Fingir
Cansei de fingir força
quando tudo em mim
só queria deitar no colo do tempo
e descansar.
Mas ainda respiro…
mesmo cansada,
mesmo em pedaços —
há um sopro teimoso dentro de mim.
Helaine machado
“A sombra é o lugar onde a alma se senta quando cansa de fingir claridade para um mundo que só aplaude quem nunca precisou escurecer.”
O cinismo é a armadura dos covardes; é muito fácil fingir que nada importa para nunca ter que arriscar nada pela verdade.
Sempre que a saudade desiste de fingir costume e me abraça um pouco mais apertado, o que me consola é a gratidão e a certeza do azar de ter tido tanta sorte.
Prosopopeia flácida para acalentar bovinos na seara política é fingir preocupação, sem se ater ao início ou fim de qualquer problema.
Tudo em prol de narrativas e desinformação.
É aí que reina a arte sutil — e covarde — de simular zelo enquanto se abandona, à própria sorte, o princípio e o desfecho de qualquer problema real.
No teatro da dissonância não há compromisso com a verdade, apenas com o capricho das narrativas que melhor embalam os distraídos.
E assim, entre discursos inflados e intenções murchas, vai-se normalizando o hábito de confundir espetáculo com responsabilidade, opinião com fato, ruído com relevância.
No fim, quem brinca de governar com palavras vazias não conduz a destino algum — apenas empurra consciências para um pasto cada vez mais estreito, onde pensar dói e se questionar incomoda.
Porque, na política dos fingimentos, o que menos importa é resolver; o que mais importa é convencer.
E é justamente por isso que a vigilância se torna dever: para que nenhum de nós adormeça ao som de cantigas que só servem para manter rebanhos dóceis, enquanto a verdade passa, sozinha, pelo portão da história.
Só cometi o pecado de odiar os manipuladores até perceber que tamanha facilidade em 'Sequestrar a Mente' das pessoas nunca foi “mérito” exclusivamente deles.
Às vezes é preciso fingir descansar para aguentar transitar pelo corredor hospitalar.
Os que fingem descanso, não sucumbem ao cansaço que não mora só no corpo, mas também na alma.
No corredor hospitalar, o repouso raramente é inteiro: os olhos se fecham, mas os pensamentos vigiam…
O corpo se senta, mas o coração permanece de pé.
Ali, o descanso vira a encenação necessária — uma trégua improvisada para que a esperança não desmaie antes da fé.
Fingir dormir é, muitas vezes, a única forma de reunir forças para continuar atravessando o silêncio carregado, os passos contidos, os olhares que pedem mais do que palavras conseguem oferecer.
Nesse corredor, aprende-se que resistência também pode ser discreta.
Às vezes, não é o vigor que nos sustenta, mas a coragem de parecer frágil por alguns instantes, só para conseguir seguir em frente quando o chamado da realidade insiste em não esperar.
Que o cansaço jamais suplante a Esperança, a Fé e a Gratidão!
Graças, Pai!
Quando as demandas ignoradas viram costume, basta alguém fingir preocupação para despertar a paixão do povo.
Ano eleitoral costuma ser tratado como tempo de promessas, mas deveria ser, antes de tudo, tempo de vigília.
Quando demandas ignoradas viram costume, o povo se acostuma a sobreviver com a ausência desenfreada.
E, nesse cenário de carência prolongada, basta alguém fingir preocupação para parecer o grande salvador.
Não é a solução que encanta — é a encenação do cuidado que seduz corações cansados.
A paixão política, quase sempre, nasce menos da razão e mais da fome: fome de atenção, de escuta, de dignidade.
Quem nunca foi ouvido, tende a se apaixonar por quem ao menos finge ouvir.
E assim, o abandono repetido pavimenta o caminho da ilusão coletiva.
Por isso, ano eleitoral exige menos euforia e mais memória.
Menos discursos inflamados e mais perguntas incômodas.
Quem só demonstra zelo quando o calendário aperta, não descobriu o povo — apenas a sua utilidade.
Vigiar é lembrar.
Refletir é comparar.
E escolher com lucidez é o único antídoto contra a velha armadilha: confundir preocupação encenada com compromisso verdadeiro.
Na Política-Espetáculo, fingir preocupação
é a Arte que o Estado domina com muita maestria;
o intrigante é o povo acreditar.
Há algo de profundamente teatral na forma como o poder se apresenta.
Discursos carregados de urgência, promessas anunciadas como salvação e gestos calculados só para as câmeras.
O problema é raramente a ausência de palavras — estas nunca faltam —, mas a distância silenciosa entre o que se diz e o que se faz.
No palco da política contemporânea, a indignação tornou-se figurino e a empatia, um roteiro ensaiado.
Tragédias sociais são tratadas como episódios de uma série que precisa continuar alimentando a Economia da Atenção.
Anuncia-se uma comissão, cria-se um grupo de trabalho, promete-se um plano.
A sensação de movimento substitui o próprio movimento.
E, enquanto o espetáculo se desenrola, o público aprende a confundir encenação com ação.
A cada novo ato, a cada nova coletiva, a esperança é novamente convocada para assistir, acreditar e aguardar o próximo capítulo.
Talvez o elemento mais fascinante dessa dinâmica não seja a habilidade do Estado em representar — instituições sempre dominaram a arte da narrativa —, mas a persistência com que a plateia insiste em ignorar o cenário.
Não por ingenuidade pura, mas, porque admitir a encenação exigiria algo mais desconfortável: assumir que a transformação não virá do palco.
O espetáculo funciona porque oferece catarse sem mudança, emoção sem responsabilidade e crítica sem consequência.
Ele permite que todos participem da Indignação Coletiva enquanto a estrutura permanece cuidadosamente intacta.
No fim, a Política do Espetáculo não se sustenta apenas pela habilidade dos atores principais — os políticos-influencers —, mas pela cumplicidade silenciosa de quem continua comprando ingressos.
Afinal, questionar o teatro é fácil; mais difícil é aceitar que, fora dele, a realidade exige Protagonistas — não Espectadores.
Só o Estado
que insiste em
Fingir Preocupação com a Segurança das Mulheres,
libera Agressores
para empurrá-las
para as estatísticas.
E nesse teatro de contradições, a proteção vira discurso, enquanto a realidade segue sendo risco.
Leis são anunciadas como escudos, campanhas surgem como vitrines, e pronunciamentos ecoam promessas que não resistem ao primeiro teste da prática.
Há uma distância bastante cruel entre o que se diz e o que se faz — e é nesse intervalo descarado que a violência encontra espaço para continuar.
Não se trata apenas de falhas isoladas, mas de uma lógica que naturaliza o descaso.
O ciclo se repete: denúncia, indignação, manchetes e caprichoso esquecimento.
Enquanto isso, mulheres seguem sobrevivendo com medo, não apenas da violência em si, mas da possibilidade concreta de que, ao buscar ajuda, encontrarão apenas portas entreabertas, respostas tardias ou decisões que as devolvem ao perigo.
O mais inquietante é perceber que o problema não está na ausência de instrumentos, mas na falta de compromisso real com sua aplicação.
Como se a existência de Políticas Públicas fosse suficiente para acalmar consciências, mesmo quando elas não alcançam quem mais precisa.
Como se proteger fosse mais uma ideia do que uma prática.
No fim, o que se constrói é uma ilusão de cuidado — uma narrativa que tranquiliza quem observa de fora, mas abandona quem vive a urgência.
E talvez a pergunta que reste — sem tropeçar na covardia do Estado para se calar — não seja apenas por que isso acontece, mas até quando aceitaremos que a Aparência de Proteção valha mais do que a proteção em si.
"O problema de fingir que dorme - quando se deve estar presente e tomar decisões - é que se um dia você 'acordar' ninguém vai acreditar que vivo você esteve ou está."
0755 | Criado por Mim | Em 2014
USE, MAS DÊ BOM EXEMPLO.
CITE A FONTE E O AUTOR:
thudocomh.blogspot.com
No fundo, talvez eu só esteja exausta(o).
De sentir demais, de segurar demais,
de fingir equilíbrio quando tudo treme.
E mesmo assim eu continuo dizendo “tô bem”,
não porque seja verdade,
mas porque ainda estou aqui —
e isso, por enquanto, é o que consigo ser.
.. Ok,
vou fazer o que posso, vou segurar as pontas, vou fingir alegria quando preciso for e enquanto for necessário, vou levar na brincadeira, vou brincar com meus problemas, vou fingir que eles nem existem. Me sinto bem embora o mundo lá fora me dê motivos pra chorar e me sentir reprimida. Ah, vai me desculpando aí, mas não nasci pra sofrer..
Você pode tentar se esconder.
Pode fingir ser alguém que não é, para impressionar quem está a sua volta .
Não sei mais se te conheço, nem sei ao menos se um dia cheguei perto de te conhecer .
Quem são aquelas pessoas ?
Quem são essas pessoas ?
Porque está confiando de novo em quem não dá a mínima pra você ?
Porque esta estragando a sua vida dessa maneira ?
Não me odeie , pois eu só quero seu bem.
Mesmo de longe e com uma enorme vontade de sentir indiferença,ainda escrevo para você
Não espero sequer um segundo você voltar.
Mas procuro com alegria ver se está bem .
Eu ainda não me lembro o que houve pra estamos tão longe novamente.
Mas se a vida se encarregou disso tantas vezes,pode ser uma força do destino dizendo que isso não é mais como era antes .
Estranho te ver assim
e fingir que o tempo não passou,
que a gente não se afastou,
que ainda somos aqueles.
Mas esse deslocamento
que segura na tua mão e na minha
não nos permite ignorar.
Existe um espelho enorme entre nós
que reflete quem um dia fomos,
Mas não, não somos mais iguais.
Só somos os mesmos nas lembranças,
nas velhas e perdidas palavras
e na vontade de sentir o que um dia
sentimos um com outro.
Não sei como te esconder mais , te amo e não consigo mais fingir .
Meu coração não se engana de geito nenhum com olhos que não sabem mentir .
As vezes do nada me pego pensando em você , é intenso pois não te esqueço mais que eu tente ...
As promessas do passado ameaçam o futuro,
E a tristeza nasce de um fragmento.
É necessário fingir que não percebo,
Mantendo no coração a promessa que não posso cumprir.
Adoro a cor dos seus olhos...seu jeito de me olhar, o seu jeito de fingir que não me olha mesmo quando está me olhando(rs). Bom, na verdade a cor é o que menos importa, pois não há nada diferente dos demais castanhos que vejo por aí, o que me surpreende mesmo é a intensidade do seu olhar, parece que me enxerga por dentro e pode ler tudo que estou pensando, inclusive, quando penso em você, pois não há nada melhor que olhar nos seus olhos e poder enxergar essa intensidade que me faz tão bem!
