Fiz de Mim o que Nao Soube
A vida tem milhares maneiras de te dizer que: Se fores uma sardinha, não adianta nada querer ser uma baleia, mesmo porque a sardinha é um peixe e a baleia é um mamífero, portanto, escamas e guelras à parte, embora o ocenao seja o mesmo. Quando se entende isso, é mais fácil e não há tantos traumas. Digo eu, mas eu digo muita coisa!
Se a vida for triste
Sa a vida for feliz
Se a vida não tiver sentido
Ela é o seu bem mais caro
Então ela não tem preço
Ela tem vida
Mas como a vida tem uma vida,
Se a vida não tiver vida, ela não é mais uma vida
Não te amo, eu te consumo.
Sou chama que não pede licença,
que invade cortinas,
lambe paredes,
e transforma tudo cinzas.
Te toco
e já não és inteiro.
Teus contornos tremem
como papel prestes a desistir da forma,
como madeira que geme
antes de virar brasa.
Meu amor não aquece, devora.
É ardor sobre a pele,
é ar roubado dos teus pulmões,
é o vermelho vivo que cresce
até não caber no próprio corpo.
Onde passo, não resta nome.
Não resta tempo.
Não resta volta.
Só o estalo seco, irreversível de algo que já foi inteiro.
E ainda assim tu ficas.
Ficas porque arder comigo
é mais verdadeiro que sobreviver intacto.
Ficas porque no colapso
há beleza.
Porque no fim quando tudo é carvão e silêncio ainda há calor.
E é nele que nos reconhecemos.
Por isso
Ocorre-me dizer-te que não danço nas nuvens nem mergulho em oceanos gelados. Mas conheço o voo das aves e o rigor da natureza que não poupa nenhuma das primaveras. Por isso, embora não me mostre com as minhas próprias cores, conheço todos os arco-íris e todas as monções. Mergulhei nas suas essências e conheço os aromas da selva. Conheci o cheiro do medo e a amargura da incerteza. Com todas as desgraças que suportei, poderia ser hoje uma montanha de traumas, pesadelos e vícios, mas encontrei dentro de mim a força para planar na brisa e ancorar-me nas pétalas das malmequeres. Por isso vou contar-te mais: conheço os meus pontos fortes e as minhas fraquezas, que juntos são a minha maneira de estar neste mundo. E estar neste mundo é como ir de férias com pouca bagagem, porque demasiadas malas atrasam-nos. Por isso, escolho ser livre com o pouco que tenho, que não é mais do que eu próprio. Ser eu próprio não é tarefa fácil, porque há sempre alguém que nos desafia a ser o que não somos e a querer o que não desejamos. Tudo isto causa infelicidade, e o que mais vemos são pessoas infelizes que não conhecem o cheiro da terra molhada nem as cores de um dia que termina com o pôr-do-sol sobre o mar. Por isso, quando olhares para mim, não penses que me vês, porque o que vês não sou eu, mas uma imagem que projetei de acordo com as minhas tempestades.
Voce não precisa
de uma jóia em seu dedo
para amar e respeitar
quem está ao seu lado
A aliança é feita
de corpo e alma
para o resto da vida
Eu sinto com toda minha existência,
Que jamais te esquecerei...
Isso não é uma declaração de amor...
É um lamento...
Te confesso que não sei ignorar;
São tantas coisas para amar;
Mas sabe, deixa eu te falar:
Ela brilha sorrindo ...
A desumanidade
A desumanidade raramente se apresenta de forma explícita. Ela não chega anunciando a si mesma como crueldade ou indiferença. Pelo contrário, muitas vezes se disfarça de normalidade — de rotina, de interesse legítimo, de prioridade inevitável. É nesse terreno silencioso que ela se instala: quando vidas humanas passam a ser tratadas como números, quando tragédias se tornam apenas mais um evento no fluxo contínuo de informações, quando o sofrimento do outro perde densidade por não nos afetar diretamente.
Grande parte dessa desumanização nasce de interesses próprios e egoístas que operam em diferentes escalas. No nível individual, manifesta-se como autopreservação excessiva, como a tendência de priorizar o próprio conforto emocional em detrimento da empatia. No nível coletivo, aparece em sistemas políticos, econômicos e midiáticos que, mesmo sem intenção explícita, acabam reduzindo a complexidade humana a abstrações gerenciáveis. Assim, o que deveria ser intolerável torna-se apenas mais um dado assimilado.
Há também um mecanismo psicológico profundo: a fragmentação da responsabilidade. Quando muitos estão envolvidos — direta ou indiretamente —, a sensação de culpa se dilui. O resultado é um cenário em que ações com consequências devastadoras podem ocorrer sem que ninguém, individualmente, se sinta plenamente responsável. Essa dissociação permite que pessoas que também possuem famílias, afetos e histórias ajam ou consintam com realidades que negam exatamente esses mesmos valores nos outros.
O problema não é apenas moral, mas estrutural. Ainda operamos como partes isoladas, competindo por recursos, reconhecimento e poder, como se a sobrevivência fosse um jogo de soma zero. Nesse modelo, o outro facilmente se transforma em obstáculo, estatística ou abstração. A empatia, que deveria ser um princípio organizador, torna-se circunstancial.
Superar isso exige mais do que boa intenção. Exige uma mudança de paradigma: reconhecer que a separação entre “nós” e “eles” é, em grande medida, uma construção. Biologicamente, socialmente e até ecologicamente, já somos interdependentes. A ideia de humanidade como um único organismo não é apenas uma metáfora idealista — é uma descrição mais fiel da realidade do que a lógica fragmentada que ainda predomina.
Viver como um único organismo implica internalizar que o sofrimento em qualquer parte desse sistema é, de alguma forma, um dano ao todo. Significa substituir a indiferença pela responsabilidade compartilhada, e o interesse egoísta por uma consciência ampliada de pertencimento.
Ainda estamos longe disso. Mas o simples fato de reconhecer a desumanização — de se incomodar com ela — já é um sinal de que esse caminho existe. A transformação começa exatamente nesse ponto: quando nos recusamos a aceitar como normal aquilo que diminui o valor da vida humana.
08/04/2026 - Reflexão sobre o evento ocorrido no dia 28 de fevereiro de 2026, em que um bombardeio atingiu a escola primária feminina Shajareh Tayyebeh em Minab, no sul do Irã.
E se...
E se poeta
eu não fosse,
me amaria
mesmo assim?
E se eu chegasse
sem palavra alguma,
só um silêncio
imperfeito?
E se em mim
houvesse apenas
essa feiura
feita rachadura?
Ainda assim
me tocaria
onde sou
imperfeita?
Carina Gameiro
A Doce Mordida
Morder a maçã do conhecimento
é assumir que o paraíso
não existe fora de nós.
A lucidez, ainda que nos liberte,
nos arranca para sempre da inocência.
Talvez por isso a loucura
tenha a sua própria
e secreta beleza de existir.
O segredo não é correr da chuva, é saber a hora certa de parar, ajustar o chapéu e deixar o imprevisto virar piada.
"Senhor, não me permita fraquejar, mas se eu balançar, que o Senhor me sustente. Que eu não tenha medo, mas se tiver, que o Senhor seja meu guia. Que não veja a escuridão, mas se vir, que o Senhor seja minha luz. Que eu esteja sempre em solo firme, mas se não tiver, que o Senhor seja minha Rocha. Se minhas pernas tremerem e ameaçarem não suportar, que o Senhor me faça lembrar do quanto sou forte por ser Teu filho! Obrigado, Pai amado! Nunca me abandona, mesmo quando não sou ou não fui um bom filho! A vida é difícil, mas com Tua proteção, tudo é suportável!"
Se você não entende pessoas, você não lidera.
Apenas ocupa um cargo.
O caminho para conhecer pessoas?
Heteroconhecimento!!!!
Sua equipe não é o problema. Você é!
E enquanto você não enxergar isso, nada muda.
Sabe porque?
Por que você não os conhece profundamente...
E a trajetória para isso:
Heteroconhecimento!
Caverna Não É Fraqueza. É Seleção.**
Eu me afasto porque eu penso.
E quando eu penso, eu vejo.
Passei tempo demais ajudando, acreditando, dizendo:
“Vai dar certo, aguarda aí.”
Enquanto na minha vez era sempre.
“Faltou água.”
“Não deu.”
“Depois a gente desenrola.”
Engraçado…
quando é pra mim, nunca flui.
Quando é pros outros, eu resolvo.
Idiota eu?
Ou estrategista em silêncio?
A galera acha que eu sou ingênuo.
Acha que eu não vejo.
Acha que eu não entendo o jogo.
Mas tudo sempre foi um experimento.
Eu observo quem corre.
Quem some.
Quem inventa.
Quem entrega.
Eu deixo acontecer.
Dou corda.
Dou espaço.
Dou oportunidade.
Não é bondade cega.
É teste.
Enquanto muitos acham que estão me usando,
eu estou medindo até onde vai a capacidade deles.
Hoje eu me tornei mais reservado.
Menos acesso.
Menos explicação.
Menos disponibilidade.
Não é frieza.
É filtro.
Na caverna eu enxergo o que no meio do barulho eu não via.
Eu faço autoanálise.
Eu reviso minhas falhas.
Eu reconheço onde fui excesso.
E aprendi uma coisa.
não é porque eu tenho um coração limpo
que eu preciso ser emocionalmente desarmado.
Agora é seleção.
Menos quantidade.
Mais qualidade.
Quem fica, fica porque soma.
Quem sai, sai porque se revelou.
Eu continuo sendo eu.
Só que agora… consciente.
E consciência pesa.
Mas protege.
— Evans Araújo
