Fiz de Mim o que Nao Soube
Título: Verdades com mentiras
As verdades machucam mais que as mentiras,
Mentir não machuca, machuca descobri a verdade depois!
Por isso, quando mentir, minta para você também,
Pois senão, vai machucar alguém!
Autor: Nélio Joaquim
se as pessoas olha-se para as outras iriam ver que todos nós somos iguais não importa a cor da pele e sim o coração.
Não seja ansioso, não tenha pressa. Não adianta querer apressar as coisas.
Observe a natureza, ela é sábia e age no limite do tempo e no momento certo tudo acontece.
Perdoar não apaga a memória. Fazer diferente não muda a história. Um passo para trás não desfaz o para frente. Uma palavra de fé não ampara o descrente. O erro e a lembrança são como a morte e a saudade — podemos não recordar a todo instante, porém nunca esquecemos em verdade. De fato, tudo se transforma, entretanto é deste ponto que vem a ideia de que nada se recria: é tudo um aglomerar de feitos inexoráveis nesta amontoada biografia.
Já não sou a mesma faz tempo, e ainda tem quem fale comigo do mesmo jeito, como se ainda me conhecesse!
Quanto mais ela diz que a gente não vai dar certo juntos, mais eu tenho certeza de que vamos...ela é razão e eu o coração.
Não quero saber, ler, ouvir nem tampouco falar sobre coisas, assuntos e etc que contribuem para tirar de mim a essência de ser! A depreciação acontece, eu sei, mas não deve ser almejada!
Hoje aqui, amanhã não se sabe
Vivo agora antes que o dia acabe
Neste instante, nunca é tarde
Mal começou e eu já estou com saudade
Quero deixar esse mundo sem arrependimentos, quero deixar esse mundo sem me queixar de não ter feito algo verdadeiro, sem ter me arrependido por não ter tentado ou lutado por algo que fora tão importante. Eu quero deixar esse mundo de cabeça erguida, por ter lutado e mesmo sem ter conseguido, ter me orgulhado por ter tentado.
O MEDO
Nunca havia entendido como se pode ter medo do que não se conhece.
Nem mesmo do que já se conhece...
Sejam praias com coqueiros lilases,
Sejam sombras que seus membros fazem no chão.
Era como estar nos braços de um anjo.
Escorregando de um arco-íris em que no fim não fazia diferença o senso de loucura.
Mas hoje vejo que o medo estava escondido.
Ele ficava escondido sob a superfície de tudo o que se ama.
Esperava a tela da confiança cair para surgir e atormentar a coragem, reavivando o senso de loucura antes não percebido no fim do arco-íris.
Agora conheço o medo.
Sei onde ele está.
Sei que me espera e que me chama.
Hoje o vejo transpassando a tênue fronteira
Entre certo e errado...
Entre a frágil linha que separa pavor e coragem...
Entre o continuum do Espaço-Tempo.
Entre a certeza de ter mesmo em parte e a dúvida de perder pelo menos a metade.
