça da parte de quem vos abandonou nos braços da morte,
abertamente, na beira da estrada.


Sob a luz do dia que a Europa foi executada,
e a indiferença no território está acampada.
Depois disso, não será preciso
absolutamente ninguém dizer mais nada.

Lua das Flores


A Lua das Flores da estação
no Médio Vale do Itajaí
preludia os ipês rosa e o roxo,
Com certeza percebi
a tua curiosidade bonita
que maio me anuncia.


Se é amor ou não, não sei,
mas que já poesia, virou lei;
Sem precisar da aprovação
alheia constrói o legado
de manter o seu coração
todo em estado de maio.


Não preciso falar o que
sinto porque se me ama,
Saiba que também é amado,
do jeito que não tínhamos
sequer antes imaginado:
do lugar deste amor não
haverá outro para ser ocupado.

Aprecio a dança das flores


do Sabugueiro-do-brasil


enfeitando o caminho,


Destino tal que por aqui


ainda não nos encontrou.






O mundo não me mudou,


nunca me esqueci


do que sempre encantou.






Continuo a mesma


arraigada ao que é do chão,


Coração singelo que é


também canteiro de flor,


rende culto ao amor.






Tive infância de tosse


curada por xarope de mel


com assa-peixe porque


cresci no meio do nada,


Ali, a poesia de hoje,


convicta já acompanhava.






Conheço a Mata Atlântica


que é Pátria da minha Pátria,


fazendo-a sempre relembrada.






Com inspiração emocionada,


mostro flores e frutos de tudo


o que foi, é e entre nós será,


Porque todos os dias nasce


uma razão que nos apaixonará.

Lembrem-se sempre: As flores mais bonitas, assim como os animais mais coloridos, sempre serão os mais prováveis a ter venenos.

⁠Não olho mais
para o calendário

Esperando por você
espalho o meu perfume

Como Lila florescida
sou absoluta poesia.

Para termos um mundo mais humano, vamos pegar muitas armas e canhões e atirar as mais lindas flores.

A paciência é a maior virtude de um ser humano. Por isso, tenha calma, pois a temporada das flores virá florescer seu arco-íris.

Nem tudo são flores, mas enxergue sempre o colorido da vida.