Fiz de Mim o que Nao Soube
Pra que mentir?
Pra que mentir? Não se pode ter tudo que se quer,
não adianta correr atrás de algo que nunca poderá ser seu, mais isso também não quer dizer que não vale a pena tentar, na verdade a gente nunca sabe o que é nosso ou não, mais um dia você acaba se cansando e acaba sempre caindo na duvida.
Quantas decepções eu já vivi? Quanto dos meus sonhos já se realizarão? É difícil prever o futuro, da mesma forma que é difícil esquecer o passado, a monotonia pode se dizer que é uma maquina de fazer louco. Meus antigos pesadelos voltarão à me atormentar... lembro-me do tempo que eles sumirão, incrivelmente quando a felicidade é maior que os problemas, acaba encobrindo toda as decepções e aflições...
Não posso mentir que amo ele, ou que não dou a mínima. Estou exatamente como eu nunca aceitei, em um meio termo. Não entendia como as pessoas ficavam entre as coisas, principalmente no amor; nunca gostei de ficar no meio.
Talvez isso seja amor, ou não sei o que... Amor é o que eu não entendo e que talvez chegue sem avisar mesmo. Não vejo respostas, porque é dúvida... Enfim, sou uma filósofa em construção, todos somos, só que alguns simplificam em palavras, eu em sentimentos mesmo...
Trás de volta
Trás de volta esse amor
Trás de volta...
Não me deixe essa dor
Trás de volta...
Não há jardim sem a flor
Trás de volta...
Me leve onde você for
Trás de volta a alegria
Trás de volta a certeza
De ser feliz todo dia
Trás de volta a beleza
Que sinto em teu sorriso
Trás de volta o meu paraíso
Trás de volta...trás pra mim
Tudo o que você tem de bom
Trás de volta o sabor
Trás de volta...
Vem...
Vamos viver só de Amor.
O único motivo de você desistir de quem ama é por ser um medroso que não consegue entender que a vida é um campo de batalha onde vale a pena lutar por seus valores.
Como não é o meu forte deixar transparecer o que não me acrescenta, recolho-me a um canto qualquer, a suavizar as lacunas fragilizadas. Parece não haver nada que me possa servir como remédio à amenizar esse conjunto de emoções destroçadas, por isso me calo e me recolho a um canto. Por não conseguir expressar; por para fora o que não me alimenta, resta-me escrever. Isso me medica. Já que a minha voz soa muda, meus dedos conseguem gritar por mim. Coloco num papel tudo o que tenho vontade de falar, tudo o que digo em silêncio. E a minha voz soa muda por entre os ouvidos surdos; os olhos cegos cansados de ver o que não deseja. De enxergar a distancias a margem do incompreensivo.
Eu não tenho que ser para que tu sejas. Sejais independentemente do que sou e vice-versa. Pois isso enriquece o que somos.
