Fizemos Amor
A Mulher Perfeita.
Há uma mulher que o tempo não apaga,
Seu brilho transcende o véu da estrada.
No peito, um amor que não se desgasta,
Mesmo distante, sua alma é casta.
Seu caráter, mais puro que o cristal,
Firme e justo, eterno e leal.
Nas tempestades, seu porto é seguro,
Amor sincero que atravessa o futuro.
Fidelidade, sua mais alta bandeira,
Guarda promessas como quem se atrevera
A crer que o amor é mais que presença,
É laço eterno, sublime crença.
Mesmo que a vida imponha a distância,
Seu coração não conhece a instância
De se render ao vazio ou ao tempo,
Pois ama com toda a força do vento.
Não é o toque que define sua paixão,
Mas a verdade que mora em sua oração.
Ela é poesia escrita nas estrelas,
Um sonho real, impossível contê-la.
Mulher perfeita, amor sem medida,
Alma que guarda a essência da vida.
Mesmo distante, seu amor se reflete,
Como o luar, que nunca se esquece.
Se você terminou um relacionamento e o arrependimento bateu, não tenha medo de voltar atrás. Diga o que sente, envie uma mensagem, ligue, demonstre que ainda se importa. Quando o amor é verdadeiro, o maior temor não deve ser dar um passo para trás, mas sim perder para sempre quem você ama. O tempo passa, e com ele, o amor do outro também pode se esvair.
O Eterno Retorno
No pequeno vilarejo de Hanamura, no Japão, vivia Aiko, uma jovem de olhar sereno e coração cheio de esperança. Aos 19 anos, ela se apaixonou por Hiroshi, um jovem pescador que, apesar da vida simples, sonhava com um futuro melhor para os dois.
O amor entre eles floresceu como as cerejeiras na primavera. Juraram estar juntos para sempre, mas o destino tinha outros planos. O Japão entrava em guerra e Hiroshi foi convocado para lutar. Na despedida, sob a luz do entardecer, ele segurou as mãos dela e prometeu:
Espere por mim, Aiko. Voltarei para você, nem que leve uma vida inteira.
Os anos passaram. Cartas deixaram de chegar. Os vizinhos sussurravam que Hiroshi jamais voltaria, que Aiko deveria seguir em frente. Mas ela não desistiu. A cada primavera, sentava-se no mesmo banco onde ele se despediu e observava o horizonte, esperando seu amado.
Décadas se passaram, e Aiko envelheceu, mas seu coração permaneceu jovem no amor. Mesmo quando a guerra acabou e os anos trouxeram mudanças, ela nunca aceitou que Hiroshi estivesse perdido. Seu amor era eterno, algo que nem o tempo nem a distância poderiam apagar.
Foi apenas 54 anos depois, em um outono silencioso, que a verdade chegou. Um veterano de guerra trouxe-lhe um diário antigo, encontrado entre pertences abandonados em um hospital militar. Era de Hiroshi. As últimas palavras escritas eram para ela:
Aiko, meu coração sempre pertenceu a você. Se o destino não permitir nosso reencontro nesta vida, nos veremos na eternidade.
Aiko fechou os olhos e sorriu. Ela sempre soube. O amor verdadeiro nunca desaparece. Ele apenas espera, pacientemente, pelo seu reencontro.
E naquela mesma noite, enquanto as folhas caíam das árvores, o espírito de Aiko finalmente partiu, livre, para encontrar seu amado além do tempo.
Se Deus é nosso pai, por que ele nos deixa sofrer?
Essa pergunta é legítima. E talvez a primeira verdade dura seja esta: nós não somos filhos de Deus, somos criaturas. Segundo a própria Bíblia, o único filho de Deus aqui na terra foi Jesus. Nós fomos criados, não gerados por ele como filhos íntimos.
E sendo criaturas com livre arbítrio, colhemos as consequências das nossas próprias escolhas, e também das escolhas dos outros. Se Deus interviesse toda vez que o ser humano cometesse uma injustiça, o mundo seria feito de robôs, não de consciências livres.
Deus não é o pai humano idealizado que impede todo sofrimento. E talvez o silêncio dele seja exatamente o teste: ver o que fazemos com a liberdade que nos deu.
É duro aceitar, mas se existe um Deus, Ele nos criou, não para sermos mimados por sua proteção, mas para sermos responsáveis, até mesmo quando sofremos por erros que não cometemos
A noite silenciosa afugenta o sono e os mais belos sonhos dos inconformados, injustiçados e infelizes.
Grande parte de minha vida e pensamento é inspirada na sabedoria familiar, também de pessoas comuns, simples e humildes que fazem um show diariamente anonimamente no grande palco da existência. Por si é um laboratório teatral cotidiano do simples, como me alertou durante vários anos o querido "Zimba" - Zbigniew Marian Ziembiński, mais conhecido como Ziembinski, o magnifico ator e diretor de teatro, cinema e televisão, na década de 1970 com quem tive a alegria de conviver no RJ. Parece mesmo que no mais erudito e no mais simples são que circulam naturalmente as melhores respostas pois diferente do intermediário presunçoso do que é e não é e talvez possa ser, só vivem as sombras descrentes das perguntas sem sentido e as alegações infrutíferas e sem objetiva solução. A divina generosidade é a grande maré que nos movimenta pela brisa constante e continua do Oceano dos Humildes.
Me perdoem as cariocas, as gauchas, as paulistas e as meninas do povo mineiro mas mulher formosa, mesmo fogosa e com a cor do pecado a qualquer sorte, está no norte, só mesmo as da amazônia.
Fujo do meio dos importantes e famosos que já são bem mais que mereciam ser e nada fazem. Fico a vontade com os pequeninos e simples que nada são mas acreditam que tudo será melhor, pelo amor ao diferente, pela alegria de viver e pela abundante e implacável generosidade.
Compre o livro, leia e decore mil vezes mas isto não vai fazer você acertar. O primeiro passo para o verdadeiro acerto está diante do forjar em sua vida e em sua mente o pertencimento, do que é seu por direito direto de merecimento, ter, ser, fazer, realizar e acertar. O real e verdadeiro por mais que muitos desconhecem começa a existir propriamente dito na ideia, na imagem, na imaginação, no mental empoderamento meta-linguístico e no abstrato.
A pior insegurança, concorrência e dificuldade está dentro de você, todas as vezes que tem muito medo de errar e se machucar.
Deus e milagres diante tantas incertezas e inverdades se tornou em pouquíssimo tempo um dos melhores negócios enriquecedores e muito rentáveis.
O porto a beira do misterioso Oceano da Vida, é um local mais de partidas e despedidas do que de chegadas.
As celebrações com datas marcadas são meramente comerciais. A celebração do que é importante em nossas vidas, deve ser constante, multidimensional e atemporal.
Temos a paternidade da vida, de todas as crianças, de todos os filhotes, de todas as sementes e de todas ínfimas aglutinações moleculares de carbono.
Ir alem é ter a capacidade de perdoar, apagar, desaprender o que estava errado, equivocado e aprender o certo, tudo de novo.
