Fiz de Mim o que Nao Soube
As vezes queremos pressa, que as coisas aconteçam de uma forma acelerada, mas o importante é ter cadência, não desistir na caminhada.
As coisas podem suceder de maneira veloz, mas podemos também não usufruir de forma prolongada, porque fomos rápidos de mais, e chegamos ao fim da estrada.
Então, devagar também é pressa. Importa é chegar bem. Porque não adianta apressar tanto, se o fim da vida é o além.
Sim, além da nossa compreensão, porque nada sabemos, de onde viemos, para onde estamos seguindo. Se apelarmos para a razão, a vida se apresenta como verdadeira ilusão. Somos compostos de substâncias presentes no solo terreno, temos mais água do que matéria seca, e a vida é um milagre manifesto, onde a matéria se erigiu em espetacular aglutinação, formando complexos inexplicáveis, nos permitindo tamanha animação, e ainda por cima, dotados de inteligência para manipular infinda matéria a nossa disposição, ofertadas em abundância, pelo autor do universo, o Eterno Pai de toda a criação.
Somos insignificante partícula atômica da poeira cósmica, devidamente aglutinada em cadeias moleculares dotada de uma força chamada fôlego de vida.
As pessoas cada vez mais deixam de se preocupar com pessoas. Pensam mais na sua carreira, nos negócios, em ser bem sucedidos. Menos pensam nos demais indivíduos. Pensam em conquistar o poder, acumular riquezas, e não se dão conta que a qualquer momento hão de sucumbir, e todo o seu trabalho contigo não poderá prosseguir. Sim, o que é da terra, para onde vai, o homem não leva. Vamos deixar tudo o quanto produzimos aqui, até as lembranças de nossas vidas brevemente haverão de extinguir. Eterna consciência de uma insignificante existência como indivíduo. Se não somos parte do todo, nada somos, senão um fragmento insignificante deixado no esquecimento, em algum lugar do universo.
Lindas são as rosas, adornam jardins e enfeitam caminhos. Pela sua beleza, o jardineiro suporta seus lancinantes espinhos.
Eu luto para ser campeão, adversário é o meu eu. Há dias que sou vitorioso, em outros derrotado. Sigo em guerra lutando, não posso ficar prostrado.
Assim é a vida no todo, e o importante é ser bom soldado.
Que diferença faz ser intelectual ou mero boçal? O intelectual mais sofre por compreender a razão ao passo que o boçal vive despreocupado e sem interesse em conhecimento especial. E ao final, o que sucede e não é dado o valor real, que nem um nem outro vence a morte, ela ignora tanto o intelectual como o boçal.
O mundo está cada vez mais virtual, as amizades, o amor, o bem e o mal. Mas a vida ainda procede no mundo real, onde as coisas acontecem, e as pessoas fazem suas escolhas, pela verdade e o bem, ou em favor da mentira e do mal.
Em busca de uma ilusão para seguir vivendo neste mundo de aflição. Sim, pois é de ilusão que se alimenta a vida, porque tudo o que fizermos ou conquistar, para onde vamos não podemos conosco levar.
Então, melhor é deixar a saudade nos corações, fazer presença nas lembranças daqueles que sempre está a nos considerar, porque mesmo assim, um dia também, todas estas memórias vão se findar.
Viver intensamente o agora, porque adiante não saberemos onde haveremos de nos encontrar, se a vida é curta, curte a vida diligentemente enquanto esta aqui durar.
A morte precisa de uma desculpa, quando ela chega, alguma coisa haverá de acontecer para ela triunfar e revelar a irrefutável condição de fragilidade da vida terrena.
O medo mata impiedosamente. Mata a alma e aniquila a saúde da gente.
O medo abala toda a estrutura emocional do ser, rouba a paz e a alegria de viver.
E existem duas alternativas se do medo vierem a padecer. Enfrentá-lo ou se esconder. E nenhuma das duas lhe darão certeza, do medo sempre vai expreitar o ser.
Porquê a coisa mais certa na vida nos fazem sofrer tanto? Ao longo da vida vamos ganhando e perdendo. E devemos seguir em frente, superando as adversidades e resistindo, até chegar o nosso momento. Tudo tem o seu tempo determinado. Assim já dizia o sábio mas nós não conseguimos entender plenamente. Quem sabe um dia, em algum lugar da eternidade, possamos desvendar tantos mistérios a nós ocultados enquanto estamos acondicionados nesta dimensão material, completamente influenciada pela influência carnal.
Por enquanto só nos restam a saudade, muitas saudades. Eterna saudade que dói, que só o tempo será capaz de aliviar. Assim sendo, que no fim dos tempos, possamos adentrar na eternidade, e encontrar a plena e mais pura verdade junto ao Eterno Pai celestial. Porquanto, por hora, enxergamos como que diante de um vidro enbassado, sem plena visão, mas a esperança é de contemplar em toda a sua amplitude as coisas cerradas a nós, meros mortais.
O passado nos atormenta e o futuro fustiga a gente, mas precisamos achar o equilíbrio e viver enfim o presente.
Sofremos pelo passado e vivemos ansiosos pelo futuro, e geralmente perdemos a dádiva do presente. Certo e que cada indivíduo reage de maneira diferente, mas todos padecem de alguns desses males, indiscutivelmente.
Enquanto vivemos, aos poucos morremos. Como pedaços arrancados do ser, vemos quem amamos desfalecer. Nos restando a dor da saudade, lembranças que trazemos da tenra idade. E a esperança do reencontro, nalgum lugar da eternidade.
O sorriso no rosto só serve para esconder a tristeza oculta que portamos em nosso ser.
Tantas coisas, quem vai entender?
A vida é diferente de cada ser vivente, assim também as emoções e as lembranças mais latentes.
Viver é viajar e ver pelas janelas do ser as maravilhas da existência. Sentir a brisa das emoções, as quais fazem saltar os olhos em alegria e também as que os transformam em mananciais de águas salobras.
