Fiz de Mim o que Nao Soube
As obras editadas pelo Racionalismo Cristão contêm o que o leitor necessita para se esclarecer e encontrar o caminho a seguir, embora a estrada da vida seja repleta de dificuldades e de becos sem saída.
Atchin!!!Meu Deus do céu, hoje vai ser mais um dia daqueles. Já tem algum tempo que sofro da maldita rinite.
Às vezes sem mais nem menos, começa a vir uma coceira que passa dos olhos ao rosto e dai para o céu da boca e tudo isso se transforma em uma agonia sem igual.
Até que começam os espirros, e como me aliviam. E por falar nisso, como é estranho o estilo que cada um tem de emitir sons ao espirrar. O como são únicos, às vezes são até cômicos, por que não?
Aqui mesmo onde trabalho tem um cara de um espirro, no mínimo curioso, pra não dizer bizarro. O camarada ao espirrar solta um sonoro e prolongado 'iiiii', isso mesmo ele espirra com ao som da vogal i. Como nos tele atendimentos da vida i de Igreja.
Tem também o espirro com nome de uma escola de inglês, "Skiiiill". Agora o som mais normal, se é que existe um som normal de espirro, coitado é o que mais sofre variações, uns gritam, outros tentam esconder, difícil mesmo é definir qual seria o som correto de um espirro.
Ou melhor, porque fazemos barulho ao espirrar, agora me ocorreu uma duvida, nunca vi um surdo/mudo espirrar. Ou será que vi e não percebi? Ou eles não emitem sons ao espirrarem?
Agora já não sei, vou ficar com essa duvida por enquanto. Desculpem, vou parar de escrever agora porque estou a ponto de...de.....Atchin!!!
Sem você, a vida passa devagar
Sem você esqueço de respira
Sem você o silêncio vive
Sem você esqueço até quem eu sou
Porque favor, volta e me ensine novamente a respirar.
O RELICÁRIO DE VIVÊNCIAS
Ao pé da colina das Esmeraldas desvanecidas,
Contemplo o fluxo oceânico
De Sáfaras, Opalas, Ametistas, Safiras, Jades, Pérolas e Turmalinas
Fluir infrenemente em direção
A uma enigmática neblina.
Como que insólita
E miraculosamente
Minha humilde perspectiva
Abissalmente se amplifica:
Enxergo, de forma nítida,
No âmago da densa e calma
Massa gasosa de naftalina,
A sorumbática chegada,
A horrenda masmorra,
O aterrador cadafalso,
A lancinante calmaria,
A iminente, ineludível e fatal partida.
Então sôfrego
Para que as aquarelas,
Auroras, auréolas
E noites da etérea primavera
Refluam-me novamente
Ao córtex de um niilista sem cura,
Vou ao encontro da cordilheira
Das minhas chagas abertas e devolutas
Pois suplantam toda ou qualquer agrimensura.
Ah, na verdade,
Como eu gostaria de que estas lembranças
Rapidamente se dissolvessem igual a gelo
Sob o efeito do inclemente sol do Saara.
No entanto é uma leda vã ilusão sádica:
elas agem conforme fossem Antártida intacta!
partida a flecha da retaguarda corda á meia viagem entre o arco e a pomba almejada,
pode acaso a mão do caçador deter, arrependida
a desfechada morte?
