Fiz de Mim o que Nao Soube
Estamos confinados e nem percebemos, e a cada instante vários são os eliminados. E nessa lida, quem poderia salvar a própria vida?
Estamos de partida, e na correria da vida, sem tempo de se despedir. Sim, a qualquer momento vamos partir.
Humanos, seres incríveis e dotados de grande capacidade para criar problemas que desaparecem quando partimos desse plano existencial.
Palavras rudes são lancinantes, traspassam a alma, geram cicatrizes e volta e meia anunciadas por novas investidas verbalizadas.
Vem no seu tempo, numa constante, se abre para a vida, toda exuberante, espanhando sua fragrância, em odor marcante, sua beleza é reluzente e sua existência marca para sempre a vida da gente.
As adversidades da vida traz a revelação dos verdadeiros amigos, daqueles que realmente se importam com voce.
Cadê a vida, que tanto almeja ser vivida?
Cadê o viver, que perdido foi na lida?
Cá dê toda sua força para a vivência, pautando seus passos numa boa e sã consciência, no precípuo sentimento que o dever cumpriu, viveu bem seus dias, na mais perfeita paz e alegria, até o dia de sucumbir, encerrar sua carreira vivida e deste plano então partir.
As delícias do sono se traduz nos belos sonhos, distante do terror da realidade cabal, no reino do faz de conta, no mundo inerte entre o bem.e o mal.
Ansia quem plantou, o desabrochar da flor, seu aroma, e esplendor, sua beleza nos contornos, sim, todo seu natural adorno, explicitando a glória do criador, que de nada se esqueceu quando esta arquitetou.
Palavras qual o mar, agitam pensamentos, tocando a orla em maresias, quais águas a escumar, depreendendo seus versos e poesias.
No improviso das palavras, uma terapia ocupacional, aproveitando os instantes, e preenchendo o lapso temporal.
Amor, palavra expressada sem responsabilidade, porque muitos a declaram com os lábios sem realmente vive-lo ou senti-lo.
Dos milhares de mundos, há um que só você pode habitar, seu imaginário, sua mente humana, quem dos mortais poderá adentrar?
Escrever me faz fugir da maldade, fugir do tédio e realidade, da vida que esvaece quais as nuvens ante o firmamento.
