Fiz de Mim o que Nao Soube
A corrupção não é a ausência da lei, mas a presença da lei submetida a interesses que não deveriam governá-la.
O maior triunfo da corrupção não é comprar uma decisão, mas fazer com que ninguém mais espere uma decisão justa.
Quando a exceção se torna método, a ilegalidade já não precisa esconder-se: ela passa a administrar o Estado.
Quando infringir a lei se torna racional, o problema já não está apenas nos indivíduos, mas nas instituições.
A justiça não fracassa somente quando absolve o culpado; fracassa também quando convence o inocente de que ser honesto foi um erro.
Uma sociedade não se corrompe quando alguns violam a lei, mas quando muitos passam a considerar a violação normal.
O jurista não deve perguntar apenas qual lei foi violada, mas que estrutura tornou possível violá-la.
A grande vitória do Direito não é punir os corruptos; é construir instituições nas quais a honestidade deixe de depender de heroísmo.
O Direito que não dialoga com a filosofia torna-se mero tecnicismo. O Direito que não dialoga com a vida torna-se formalismo. O Direito que não dialoga com o futuro torna-se obsolescência.
O planeta não precisa de direitos escritos contra a natureza, mas de leis que compreendam que a natureza é condição de todos os direitos.
A natureza não comparece aos tribunais, mas todas as futuras gerações comparecerão para julgar nossas decisões.
“O verdadeiro patrimônio da humanidade não está no que acumulamos, mas no que impedimos que desapareça.”
