Flor
Tu és a minha flor, apenas minha flor
Tu és a minha flor, apenas minha flor
Não és uma erva daninha arrancada sem amor
És uma flor que é regada com todo amor
Com todo amor que te tenho não te tiro o valor
Se te tirar o valor diz-me quem és tu minha flor
Flor do meu jardim, sem cheiro a jasmim?
Minha flor, se assim for o que será de mim?
Hoje visitei a flor do meu jardim
Aquela que de tanto calor cresceu, enfim
Ao chegar vi uma menina a colher a flor e a sorrir
Fiquei sem saber o que fazer, não queria ficar sem si
O mundo trocou-me as voltas e quem desabrochou fui eu, seria o fim?
Amar também é deixar ir
Não é qualquer jardineiro que vê a sua flor partir
Sem armar uma guerra civil
Mas armas para quê se o melhor está por vir
Hoje uma nova flor deu cor aos meus dias
Não és uma erva daninha arrancada sem amor
És uma flor que é regada com todo amor
Com todo amor que te tenho não te tiro o valor
Se te tirar o valor diz-me quem és tu minha flor
Flor do meu jardim, sem cheiro a jasmim?
Minha flor, se assim for o que será de mim?
Hoje visitei a flor do meu jardim
Aquela que de tanto calor cresceu, enfim
Ao chegar vi uma menina a te colher e a sorrir
Fiquei sem saber o que fazer, não queria ficar sem si
O mundo trocou-me as voltas e quem desabrochou fui eu, seria o fim?
Não és uma erva daninha arrancada sem amor
És uma flor que é regada com todo amor
Com todo amor que te tenho não te tiro o valor
Se te tirar o valor diz-me quem és tu minha flor
Flor do meu jardim, sem cheiro a jasmim?
Minha flor, se assim for o que será de mim?
Eu prometi que esta flor
Não sairia daqui
Nas minhas mãos
Ela seria refém
Esta flor também
Seria refém do meu coração
Até na minha rega ela teria toda minha dedicação
Hoje visitei a flor do meu jardim
Aquela que de tanto calor cresceu, enfim
Ao chegar vi uma menina a colher a flor e a sorrir
Fiquei sem saber o que fazer, não queria ficar sem si
O mundo trocou-me as voltas e quem desabrochou fui eu, seria o fim?
Tu és a minha flor
Tu és a minha flor
Nasceu entre espinhos, sem direito a flor,
A infância marcada por sombras de dor.
Silêncios forçados, medo sem cor,
Crescia calada, sem mostrar o clamor.
O mundo era duro, as feridas sem fim,
Mas ela aprendeu a lutar por si.
Nos olhos, guardava o que não pôde dizer,
E na alma, um desejo imenso de viver.
Passou por abismos, cruzou vendavais,
Superou o peso de antigos ais.
Transformou o escuro em lição, não em cruz,
Fez da dor cicatriz, não um cárcere sem luz.
Hoje caminha de cabeça erguida,
Com passos de força, é dona da vida.
A vitória é dela, a honra também,
Sem buscar lamentos, sem olhar além.
Não há mais correntes, não há mais prisão,
Ela escreve sua história com o próprio coração.
E em cada vitória, um sorriso a brilhar,
Uma mulher que soube, enfim, se libertar.
Democracia ferida
Democracia é flor que desabrocha,
no campo onde todos têm voz e vez.
É o sonho de muitos que ergue e abraça,
um canto de paz, liberdade e altivez.
É voto que ecoa, escolha que é justa,
é a mão de quem serve e ouve o clamor,
de um povo que luta, de um povo que busca
um mundo mais pleno, repleto de amor.
Mas então vem a sombra, sutil e voraz,
corrompendo o que é puro com ganância feroz.
A corrupção se infiltra, espalha-se, trai,
e aos poucos, desonra o que a justiça faz.
O poder que era leve, que era para o povo,
vira jogo sombrio, um lucro só seu.
E o sonho se quebra, o campo é tomado,
e a flor da verdade, esmagada, morreu.
Mas mesmo ferida, a flor ainda insiste;
renasce na luta, ressurge na fé.
Pois a beleza da democracia é eterna,
enquanto houver quem por ela se ergue de pé.
Vem me completar
Eu sem você
Sou como céu sem luar
Sou jardim sem flor
Vem me completar
Já perdemos muito tempo
Buscando em nós perfeição
E esquecendo que somos
Simples de coração
Assim como as ondas
Partem os oceanos
Eu também cometo
Meus enganos,
Mudo meus planos
E só caminho agora
Pra ver um novo arrebol
Pra ver brilhar um novo sol
Pra em você achar abrigo
Assim como às nuvens
Que carregam a chuva
Eu carrego comigo, toda essa culpa.
Mas ela é só sua.
Se a gente muda, tudo muda.
O Voo do Beija-Flor
Em lampejos de cor, lá vai,
O beija-flor, tão breve e sutil,
Rasga o vento, leve e febril,
Num voo que o céu lhe atrai.
As asas batem num doce vibrar,
Como notas de uma canção ao ar,
Ele beija a flor, num bailar sagaz,
E o mundo para, só para o admirar.
No instante em que ele se lança,
Traz ao dia uma leve esperança,
De que o belo e o frágil têm força e valor,
Na dança do eterno beija-flor.
Um beija-flor no meu jardim
Todos os dias, de manhã cedo,
um beija-flor chega a sorrir,
voa em direção à minha alma,
e beija as flores a reluzir.
Minhas flores, pequenas e amarelas,
como estrelas que o sol despertou,
e o beija-flor, com graça, cintila,
num abraço que a vida ofertou.
O voo é leve, quase um suspiro,
um beijo que não se vê, mas se sente inteiro,
e em cada flor, um toque que embalsama,
um gesto de amor no mais puro segredo.
Ele vai e vem, sem jamais pedir,
sua presença é como a aurora, deixa o jardim a sorrir,
e eu o vejo, mas não posso tocar, apenas,
guardo nos olhos o beijo que o beija-flor deixa a pairar.
A flor é a superfície, os espinhos são o interior e o talo da flor é o que ligar os dois.
Uma analogia sobre como nós somos
Namorar
Namorar é verbalizar o amor,
É sentir a dor da ausência,
No perfume de uma flor.
Te amar é lutar contra mundo,
Nas incertezas que a vida oferece,
No êxtase de um gozo profundo.
Conhecê-la foi um presente que a vida me deu,
E de tudo aquilo que eu perdi,
Com a tua chegada o meu vazio se preencheu.
Foi como um tiro certeiro,
Eu te amei primeiro.
E já não posso mais te esquecer,
Pois sou um grande guerreiro,
E com isso,não posso mais te perder.
Beijar a sua boca é como mergulhar no mel,
E quanto mais a beijo mais perto estou do céu.
Desde o dia em que os meus olhos cruzaram com o seu olhar,
Ali eu tive a certeza de que eu nasci para te amar.
E por mais que eu lutasse contra tudo isso,
Me sucumbiria pois não resisto,
E sem você sou um nada,já não existo.
Lourival Alves
A tal flor existe
Entreguei o que pude,
Fiz o que senti.
Abri a porta pra espontaneidade,
E ela, me deu um sorriso.
Não tem porque mais se esconder.
Não dá mais pra fugir de si.
Você é essa e só aceite.
Essa flor desabrochou.
O que você está fazendo?
-Milhões de vasos sem nenhuma flor.
Quantas vezes trocamos o essencial pelo passageiro? Invertendo prioridades, sacrificamos o que realmente importa. E no fim, o que vale mais? Uma flor viva na mão ou cem vasos vazios esperando por algo que nunca virá?
Não cultive um jardim deserto. Construa seus vasos apenas quando tiver flores para preencher. E, acima de tudo, cuide das flores que já desabrocharam em sua vida. Não deixe que o vazio das prioridades troque o perfume do amor pela frieza de vasos sem alma.
**Lágrimas e o Cheiro de uma Flor**
Lágrimas caem, silenciosas e lentas,
Enquanto o perfume da flor me sustenta,
No jardim da saudade, eu me perco e encontro,
Entre a dor e o aroma, meu coração confronta.
Cada lágrima é uma pétala caída,
Que se mistura à terra, à vida esquecida,
O cheiro da flor, suave e sutil,
É um consolo breve, um toque gentil.
Choro por amores que o tempo levou,
Mas o perfume da flor é o que restou,
Uma memória doce de um beijo tardio,
Que vive no ar, mas já partiu.
Lágrimas e flores, um contraste divino,
Entre o fim da tristeza e o começo do destino,
Pois mesmo na dor, há beleza e cor,
Quando as lágrimas encontram o cheiro de uma flor.
Flor de pétalas escuras,
Noite de penumbra.
Voz doce, palavras apimentadas,
Olhar gentil, boca sedutora.
Sob a noite estrelada, lembranças são criadas,
Amor proibido, destino incerto.
Nas vozes ofegantes, promessas trocadas,
Entre suspiros e carícias, o amor retorna.
Nos cantos escuros e claros, os amantes se olham.
E nas sombras dançam, o desejo proibido que os tocou, não acabou.
Um broto de flor vívido no caminho colhido
É a sina de todo marginal sem destino
Uma rosa formosa um tempo depois
Em um outro jardim cresceu e floriu
Na sombra de janela adornada
Aos olhos de um dedicado jardineiro não pereceu
Cidade vazia do amor,
Sem flor, restando a dor,
Que poucos irão superar,
Em busca apenas de sua vida mudar.
Mães ou avós que trabalharam
12 horas por dia
Em uma residência
Onde nunca se viu uma mesa vazia.
Uns optaram
Ou nem tiveram a opção
E logo se entregaram pro louco mundão,
Deixando pra trás suas mães, seus irmãos
E ainda mais sua essência,
Sem poder demonstrar gratidão,
Apenas o ódio
Que resta em seu coração.
Para o mundo pobre,
Um simples livro
Ou qualquer fonte de conhecimento salva.
O mundo rico,
Com estantes cheias e gigantes,
Está coberto pela desalma.
" Pértrato é o seu amor, como o reflexo de uma flor no mais intenso amor de uma luz que reflete você; Peros, entre às palavras que me rasgam mostrando o imperfeito que me vê".
