Fiz de Mim o que Nao Soube
"Pode ser pouco para alguns,
mas é bastante para outros.
Contudo, o bastante para mim mesmo. Apenas eu sou o responsável pela criação da minha imagem.
A vida é minha, e não me jugue como você, o pensamento é seu,mas o caráter é meu."
Faço parte da sociedade de consumo sem sumo...
"As pessoas pra mim são como lagos, eu avalio-as pelas suas profundidades..."
"Há um deus crucificado para cada judas que morre enforcado."
RETOQUE
Poderia começar dizendo que sou um romântico,
Tudo que você sabe de mim ou de ouvir falar...
Na verdade eu vivo de retoques, só que as vezes dou cores demais
ao que era apenas preto e branco...
mas quando eu amo... pelo menos quando eu amo eu sou sincero...
bem, acho que não sou um bom partido
hoje em dia, as pessoas precisam mais de status do que de sonhos
e se você tivesse de escolher entre queijo e amor...
sem querer dizer que você é um rato,
acho que você escolheria queijo.
Isso não lhe deve deixar constrangida,
O que você pensa ser monólogo pode ser uma ratoeira,
Mas se você saiu ilesa, se você saiu inteira
Você realmente é um roedor...
Claro que isso é só mais um retoque...
Desculpe o mau jeito de um semeador de sonhos
Desta desvirtude você não sabia nem ouviu falar
Mas quem pode saber tudo de um romântico?
As vezes ele se confunde com suas fantasias e coisas tão abstratas...
As pessoas precisam apalpar, as pessoas precisam de chão como apoio...
Os céticos aproveitam as coisas até onde terminam
E nos românticos sabemos que, onde termina para eles
Para nós apenas começa e tem o infinito como limite...
É como voar como uma gaivota, não se debater como morcegos,
Desculpe a insistência, voltando aos ratos...
Fica esse devaneio em forma de verso,
O verso em forma de beijo,
O resto é o que você não pode saber do sonhador;
Fantasias... coisas tão abstratas...
BICHO FAMINTO
Já é tão tarde
E ainda assim,
A noite continua...
A lua ferve em mim
Como se fosse um sonrisal
Neste copo de mágoas...
Queria entender
O teu sorriso-monalisa,
Tão despido de vida...
Da Vince daria
Vinte mii tonalidades
A essa surrealidade,
Então eu veria a beleza
Onde só tem arte...
Já é tão tarde
E a noite não perdeu o seu cinza
E esta agonia bate
Com golpes de um ninja
Que se esconde nas sombras
Das noites e das desilusões
Devo seguir meus sentimentos
E meus instintos
Como um bicho faminto
Que a lua conduz...
A dor que dói hoje em mim
amanhã me fará voar
e esta solidão que dói assim
amanhã será motivo pra cantar...
. Quando a saudade perguntar por mim
Diga que a solidão que já me esqueceu
Solidão sempre pergunta por saudade
Saudade pra mim já morreu
AUGUSTO E EU
Entre mim e augusto existe o tempo e a imensidão; outonos dourados que derramaram pétalas e desfolharam árvores avolumando a relva que adubaram o solo e esconderam os vestígios dos que perambularam, dos que caçaram, dos que fugiram, ou simplesmente se perderam ao acaso... em busca de um senso, de um espírito, de algo surreal que dê sentido à isso; e o que me faz pensar que eu sou augusto? Ah, eu não sei, algo, uma presunção megalomaníaca, fantasmas, os demônios que escarravam os seus poemas, os vermes... eu não sei... augusto e e, caminhamos... um pântano sinistro galhos e raízes como esqueletos dos que perecem num purgatório que habita na nossa própria essência. Alta madrugada e eu esfacelado na minha sensibilidade diante das agruras que sangram a alma de qualquer ser com fôlego e tato, diante desse cotidiano maldito; Augusto gargalha algum poema com farpas, entrementes onde estive esse tempo? este plasma indócil vagou pelos desertos da África; colhi fome, miséria e inanição; a Etiópia cingiu minh'alma e tingiu minha pele. O deserto habita o meu silencio e povoa o meu coração. augusto me olha deste abismo inexplicável de abstrações que serve de pilar à poesia; caminhamos juntos entre a lógica e o absurdo, tudo que explica perfeitamente o que não somos de uma forma coerente a se fazer dissolver o que é real nesse universo de moléculas, átomos e estrelas; mas eu tenho os meus sonhos, sonhos como chuvas, como rigorosos invernos e nessa realidade árida, só me resta chover...
Amo a poesia
e a poesia é apaixonada por mim,
às vezes, de madrugada
ela me acorda
e murmura no meu ouvido:
''escreve-me''
Sinto-me tão desprezada por tua ausência que ouso a desprezar-me a mim mesma
Ainda que inseparável seja o meu olhar do Teu
Vejo-te como
Raios que anunciam estrondoso trovão,
exuberante em sua potência!
Desperta-me o ouvido - Ruído em dor
Da dor que deveras sinto
Que brinco para não ser dor!
Sorrio e saio do gemido que altera meu pranto
Desencanto
Vivo e morro!
Um beijo vale mais que mil palavras.
Ai de mim,
lábio seco,
com todos os livros do mundo.
Bom para o surdo de balada,
boca grande,
vocabundo.
Um oi de mim
é um oi só de mim.
É só um oi daqui.
Já um oi de lá,
vem com outro ar,
é oi igual,
mas tá mais pra olá
Esperei dar 8 horas para te mandar um beijo.
desde cedinho tô com você em mim.
Ops, deu 8:01,
meu beio atrasou.
Então dou dois.
Ops, 8:02,
dou mais.
