Fiz de Mim o que Nao Soube
"" Metade de mim te ama loucamente
a outra metade espera você chegar
para te amar completamente...""
"" Metade de mim te ama loucamente
a outra metade espera tua chegada
para te amar completamente...""
" Nunca esqueças de mim
nem mesmo quando um grande amor vier morar em teu coração
ainda assim secretamente, com doçura, mas só de vez em quando
lembra-te um pouquinho de mim
vivas teu amor e faças dele tua verdade
e sejas muito feliz
mas não te esqueças
de vez em quando, lembra-te um pouquinho de mim
se te peço é porque aqui dentro,
tem muito de ti
tanto que os meus olhos às vezes transbordam de saudade
e embora o tempo apague quase tudo
sei que és para sempre
por isso não te esqueças
de vez em quando, mas só de vez em quando
lembra-te um pouquinho de mim...
Saudades, tenho sim
muitas
saudade, tenho de mim
do garoto que fui
de ter tempo para tudo
saudade de uma fase linda
de esperar o vento
de olhar e desejar a menina
saudade de empinar pipa
saudade de tantas saudades
saudade, de viver...
Estou sempre em busca de um pensamento virtuoso, capaz de rancar de mim toda e qualquer mediocridade
Quis algumas vezes fugir de mim, deixar-me em paz por um tempo, e regressar-me só depois de impactado por algo transformador, capaz de mudar meu ser para algo considerado melhor do que sou
Eu nem vim de mim mesmo, se querem assim saber.
Vim da sensação causada pelo ensejo. Da generosa alvorada que eriçou meus pêlos.
Tornei-me quando uma visão ampliada de mundo escancarou-se bem aqui no profundo e verteu-me em vários.
Trava-me tudo a solidão
Tira de mim a ânsia preponderante e o que me desperta para coisas sublimes
Amordaça minha escrita, silenciando meus pensamentos
Me torna inútil diante de tanta angústia e vazio a corroer-me enquanto escuto o zunir de uma mosca sobrevoando os restos de alimento na louça suja que ainda não tive forças para lavar
E me vem surgindo você dentro de mim, forte, resistente em meu coração, em meio a todo o abandono que sua ausência física me traz
Equilibrista de Mim
Eu visto a pele da metamorfose,
Desfaço as tramas, refaço o meu cais.
Num gesto breve, dissolvo as hipnoses,
Sou cais de vento, sou riso fugaz.
Nos bolsos trago um punhado de estrelas,
E versos soltos, de cor e cetim.
Se o mundo pesa, eu aprendo a vencê-las,
Com asas feitas de sonho e de fim.
Vem, me acompanha no passo da sorte,
Que a vida é ciranda de se reinventar.
Se a dor me visita, eu danço mais forte,
Pra sombra entender que não vai me parar.
Tecendo rimas de pólen e aurora,
Transcendo os mapas que o medo traçou.
Se o peito sangra, eu canto sem demora,
Que até ferida se faz flor, se eu sou.
Na corda bamba da minha esperança,
Equilibrista de mim, sem final.
Entre o abismo e o sopro da criança,
Eu me refaço de forma vital.
Se for pra cair, que seja em poesia,
Se for pra sumir, que eu suma em canção.
O riso é remendo, é luz, é magia,
Que costura o mundo na palma da mão.
Vem, me acompanha no passo da sorte,
Que a vida é ciranda de se reinventar.
Se a dor me visita, eu danço mais forte,
Pra sombra entender que não vai me parar.
