Fiz de Mim o que Nao Soube
ABSOLVENDO NARCISO
Joguei fora o meu espelho
Afundei-o nas águas
Pra mim e pra tudo
Passei a não me ver por fora
Para aceitar-me por dentro
Cabelos desgrenhados
Roupas maltrapilhas
Dentes
Unhas
Imagem
Abandonadas
Fiz da repulsa meu escudo
Pouco ria
Mal falava
Nada questionava
Só a mim
O que eu estava fazendo
Ali e comigo
Mutilava-me
Envenenava meu corpo literalmente
Mesmo desprezando o espelho
Ainda via meu reflexo
No fundo das águas
Nos outros olhos
Eu não agradava
Não me agradava
Não me enquadrava
Sentia-me sujo
Coberto por uma pele
Em putrefação constante
Por dentro e por fora
Cada vez que ousava pensar
Em mim
Nos meus verdadeiros
Sonhos e desejos proibidos
Ainda que meus
Uma eterna sensação
De renascer sempre
Para a morte
Mas eu insistia em respirar
Mesmo me tapando
Eu
E os outros
Agora me tornara um bicho
Fiz de mim um monstro
Um coitado
Um bosta
Feio
Estava de mãos dadas com a solidão
Fiz com que o espelho envergonha-se
De me refletir
O meu espelho
Perdido
Quis meu reflexo de volta
Como fosse
De qualquer jeito
Maneira
Senti que precisava ver
Pra me ver
Senti que as flechadas
Doíam mais pelas costas
Precisava receber de frente
De peito aberto
Na cara
Assim poderia
Eu
Desviá-las
Quebrá-las
Ou devolve-las
E sem que ninguém percebesse
Resgatei meu espelho
Do lixo
Do fundo de minhas águas
Com muito medo
E força
E mesmo sem saber nadar
Tomei-o de volta
Meu.
Nunca vi você
chorar tanto assim,
Será que gostava mesmo de mim,
Tantas vezes me falou
mais eu não acreditei,
Com esses erros
só sei que eu te magoei,
Mais eu não vou deixar
de mi odiar,
Por fazes você chorar,
Eu não quis feri o seu coração,
Mesmo assim feri
Quero seu perdão,
Se eu te fiz sofrer,
Se eu a fiz chorar,
Mais foi sem querer me perdoa,
Eu não quis feri o seu coração
mesmo assim feri,
Te peço perdão
Sou intenso, extenso e complexo no todo, se vc não compreende isso, não se aproxime de mim.
Seu mundo não esta preparado pra receber meu Universo.
Ja não aguento mais ficar calado
Tenho que rancar de dentro de mim
Tudo que está preso
Tudo o que eu sempre quis lhe falar
mas minha timidez esmagadora
Nunca permitiu
Vejo agora
Depois de tanto tempo te desejando
E masacrando a minha alma escrevendo uma centena de poemas de amor para você
Mas sem poder declama-los
por medo de ser rejeitado não sei
Ou talvez por vergonha mesmo
Porem agora me revisto de coragem
Para te dizer
Que estou apaixonado por você
Por esse seu jeito de me olhar torto
Pelo seu balacear de cabelo
E por sua voz doce
chamando meu nome
Assim por meio deste poema
Eu te faco uma pergunta
Quer namorar comigo?
Desculpa se voce nao estava esperando por isso
É que não dá mais pra mim ficar calado sem falar o que eu sinto por voce e na duvida do que sente por mim
E antes que fale
Digo-lhe que não consigo tirar voce da cabeca
Escrevo o seu nome nas paredes do meu quarto
Falo de voce sem querer para meus amigos
E de vez em quando
Passo na rua da sua casa
So pra poder ve-la.
Se for não, saiba que posso sumir e tentar um novo relacionamento,
pois não vou ficar esperando voce mudar de ideia
E se for sim, tenha certeza que estou aqui.
Teus olhos os mesmos que na nudes da alma me procuravam hoje se escondem de mim. Não sei se grita de tristeza por chegar me conhecer ou por tristeza de me perder mesmo após ter me conhecido.
A cada trago, um ex trago
A cada gole um um afago
Sempre sei que não é pra mim
Mesmo assim me arrisco.
O que o álcool me afeta
O cigarro logo apaga.
Restam apenas as pitas no cinzeiro
Latas vazias. E aí cadê meu isqueiro?
pra cada sorriso
seu.
um beijo meu.
não existe
amor pra mim
se eu não te ver sorrindo.
esse é o amor
mais lindo que
conheço.
Não esperem de mim ser Santo, nem me veja como inspiração, pois de carne, osso e espirito me faço também.
Tenho em minhas lutas, alimento que preciso para elevação de minha alma e delas faço remédio a qual servem para inibir o crescimento desenfreado do meu ego.
Uma parte de mim se vai
Como a erva semeada
Fica só o que pertence,
Do pouco que ainda não tiraste
Sê feliz... Sê!
No que compreenderes ser....
.
Sê você(!)
E não mais eu,
Esse EU que jas no solo.
Da colheita mal regada
Quem dispensa seu cuidado?
.
Eu não poupo o que tu colhes
Nem semeio a sua volta!
Triste planto de um cultivo
Que com tempo dedicaste...
.
Desse amor que tu sentiste
Fez brotar a minha mágoa
Corto o caule, "ranco" a planta
Que comigo cultivaste...
.
Flora a "ninha", que é daninha
Neste chão que não permeia
Fica só aquele broto
De um caule em solitário
.
Safra boa irrigada...
Que aguaou demasiado
Só me resta o meu campo
Onde volto a pôr pecado.
.
Pensamento inspirado na colheita mal lavrada.
Ou você confia em mim ou não. Eu nunca te decepcionei e não irei embora, a menos que você me obrigue.
