Fiz de Mim o que Nao Soube
Hei, heróina, sim, heroína… eu sou fraca, mas guardo uma coisa tão forte dentro de mim. Parece absurdo, mas tente aceitar, tente enxergar… minha ultima queda me quebrou a cabeça. - Texto: Super-Heroina? -
Eu realmente preciso me mover. Tirar todo teu sangue esparramado em mim, após nossa guerra particular. Rasgar as roupas dadas por você e me vestir de mim. Eu quero o novo, mesmo sentindo o cheiro do velho para me lembrar, em meu café da manha, que o dia sem você não é fácil, mas, sim, melhor para minha sobrevivência.
A noite hoje está cansada. Tudo está cansado. Ou no mínimo sou eu que faço reflexo de mim em tudo o que vejo lá fora.
Me cansar já faz parte da minha rotina. E meu maior cansaço é de mim mesmo. E eu sou tudo. Quando canso-me de mim, canso-me de tudo também.
Desculpa ter largado você assim, mais eu queria experimentar algo que estava escondido dentro de mim, é que pela primeira vez eu resolvi gostar de quem gosta de mim!
Cada um tem seu jeito de ser, e o meu só diz respeito a mim. Aceita-lo é para poucos, que para mim já é muito.
Tento impor limites pré-estipulados, a mim mesma. Mas, algo me faz crer que os limites estão ali para serem ultrapassados, como se eu pudesse rascunhar fora da margem do papel. O que me instiga a tomar tais atitudes, é o desconhecido.
Eu corro, me escondo, eu fujo. De quê? De mim, de você, de nós dois. Por que? Tu corres, se esconde e fojes. De quê? De você, de mim, de nós dois, outra vez.
O que eu julgo ser o que eu mais preciso no momento está a um cômodo de distância de mim, mas é como se estivesse completamente fora do alcance. Travo um conflito entre expressar de todas as maneiras e formas o que eu venho sentindo - e que vem aumentando cada vez mais - a esperar uma atitude, que seria perda de tempo. Mas vocês sabem como a sociedade de hoje... mulher tomando iniciativa? C'mon. Isso é trabalho pro homem, pra provar que cavalheirismo existe, mas na verdade isso é conto de fadas. Não dá pra esperar uma coisa que pode ser adiantada. Mas quanto mais eu demostro interesse, mas falam que eu me ando me humilhando e coisas do gênero, mas eu não vejo assim. Acho isso tudo um preconceito que as pessoas inventaram pra poder justificar ou julgar alguém/algo. Enquanto os esteriótipos valem mais que sentimentos eu fico aqui, recebendo todo o tipo de conselho, sem saber qual seguir ou se devo seguir algum. Uns falam "você já disse que gosta dele, agora espera ele fazer alguma coisa" outros dizem "vai lá, fica perto dele, dá um abraço, dá um beijo.... ele não vai te ignorar". É aí que você se engana, caro amigo. Não sei o que esperar de quem nunca dá pistas do que fazer. Daí, a única opção que tenho é arriscar. Mas se for pra apostar todas as fichas em uma máquina só, além de contar com a sorte, preciso de muita auto-confiança. Dessa tese, tira-se o motivo da inércia. Se amar, fosse só sofrer... eu saberia o que fazer agora.
Aliás, minhas escolhas exigiram mais de mim do que eu havia imaginado. E eu preciso de força para resistir à minha fraqueza. Para não me entregar. Preciso me manter inabalável. E forte.
Vivo à espera das idéias. Da força que de súbito nasce em mim jorrando sem cessar em forma de palavras. De me surpreender com a imaginação, que às vezes me leva a ser além do que sou. De desvendar o mundo para o qual de quando em quando minha mente me conduz.
