Fiz de Mim o que Nao Soube
Acredite nos seus sonhos, no seu potencial,nas suas conquistas, não desanime com uma derrota, afinal derrotas e vitórias faz parte do nosso dia a dia.
Não espero que homens sejam deuses, se conseguirem ser apenas humanos já estaremos salvos de muita porcaria;
O mundo já teve muitos inteligentes e sábios, e não mudou por completo, agora chegou o momento dos loucos.
Quem trabalha e mata a fome, não como o pão de ninguém.
Quem não trabalha e não tem fome, como sempre o pão de alguém
As árvores
foram abandonadas?
já não têm nome
sob o espesso córtice
não há mais que o vazio
uma passagem aberta
sem linfa
um ninho de mofo, de traças.
Por isso em três dias
virão abatê-la.
Por terra os frutos
carcomidos pelos vermes
tomados de assalto
pelas formigas esfomeadas
e as aranhas vermelhas
com suas bocas de tenazes.
Em volta da árvore
o tapete de folhas
maceradas na água.
Você não precisa de incentivos pra buscar o que quer, nem de reconhecimento pra se sentir satisfeito pelo seu esforço, não espere gratidão, apenas dê o seu melhor.
Não tenho medo de me desculpar, como sei perdoar facilmente.
E o que você chama de orgulho, não é orgulho é vergonha na cara.
Aprisionados em nossos próprios pensamentos de derrota mais profundos,não conseguimos nós soltar para coisas grandes alcançar.
Um dia a tempestade chegará até no sertão mais seco e não vos assuste, apenas abra os braços e se encharque.
EVOCAR (soneto)
Meu amor diz-me como chamas
- 0 nome que deixei de recitar
Diz-me para não mais me calar
Nada além, diz-me se me amas
Diz-me apenas se tenho lugar
Ainda no teu peito em chamas
E nas lembranças se tu reclamas
Ou se no ignoto vou assim ficar
Minhas lágrimas são só saudade
Nesta felicidade que desaprendi
E os versos tornaram-se metade
Para que o coração lembre de ti
Então, diz-me teu nome, brade!
Antes que eu seja, nada, por ai!
© Luciano Spagnol - poeta do cerrado
28/03/2020, 10’42” – Cerrado goiano
