Fiz de Mim o que Nao Soube
A crise climática revelou uma verdade antiga: a natureza não é propriedade da humanidade, é a condição material de sua existência.
O Direito ambiental não protege apenas árvores, rios e oceanos; protege a possibilidade de haver alguém amanhã para exercer direitos.
A natureza não precisa de representação simbólica; precisa que o Direito reconheça sua indispensabilidade.
O planeta não é parte de um contrato humano; somos nós que somos partes de uma realidade planetária.
Quando a ciência anuncia um limite, o Direito não deveria perguntar quanto podemos ultrapassá-lo, mas como podemos respeitá-lo.
A responsabilidade das gerações não se mede apenas pelo que fizeram, mas também pelo que sabiam e escolheram não fazer.
Nenhuma geração deveria exercer sua liberdade de modo a confiscar a liberdade das que ainda não podem responder.
A justiça ambiental não pergunta apenas quem causou o dano; pergunta quem tem capacidade, dever e oportunidade de evitá-lo.
A história julgará nossas leis não pelo tamanho dos códigos, mas pelo tamanho do mundo que elas conseguiram preservar.
O perigo da inteligência artificial não está em ela pensar como o homem, mas em o homem deixar de pensar por causa dela.
A máquina não precisa de consciência para exercer poder; por isso o Direito precisa de consciência para limitá-la.
O maior risco da inteligência artificial talvez não seja uma máquina sem humanidade, mas uma humanidade sem responsabilidade.
O futuro do Direito não será homem contra máquina, mas homem decidindo que máquinas jamais poderão decidir.
