Fiz de Mim o que Nao Soube

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"Me interessei por aquela música, não entendendo à letra expressiva, mas entendi uma parte, que dizia sobre espiritualidade. Me fizeram assistir o vídeo clipe, mas me interessei por outra música, que falava de religiosidade também. Porém se revoltaram com o evolucionismo, mas preferimos saber sobre as letras. Dançamos na balada, cantando aquelas letras."

"Avanços no conhecimento, mas não disseram em que tempo. Voltaram na década de vinte, onde perdiam alguns experimentos. Confucionismo na década de trinta, mas guardaram os projetos na livraria. Esqueci em que ano estava, e duvidaram da minha capacidade."

"Natureza alterada, mas não existe mudanças climáticas. Eventos cotidianos, mas o mercado sofre na natureza alterada. Desespero financeiro, mas não interessa à matéria-prima. Enquanto isso à vida vai passando, e as mentes se alterando."

"A moradora disse "Hoje não", então ela disse "Alô porteiro"... a vizinhança achou estranho, enquanto acontecia um "Impasse". Chamaram "Aquela Pessoa" que estava "Do Seu Lado", então os "Garotos" apareceram. Entretanto era uma "Alma", que "Bailando" se transformava em "Despacito". Nisto disseram que o assunto "É Particular", até que mostraram "Evidências". Chamaram o "Garçom" e confundiram a "Janaína" com a "Carla", mas pediram "Comida" pelo "Telefome". O tempo foi passando, e o "Interfone" não mais tocava..."

"Criaram um texto de entendimento intermediário, mas não pensaram nos sacrifícios, feitos por uma crença desequilibrada. Porém apresentaram agnosias (visual/auditiva) e uma dislexia expressiva. O tempo foi passando e na livraria aparece o Transtorno Borderline, admiração na primeira história de ódio e pensei na savana da África."

"Caracterizaram a Síndrome de Burnout, mas não analisaram à palavra "Burnout". Natureza devastada, e perdem a matéria-prima de vossas artes. Nisto apresentam sinais e sintomas, cuja a fisiologia tenta justificar o organismo. Escassez de recursos naturais e o Apocalipse apresenta vossos ideais."

"Entrei na livraria, mas não tinha moedinhas. Entretanto disseram que eu poderia pegar um livro e ler naquele mesmo espaço, e me fizeram lembrar da biblioteca. Li um livro de romance, mas me indignei naquele tempo passado. Decepção literária, mas não enxergavam a placa que proibia fumar."

"Agricultura sofrida,
e adaptações não entendidas.
Irrigação deficitária,
e as famílias se desgraçam.

Esperança em novos tempos,
onde o coletivo se motiva.
Clima de extremos,
e a população perde seu apresso.

Deslocamento cultural,
e percebemos as escassez estruturais.
Desejos de tempos perdidos,
onde acreditam na ausência de impecílios."

"Confundem os nomes, pelos simples boatos. Não apresentam discernimento, em relação ao tempo e espaço. Espalham histórias inventadas, e as emoções são despertadas. Variância territorial, onde os primórdios expressam as verdadeiras mentalidades."

“2028 tá logo ali… 👀✨ Tem história que ainda não foi escrita, mas já tem alguém se preparando para fazer história em Brejo Grande. 🏳️‍⚧️💫”

''O príncipe não sai do seu topo.''

Deus é o inexplicável. O explicável mesmo que complexo, não passa de uma divindade antropomorfizada finita e imperfeita.

Viva a Democracia!
Viva o Brasil
Só não sabe o que é quase perdê-la
É quem nunca viveu sem ela
É quem nunca foi às ruas lutar
Pelos direitos que hoje temos
A juventude, o meio de campo
A velha guarda
Todos em prol de velar por ela
Viva a democracia!!
Viva o Brasil!

2026- Maria Teresa Oliveira Melo Cambronio

Parece que a humanidade perdeu a capacidade de se importar: o caráter já não tem peso, ajudar o próximo virou raridade e a dignidade humana foi deixada de lado.

O problema não é o que sabemos


Mas a falsa certeza do que acreditamos saber.

Voltei a lugares que não me cabiam mais
Por não compreender que não deveria ter nunca os abandonado.

Percorri grande parte do caminho de minha vida por atalhos curtos
Que me levaram a tantos lugares errados,
Por achar que seguir o caminho mais longo e seguro
Era muito fácil e monótono.

Deixei de visitar pessoas por não querer companhia
Até descobrir que ficar sozinho por escolha
Nunca será solidão de verdade.

Aprendi, aos poucos, que o tempo não bloqueia nenhuma porta — apenas muda a chave.
E que às vezes sou eu quem precisa crescer
E parar de tentar forçar as fechaduras.

Entrei em conversas que evitava por medo de me expor,
Através de minhas verdades,
E vi que a honestidade, mesmo desconfortável,
Afasta de nós aqueles que não sabem lidar
Com suas próprias mentiras.

Recordei de pequenos rituais que haviam ficado no meu passado:
Escrever sem temas específicos,
Caminhar sem destino,
Ouvir músicas antigas.
Esses gestos me levaram a reencontrar
Um eu esquecido pela correria do meu presente.

Hoje percebo que perder-se teve uma função:
Ensinar-me a valorizar o tempo —
Nos segundos que voam ou nas horas que demoram.
E que voltar não é regressar ao mesmo lugar —
É trazer experiências e companhias novas,
E preencher de cores e beleza
Tudo o que antes foi apenas uma simples paisagem.

Onde está o seu brilho?


Onde está o seu brilho?
Há tempos já não lhe vejo sorrindo,
Você está sempre aflito, preso entre pesadelos e medos.
Dois bandidos: essa tal da depressão e seu cúmplice, a ansiedade.
Levam seus sonhos e trazem várias tempestades.
Não descansamos um segundo,
Perdemos nossa identidade, sujeitamos-nos ao submundo.
Invisível, em nossos pensamentos, tristeza e abandono de si mesmo.
Não sei mais quem você é, já não lhe reconheço.
Onde está o seu brilho?
Mas ainda ouço, lá no fundo,
Um sussurro pedindo socorro,
Pedindo perdão por sentir demais, sem explicação —
Indício de que ainda existe um coração,
Que anseia o dia em que o sol traga o verão,
A um lugar frio, adormecido, sem cor.
A alma se esconde, cansada da dor,
Sem dormir, com medo de outro amanhecer.
O corpo é abrigo de um grito contido,
Eco perdido, jamais esquecido.
Um alguém que clama, refém da esperança,
E mesmo que a noite pareça infinita,
Há sempre um sopro que ainda acredita
Que um dia a dor se cansará de ficar.
Sussurros e desejos, a alma no escuro,
Absorve medos, abraça o impuro.
No silêncio das esquinas, eu ainda te vejo,
Entre lágrimas e pensamentos em vão,
A mente trava, mas luta o coração,
Que insiste em crer na salvação.
Pois entre um pedido de socorro,
Habita o amor — e o perdão.


— Luís Takatsu

A Matemática dos Fins


Não sei ao certo quando comecei a não gostar dos fins de ano. Talvez tenha sido no dia em que percebi que o nome já carrega uma despedida embutida: fim.
Ou talvez tenha sido quando o tempo passou a correr mais rápido do que eu.


Cada pessoa lê o próprio calendário de um jeito. Há quem veja dezembro como festa, luz e promessa. Eu vejo como uma espécie de espelho — daqueles que não mentem, mesmo quando a gente gostaria que mentissem um pouquinho.


Aos 41, faço as contas da vida. E, mesmo com conquistas que um dia imaginei inalcançáveis, ainda me visita essa sensação de que está faltando algo. Não é falta de teto, de trabalho ou de sonhos… é outra falta. Uma lacuna que nenhuma realização profissional consegue preencher.


Casa própria, por exemplo. Para muita gente, é o fim do jogo, a prova de que deu tudo certo. Para mim, é só um quebra-cabeça incompleto, como se eu tivesse montado todas as bordas, mas o centro — a parte mais bonita — ainda estivesse espalhado por aí, perdido em algum canto do tempo.


E aí chega dezembro, com seu peso e seu brilho, lembrando que mais um ano passou. Não sei explicar direito, mas enquanto o mundo comemora o que vem, eu penso no que vai.
Na matemática que inventei pra mim mesmo, o ano que chega não soma — ele diminui.


Faço contas que talvez ninguém devesse fazer. Tiro fatalidades, subtraio doenças, divido esperança por realidade. Se eu tiver sorte, digo para mim mesmo, talvez eu tenha mais uns vinte anos vivendo bem, com saúde, com lucidez. E então eu me pego imaginando algo que aperta o peito de um jeito difícil de dizer em voz alta.


Se minha filha viesse ao mundo no próximo ano, quando eu tivesse sessenta, ela teria dezenove.
Dezenove.
E eu talvez não estivesse aqui para ver a formatura dela, para ouvir o primeiro “pai, deu certo”, para fingir que não chorei quando ela desse o primeiro passo fora de casa.


É uma conta simples… mas que me destrói como se fosse impossível.


Talvez seja isso que eu não gosto nos fins de ano: eles me obrigam a olhar para dentro, para esse vazio que não se preenche com compras, viagens ou promessas. O vazio de quem sabe que o tempo não volta, e que cada desejo adiado custa mais do que parece.


Ainda assim, aqui estou, atravessando mais um dezembro.
E, no fundo, torcendo para que a vida me surpreenda — quem sabe com peças novas para esse quebra-cabeça, quem sabe com alguém que transforme essa matemática dura numa conta que finalmente faça sentido.

Um dia vamos celebrar tudo o que não vivemos juntos. E isso também chamaremos de livramento.

Chega um momento em que a distância já não dói, ela esclarece. Olhamos para trás e entendemos que nem tudo o que não aconteceu foi perda. Houve planos interrompidos, conversas que não avançaram e histórias que não seguiram adiante não por falta de amor, mas por falta de sentido. Com o tempo, aprendemos algo difícil de aceitar: algumas relações não acabam para nos ferir, acabam para nos preservar. E quando a maturidade finalmente chega, conseguimos chamar de livramento aquilo que um dia chamamos de destino.