Fiz de Mim o que Nao Soube
Para fruir a beleza e o odor das rosas, necessário faz encarar seus espinhos. Assim é a vida em suas muitas manifestações, precisamos suportar muitas agruras para enfim alcançar os merecidos deleites.
Amar?
A mar, sim, imensidão de volumosas águas sem poder mensurar. Amar amor, imensidão de um sentimento de sublime valor, imensurável valoração, daquilo que faz transbordante e saudável o nosso coração.
Muitos vão dizer, e posso até concordar
As muitas letras a me enlouquecer
E eu buscando encontrar
A razão do meu ser
Aquele brilho no olhar
Deveras pois então
Onde eu acho a solução
Mas eu eu de procurar
Tão certo sei que posso achar
Um lugarejo em meu coração
E o puro prazer de poder amar.
Vivemos tenso, intenso e muita das vezes sem saber a extensão do nada ao qual verdadeiramente somos. Efêmera vida existencial. Um dia tudo acaba, bem ou mal.
Um sorriso na face aformoseia o ser, e oculta as amarguras de um triste viver.
O que fazer para a alma sorrir? Cantar? Talvez, mas verdade é que a alegria de viver estão nas coisas mais simples, que a agitação da vida moderna rouba dos seres humanos cada vez mais.
Deveras pois vivermos na simplicidade do ser, em fruir as possibilidades reais do ter, sem transpassar o aceitável mediante a realidade existencial.
A insignificância dos momentos da vida é cruel, muitos mal vivem aqui, e ainda querem o céu.
Corações perversos, sem afeto natural,
sentem prazer em destilar contra todos o mal
Um dia talvez vão pezar na consciência
Do abraço que não deu, da mão amiga que não estendeu.
Um dia sentirão no próprio ser o opróbrio e desdém
Por terem negado veementemente ajudar alguém.
Um dia vão sentir a falta de uma palavra amiga
De uma companhia honesta sem intriga
Um dia, depois de vários dias, meses e anos
Vão saber que viveram no próprio engano
Sim, pois a vida é efêmera, passa num galope veloz
E tudo quanto pensamos ser da gente, a vida tira de nós
Sim, tudo passa, nada fica, são momentos bons e ruins que equilibram e nos indica.
Sim, nos mostram que também vamos partir,
Para onde? Não podemos nem garantir
É a insignificância da vida na terra aqui
Nada é para sempre, mistério é o porvir
Ame, brinque, sorria, abrace, chore, grite, aproveitando cada instante do tempo que se chama hoje.
A vida é uma festa, onde uns poucos são mais servidos que muitos outros.
A vida é um caminho inesperado, imaginamos trilhar determinados rumos, mas o imediato se estabelece a nossa frente, caminhamos e não fazemos a menor ideia onde vamos chegar.
Pensar é fácil, difícil é por em prática o pensamento. Nem tudo que pensamos podemos praticar, mas por vezes, em erro acidental, o que deveria ficar em apenas nuances virtuais, segue se estabelecendo em erros acidentais. Ou ainda, em erros propositais.
Tanta gente para amar e tanta gente sem amor.
Tanto jardim para florir e tanto jardim sem flor.
Menos vamos reclamar
Mais vamos distribuir amor.
Pare! Reflita a vida.
Atenção! Para a fragilidade do ser.
Siga! Sempre com cautela em meio aos demais humanos.
É preciso ter fé pois a vida é uma guerra que lutamos de batalha em batalha, com vitórias e derrotas.
Na escola da vida somos todos instruendos, o tempo senhor do destino, e as circunstâncias o instrutor.
