Flor
O sabiá sumiu de lá, o beija-flor, não sei cadê, será que a árvore onde eu brincava, o beija-flor, deixou morrer.
A flor da pele
(Mauro A Evaristo)
Ando tão a flor da pele
Que não há o que não se revele
O fim do mundo numa semana,
O fim de um caso tão bacana.
Ando tão à flor da pele
Que não há o que se revele
O fim da saudade de um bem querer,
O começo recomeço de viver.
Ando tão à flor da pele
Que filmes rápidos de internet
Bagunçam com meu jeito de ser
Sem me abalar algo que não se apresse
Em minha alegria e meu jeito de ser,
Isso sim é viver.
feradapoesia.blogspot.com
Por onde for, que a vida exale cheiro de flor, faça germinar a paz, e, mesmo entre espinhos e dor, prevalecerá sempre o amor!
Hoje, ao cuidar do jardim
Eu pensei assim:
de que me vale cuidar da flor
se não tenho um amor
pra quem eu a possa ofertar?
E logo em seguida
surgiu-me mais uma pergunta
De que me valeria amar alguém
Se não a tivesse junto a mim
E se junto a mim, o amor acabasse
Pode ser que o amor durasse
E o desenlasse não fosse feliz
De que me valeria fazer tanta coisa
Se o mais importante eu não fiz
E de que me valeria fazer o mais importante
Se de instante em instante
A vida passa
E se a vida não passasse
Qual seria a graça
De ficar pra sempre nessa dor
E qual é o motivo da pressa
Em morrer sem viver
Sem flor a chorar por mim?
E então, nessa hora eu pensei assim:
Acho melhor eu cuidar desse jardim
Edson Ricardo Paiva
“O beija-flor rompeu a corrente invisível que o mantinha cativo junto à mais formosa das flores. E, ao afastar-se, descobriu que certas belezas não aprisionam pelo perfume, mas pela ausência que deixam no espírito.”
