Fiz de Mim o que Nao Soube
"Tenho muito cuidado com tudo que guardo dentro de mim.
Pois sei que serei minha própria herdeira."
☆Haredita Angel
"O passo mais certo que eu dei na vida foi sempre tentar gostar de quem gosta de mim, assim sendo aprendi a gostar também daqueles que não gostam de mim. O primeiro caso prá mim é obrigação, no segundo caso é Caridade...e sem "caridade não há salvação!".
Bom dia!
☆Haredita Angel
Eu pratico o desapego, respeitando aqueles que de alguma maneira se afastam de mim. É sinal de que eles já cumpriram sua missão em minha vida e é hora de desapegar-se e deixá-los partir...
"Eu sou metade de você.
Você é metade de mim.
É nós dois somos inteiros um do outro."
☆Haredita Angel
Fale ou Cale-se
Senhor,
Afasta de mim o mais puro amor e
me tira o ardor que me causa dor.
Toma de mim esse cálice e se cale,
para não mais sofrer
Faz que ele não fale.
E eu estando a pensar não mais permita, e seu eu pensar, faz com que eu não sinta.
Suplico, Senhor meu, se esse amor já morreu, venha resgatar o meu eu.
Senhor
Afasta de mim o mais puro amor e me tira o ardor que me causa dor.
Toma de mim esse cálice e se cale,
Pra não mais sofrer
Faz que ele não fale.
Mais que sejas mantido sua vontade, o que há de ser, venha cedo ou tarde.
O sondar dum coração que ainda reclama, tu penetra a alma e descobre a chama.
Permita-me então os olhares frente a frente pois é na presença vê-se o que ainda sente.
Oh querida, tu que um dia alegras-te minha vida e os meus olhos por você ainda brilha
Venho agora suplicar em sua frente se ainda existe amor
"FALE AGORA OU CALE-SE PARA SEMPRE"
amor_in_versus
Autoral: Lei 9.610
Em: 20/09/2022
Se tudo o que você fez por mim precisa ser lembrado sempre que eu discordo de você, então talvez você não tenha ajudado por amizade; tenha ajudado para adquirir autoridade sobre a minha vida!
O DIA QUE VOLTEI PRA MIM.
Hoje pensei em você e sorri ao lembrar.
Lembrei dos momentos que vivemos, das histórias que o tempo não apaga e de tudo aquilo que, de alguma forma, fez parte de mim.
Mas hoje nossos caminhos já não são os mesmos. Nossos olhares já não se cruzam, nossas vidas seguiram direções diferentes.
E, pela primeira vez, isso não me machuca.
Porque hoje eu voltei para mim.
Voltei a viver, a me descobrir, a entender meus silêncios e, principalmente, a aprender a me amar.
Talvez algumas pessoas entrem em nossa vida para ficar. Outras, para nos ensinar.
Você foi parte da minha história.
Mas hoje, a minha história continua.
E dessa vez, eu escolho a mim.
O meu eu de 1975
Tenho vários “eus” dentro de mim.
Gosto de todos eles. Cada um viveu seu tempo, enfrentou suas dificuldades, teve seus sonhos, seus medos e suas escolhas.
Mas existe um que é especial.
Ele nasceu em 1975.
Foi assim.
Eu trabalhava como vendedor externo em uma empresa de materiais elétricos. Visitava empresas de grande porte na região de Guarulhos e, naquela manhã, estava na antessala do comprador da Philco, aguardando para ser atendido.
Havia outros vendedores esperando também.
Por curiosidade, comecei a mexer em um rádio que estava fixado em um painel de demonstração dos produtos Philco.
Não estava exatamente olhando para ele.
Estava tentando ligá-lo.
E não conseguia.
Foi quando um dos vendedores que estavam ali se aproximou, apertou alguma coisa e o rádio funcionou.
Ele olhou para mim e disse:
— Demorei para aprender. Outro dia fiquei um tempão tentando ligar. Fui mexendo nele até ele funcionar.
Rimos.
Como o comprador estava demorando para nos atender, começamos a conversar.
Foi uma conversa simples, dessas que normalmente começam e terminam ali mesmo.
Mas aquela conversa mudou a minha vida.
Ele trabalhava em uma empresa de Belo Horizonte, uma multinacional do setor energético, dividida em vários segmentos de produtos elétricos. Em um deles, estavam procurando uma pessoa para uma determinada função.
Ele perguntou se eu não gostaria de tentar.
Eu era jovem e solteiro, dois requisitos importantes para o trabalho, principalmente porque seria necessário viajar muito. Ele não poderia assumir a função porque era casado.
Fiquei interessado naquele “projeto”, mesmo sem saber exatamente do que se tratava.
Ele pediu que eu passasse no dia seguinte pela filial de São Paulo, onde me explicaria melhor.
Marcamos.
Foi então que descobri que aquela multinacional fabricava ferramentas especiais para trabalhos em redes elétricas de alta tensão.
Eram ferramentas fabricadas em fibra de vidro que permitiam ao eletricista trabalhar com a rede energizada, sem precisar desligar o sistema.
Para explicar melhor, ele fez uma comparação:
— É como se você estivesse tomando banho e precisasse trocar a resistência do chuveiro sem desligar a energia da casa.
Achei aquilo meio loucura.
Mas minha vontade era maior do que minhas dúvidas.
Talvez eu já fosse assim naquela época.
Tem pessoas que nascem como postes: ficam sempre no mesmo lugar.
Outras nascem como vento.
Eu nasci vento.
Não paro. Nunca.
Na semana seguinte, eu estava em Belo Horizonte para uma reunião com o presidente e o vice-presidente da empresa.
A entrevista foi objetiva.
Fiz o psicotécnico, acertamos a parte financeira e, quinze dias depois, lá estava eu mudando para Belo Horizonte.
Comecei estudando o material técnico.
Pela manhã, lia e estudava.
À tarde, tinha contato direto com as ferramentas.
Eram inúmeras.
A técnica de trabalho em linha viva, ou linha energizada, ainda estava começando no Brasil. Nos Estados Unidos e no Canadá também era uma tecnologia relativamente recente.
A empresa possuía um campo de treinamento onde os trabalhos eram simulados.
Ali eu treinava todos os dias.
Montava as ferramentas.
Desmontava.
Subia nos postes.
Descia.
Montava novamente.
E começava tudo outra vez.
Durante aproximadamente noventa dias fiquei naquele ritual.
Até que chegou o momento de sair do treinamento e enfrentar a realidade.
A empresa possuía um técnico que havia sido treinado pelos americanos. Ele seria responsável pela entrega das primeiras ferramentas vendidas no Brasil e também ministraria o treinamento aos eletricistas.
Agora seria de verdade.
Era junho de 1975.
A primeira operação aconteceu na Celpe — Centrais Elétricas de Pernambuco.
As ferramentas haviam sido adquiridas para trabalhos em uma linha de 69.000 volts.
Durante aproximadamente um mês, quase todos os dias, subíamos e descíamos das estruturas, trabalhando com a rede energizada.
Depois fomos para Curitiba, para a Copel.
Agora a tensão era de 230.000 volts.
Mais um mês de treinamento.
Na sequência, fomos para Paulo Afonso.
Ali o desafio era ainda maior.
A tensão da rede chegava a 500.000 volts.
Nessa operação, a empresa americana enviou um técnico para ministrar um treinamento chamado bare hand — trabalho com contato direto do eletricista com a rede energizada.
Quanto maior a tensão, maiores são as distâncias necessárias entre os componentes que isolam os cabos da torre.
Chega um momento em que o eletricista precisa ser conectado ao próprio potencial da rede, no ponto energizado, para realizar determinados serviços.
Para isso, utilizava-se uma roupa especial, extremamente condutiva, além de uma plataforma isolante que permitia levar o eletricista até o ponto de trabalho.
Era uma tecnologia que, para mim, parecia quase inacreditável.
Hoje, trabalhos desse tipo também podem ser realizados com o auxílio de helicópteros.
Depois de todo aquele período de treinamento, começamos a ministrar cursos para outras empresas.
Passei a atender São Paulo, trabalhando principalmente com a Cesp, a Eletropaulo e a CPFL.
Meu amigo ficou responsável pelo Norte e Nordeste.
Como aquela tecnologia era uma novidade no Brasil, algumas escolas de engenharia nos convidavam para fazer apresentações aos alunos e explicar aquela nova maneira de trabalhar com redes energizadas.
Aquela atividade acabou se tornando muito mais do que um emprego.
Era uma profissão.
Era uma especialidade.
E, de certa maneira, era uma parte da minha identidade.
Depois de alguns anos, meu instrutor abriu sua própria empresa e eu passei a atender também os clientes do Norte e Nordeste.
Foi quando comecei a perceber que estava sobrecarregado.
Eu já era casado.
E quase não parava em casa.
Vivia dentro de aviões.
Às vezes ficava quinze, vinte dias fora.
Até que surgiu um convite irrecusável.
Uma empresa de São Paulo havia se associado a uma empresa americana, concorrente daquela onde eu trabalhava, e me fez uma proposta.
O salário e a possibilidade de voltar a morar em São Paulo pesaram muito na minha decisão.
Aceitei.
Não foi fácil deixar a empresa que havia mudado a minha vida.
Foi ali que eu havia aprendido uma profissão que jamais imaginara existir. Foi ali que conheci a linha viva e descobri um caminho profissional que me levaria a lugares que eu nunca tinha imaginado.
Mas não havia outro jeito.
Fui admitido na nova empresa.
Comecei fazendo aquilo que sabia fazer: divulgando a tecnologia, visitando clientes e trabalhando com as empresas que já conhecia.
Parecia que começava uma nova etapa.
Mas seis meses depois aconteceu algo que eu não esperava.
A empresa americana que era sócia da empresa onde eu havia acabado de ingressar comprou a parte brasileira.
Mais uma vez, minha vida profissional mudou de direção.
Pedi demissão.
E recomecei.
Hoje, quando olho para trás, percebo que aquele rapaz que, numa manhã qualquer, estava tentando ligar um rádio na antessala de um comprador da Philco não fazia ideia do que aquela conversa iria provocar.
Ele só estava esperando ser atendido.
E, enquanto esperava, a vida apareceu.
Foi assim que nasceu o meu eu de 1975.
A lei de causa e efeito diz que as coisas equivocadas que eu faço, voltarão para mim como estímulos e benfeitorias, para que eu continue apreciando que há de melhor na vida.
A partir de hoje, espero que todos se dirijam a mim como doutor! Meu título é 'Causa Honoris', concedido pela IA Fake University!
O vento veio me contar os seus segredos
Respirei
E em mim encontrei a maresia
De uma paz infinita
Somente minha... 🌷💌🍀
Meu Pai do Céu, eu nunca me esqueci.
(Cresci)
Teu amor velou por mim.
(Protegendo)
Que seja feito assim.
Conforme a tua vontade!
Juntos em oração.
Não nos deixeis sozinhos.
Nesse mundo de maldades.
Cuida das nossas crianças.
Livrai-nos de todo o mal.
Livrai-nos da omissão.
Onde houver trevas, que o amor prevaleça.
Começa mais um dia comum.
Terminem, como crianças.
Que elas cresçam na Fé .
Com a paz de Jesus Cristo.
Onde não houver saída.
Dei-lhes uma solução.
Faça-se voltar à infância.
(Á)
Esses pobres pagãos...
won’t live here reference
Eu sei que existe coisa em mim que talvez você nunca consiga entender.
Talvez nem eu consiga.
Eu tenho meus defeitos, meus impulsos, meus dias em que parece que tudo dentro de mim escolhe o caminho errado. Eu sei que nem sempre sou fácil de amar. Sei que existem momentos em que minhas intenções chegam quebradas antes de chegarem até você, e aquilo que eu queria fazer certo acaba parecendo exatamente o contrário.
Mas eu preciso que você olhe além disso.
Porque eu nunca quis ser o homem que te machuca.
Nunca quis que minhas falhas fossem maiores do que aquilo que eu sinto.
Existe uma diferença entre ser bom e acertar sempre. Eu descobri isso tarde. Às vezes alguém pode querer fazer o bem e ainda assim fazer tudo errado. Pode amar de verdade e ainda não saber demonstrar. Pode ter o coração no lugar certo e as mãos completamente perdidas.
E talvez eu seja isso.
Alguém tentando aprender a ser aquilo que ainda não conseguiu ser.
Por isso, quando você acordar e me encontrar ao seu lado, quando olhar para mim sem nenhuma das desculpas que eu poderia inventar, eu só queria saber uma coisa:
o que você ainda enxerga em mim?
Você vê os meus erros primeiro?
Vê o homem que eu fui nos dias em que não soube cuidar?
Ou consegue enxergar também aquele que está tentando?
Porque eu ainda estou aqui.
Não pronto.
Não perfeito.
Não acabado.
Mas tentando.
Eu não quero que você decida quem eu sou pelo pior momento que teve comigo.
Não quero que uma versão minha seja a sentença de todas as outras que ainda podem existir.
Eu sei que palavras não consertam tudo.
Sei que prometer mudança é fácil quando a mudança ainda não aconteceu.
Por isso eu não estou te pedindo para acreditar cegamente.
Só não fecha a porta antes de descobrir quem eu posso me tornar.
Eu ainda tenho muito para aprender.
Ainda vou errar.
Ainda vou precisar reconhecer coisas em mim que talvez doam.
Mas eu não quero permanecer igual.
Eu quero crescer para dentro daquilo que nós poderíamos ser.
Quero aprender a amar sem transformar amor em peso.
Quero aprender a cuidar sem precisar ser lembrado.
Quero que um dia você olhe para mim e perceba que aquele homem que tantas vezes não soube o que fazer finalmente entendeu.
Não porque alguém o obrigou.
Mas porque amar você fez ele querer ser maior do que aquilo que sempre foi.
Então não me veja como terminado.
Eu ainda estou sendo construído.
Ainda estou aprendendo meu próprio nome dentro daquilo que significa ser homem, ser companheiro, ser alguém em quem outra pessoa possa descansar.
Talvez hoje eu ainda não seja esse homem.
Mas eu estou indo na direção dele.
E, se existe alguma coisa que eu gostaria que você soubesse antes de desistir de mim, é isso
eu não estou pedindo que você ame aquilo que eu fui.
Estou pedindo apenas a chance de você descobrir aquilo que eu ainda posso me tornar.
