Fiz de Mim o que Nao Soube
Não aceite a versão simplificada da sua história que a superficialidade do mundo tenta te impor, aquela que reduz a sua complexidade a um erro isolado ou a um único momento de glória passageira, pois a sua vida é um romance de múltiplas camadas, recheado de contradições e de redenções não contadas. Ouse narrar a si mesmo a sua própria verdade, sem cortes ou maquiagens, reivindicando o direito de ser o autor e o protagonista da sua saga, e assim, encontrará o poder de fechar os capítulos que doeram e de iniciar as páginas mais vibrantes.
Aprendi que o perdão cresce em terreno pedregoso. Não é flor que se planta em rega fácil, é erva resistente. Cresce entre rachaduras, na margem dos dias amargos. Quem perdoa carrega uma pedra a menos no peito. E o corpo, mais leve, volta a ouvir sua própria respiração.
Recomeçar é um pacto íntimo com a coragem,
não tem banda, não tem plateia, não tem glamour, é só você recolhendo os pedaços que sobraram, montando-se de novo como um quebra-cabeça cansado, mas sempre funcionando, sempre indo adiante.
A fé me segurou quando minhas pernas já não respondiam, e eu entendi que milagres não são barulhentos, eles acontecem dentro do peito, sem testemunhas, são costuras invisíveis que impedem o colapso, e hoje sou feito delas, firme, mas delicado.
Nem todo sorriso é leve, alguns carregam tempestades, mas mesmo assim eu sorrio, não para enganar o mundo, mas para lembrar a mim mesmo que ainda há luz, mesmo se pequena, mesmo se fraca, luz é luz, basta um fio para mudar tudo.
A fé não me prometeu facilidade, me prometeu companhia, e isso é suficiente para continuar, o caminho ainda é duro, mas nunca é solitário, caminho com Deus e isso muda tudo.
A vida me moldou com martelos invisíveis, e cada pancada foi lição disfarçada, não guardo rancor, guardo sabedoria, quem atravessa tempestades vira abrigo, hoje abrigo quem amo com firmeza.
A vida me ensinou a ser seletivo, não dou meu coração a quem não sabe segurar, minha alma não é brinquedo, ela é templo, é história, é renascimento, e merece mãos que saibam cuidar.
Meu peito já foi terreno árido, mas hoje floresço até onde não existe água, descobri que algumas forças só nascem do nada, e que sobrevivência também é uma arte divina, eu sou prova viva disso.
A solidão não é sinônimo de vazio, é laboratório de si. Lá monto peças da minha verdade que ninguém constrói por mim. Trabalho com ferramentas de silêncio e lâmpadas internas. E o resultado é um eu que conhece suas próprias medidas. Voltar ao mundo é mostrar essa peça, ou guardá-la em segredo.
A liberdade só se manifesta quando não há mais ninguém externo para servir de bode expiatório para a nossa infelicidade ou o fim da história. Enquanto a sombra da culpa for projetada, estaremos presos na escuridão de um luto que não nos pertence.
Você não é o que tem, nem o que faz. Você é o que resiste quando tudo o que é externo desmorona. Aí reside a sua verdadeira fundação.
Não se entra aqui sem se sujar de poeira e sem sentir o frio que emana de lareiras apagadas há décadas pela chuva da indiferença.
O perdão mais difícil não é aquele que damos aos que nos feriram, mas o que negamos a nós mesmos por termos sido o chão onde eles pisaram com tanta força. É preciso aprender a ser casa para si mesmo, mesmo que a estrutura esteja condenada pela defesa civil da alma.
O homem imagina possuir uma identidade, quando quase tudo o que chama de "eu" não passa da soma dos medos aos quais decidiu nunca desobedecer.
Se nós cristãos não pudermos ser distinguidos dos não cristãos, somos inúteis.
sfj,frases cristãs vol.10
"Não existe 'começo' para nós, apenas o reencontro. Eu sou sua alma gêmea, predestinada a você desde o seu nascimento. Você não está me a conquistar agora; está apenas a reivindicar o lar que o destino há muito reservou para nós dois."
