Fiz de Mim o que Nao Soube
Saudades daquele tempo que eu não vivi, quando os homens se cumprimentavam por educação e as mulheres usavam lindos chapéus com penas de pavão. Saudades daquele tempo quando os avós contavam histórias pros netos e passear no parque era diversão. Bom foi o tempo em que a família era patriarcal e se casava pra ficar casado. Tempo que havia respeito, cavalheirismo, romantismo e até amor, não apenas paixão. Saudades das cartas escritas à mão, daquela luz no lampião, das frias noites de solidão. Naquele tempo as amizades eram preservadas e o sobrenome valorizado. Naquela época, nem faltava tanto pão... cada um tinha um pezinho de limão. *-*
Vez em quando eu sinto uma saudade estranha de algo que não tive, algo que não vivi, mas é como se tivesse vivido. No fundo mesmo, acho eu, que isso acontece porque em algum canto do planeta tem alguém pensando do mesmo jeito. É como se um coração estivesse mandando recado pro outro: Me espera que eu tô chegando.
Ricardo F.
"Creio sim, na possibilidade de um infinito amor. Não julgo culpa minha a falta de perseverança em alguns seres humanos"
Não sei se é feitiçaria, bruxaria,
macumba, ou algo do tipo,
o fato é que eu por vezes mudo
e chego até a esquecer de mim,
mas de você não,
de você eu jamais me esqueço.
Queria poder lhe prometer o mundo, mas o mundo não é meu. O que posso prometer é o meu mundo, pois ele estaria vazio sem você.
O vinho é zombador e a bebida fermentada provoca brigas; não é sábio deixar-se dominar por eles.
Não sou do tipo que ainda curte Frank Sinatra, mas, convenhamos, está cada vez mais difícil ouvir música de qualidade ultimamente...
Não precisamos que você nos salve. Não precisamos ser consertados. O que temos não é uma maldição. É um dom.
Oferecem um acordo de paz e vocês começam a brigar por isso? É engraçado, não é? Uma guerra por causa de paz... Mas o único jeito de garantir a paz é fazer a ideia de uma guerra parecer uma causa perdida.
Desencanto
Cansei-me de ti.
Entristece-me perder o que nunca existiu,
mas não quero permanecer no que existe.
Dentro das muralhas da tua beleza
corre um rio de egoísmo
que já não consigo suportar.
Destruíste as margens da tolerância
e as águas começam já a inundar-me a dignidade.
Quem despejou esta arrogância na tua corrente?
És uma enxurrada violenta
que desagua no mar poluído da insensatez.
Tu, encanto interrompido pelo desnudar dos dias
que desenhou uma fé sombria nos meus sonhos
e incendiou de dor o horizonte.
Porque deixaste que o desejo nefasto do teu orgulho
secasse o rio de ilusão que me enchia a alma.
Procuro ainda na essência nocturna dos teus lábios
um fôlego de sobrevivência que faça palpitar
o esplendor da tua imagem.
Caminho neste Outono embriagado de desilusão
e ouço a tua voz desfalecer no vento.
Sigo sedento pelo labirinto íntimo de êxtases perdidos
que vivem encalhados no fundo da minha memória.
Mergulho no brilho pálido da tua inocência
e nas águas anémicas de alegria
aguardo uma transfusão que faça circular a eternidade.
Alberto Pereira
Intemporal(conto & poesia)
Ser diferente não é chamar atenção e sim mostrar o quão você é importante para fazer alguém feliz com suas atitudes.
