Final
Enquanto as negociações pela paz fracassavam, no Paquistão, Trump assistia à final do UFC, em Miami! Alienado e indiferente!
Seria prudente Trump ter cuidado com os Vikings, pois podem depenar a águia americana e, no final, ainda receber como castigo uma águia de sangue!
Cesta de Natal Amaral
Houve uma época em que o grande charme de Santa Mariana, no final do ano, era comemorar o Natal se deliciando com os produtos que vinham dentro das famosas Cestas de Natal Amaral.
Naquele tempo, eu tinha nove anos e ela era o meu grande sonho de consumo. Sonhava com aquela maravilha.
Havia propaganda nas emissoras de rádio, no alto-falante do Bacarim e nos carros de som que percorriam as ruas da cidade anunciando a bendita cesta. Você podia comprá-la no início do ano e ir pagando mês a mês, até chegar o Natal.
Perto da nossa casa morava uma família de classe alta que havia comprado uma daquelas cestas. E não era qualquer uma: era a maior, a número cinco. Quanto maior o número, maior o tamanho da cesta.
Passei o ano inteiro esperando a chegada do caminhão que faria a entrega.
Meu grande desejo era descobrir se era verdade tudo aquilo que aparecia nas propagandas. Será que dentro daquela cesta havia mesmo todas aquelas maravilhas? Claro, eu precisava primeiro contar com a boa vontade do meu vizinho.
Até que, num belo dia, já no final do ano, eis que chegou o tão esperado caminhão.
Foi uma festa na nossa rua. Moleque para todo lado.
Eu, como morador vizinho, me sentia meio sócio daquele acontecimento. Afinal, tinha acompanhado a espera durante o ano inteiro e, por isso, achava que tinha até o direito de descrever alguns detalhes da famosa cesta.
Naquela noite, depois de uma espera angustiante, finalmente me permitiram olhar dentro daquela coisa linda.
Mas só olhar.
Sem tocar em nada.
Depois de aberta, pude ver enfeites de papel celofane vermelho. Por entre eles apareciam as pontas das garrafas: vinho, espumante, suco de uva...
Havia também castanhas.
Mais para o fundo, os donos começaram a remexer as coisas e, de repente, apareceu, debaixo daquele papel vermelho, uma maravilha. Uma verdadeira obra-prima.
Era uma lata redonda.
Na tampa havia desenhos daquilo que vinha dentro. Eram quatro figuras, em formato de triângulos com as bordas arredondadas.
Não teve jeito.
Pedi para segurá-la.
Relutaram um pouco, mas acabaram deixando. Por alguns segundos, aquela maravilha esteve nas minhas mãos.
E foi o suficiente.
Olhando para aquela lata mágica, deixei minha imaginação viajar. Naquele instante, pude saborear, um pedaço de cada vez, a goiabada, a marmelada, o figo e o marron-glacé — nome que descobri naquela noite e que, para mim, até então, era simplesmente batata-doce.
Alguns dias depois, fuçando pelo entorno da casa do vizinho, meus olhos se depararam com ela.
Ela mesma.
A lata.
Aquela obra-prima estava ali, jogada, vazia, como se fosse uma coisa qualquer.
Fiquei alguns segundos olhando para ela, meio consternado com o fim que tivera.
Para mim, aquela lata ainda carregava todo o encanto do Natal. Para os outros, era apenas uma lata vazia.
Muito tempo depois, alguém da minha família comprou uma lata igual àquela.
Finalmente pude conhecer o sabor daqueles doces.
Mas não era Natal.
E também não era da Cesta de Natal Amaral.
E talvez por isso nunca tenha tido o mesmo gosto.
Um tour pelo centro nervoso de Santa Mariana
Final dos anos 1950 e início dos anos 1960
De frente para a praça, seguindo em direção ao antigo Banco Itaú, virando à esquerda, começava um verdadeiro passeio pelo centro de Santa Mariana dos finais dos anos 1950 e início dos anos 1960.
Do lado direito estava o Cine Rios, que futuramente se chamaria Cine Plaza. Ao lado do cinema havia um terreno baldio. De vez em quando aparecia por ali uma barraca de “tiro ao alvo”, que permanecia no local por algum tempo.
Mais tarde, naquele terreno foi construído um salão bem grande, onde se instalou a Sorveteria Ouro Verde — a mais linda do mundo! Quando a sorveteria encerrou suas atividades, o espaço se transformou em bar: o Bar Pinguim, do Dionísio Serafim. No luminoso do estabelecimento havia o desenho de um pinguim.
Certa noite, alguém com o teor alcoólico acima do normal resolveu atirar no pássaro do luminoso. Acertou. Durante muito tempo, ficou visível o furo da bala na placa. Uma pequena história, talvez, mas que ficou na memória de quem viveu aquela Santa Mariana.
Continuando pela mesma rua, cerca de cinquenta metros adiante, encontrávamos o Bar do Mathias. Aos sábados havia música sertaneja, cantada pelos irmãos Mathias. Era um dos pontos de encontro da cidade.
Na esquina, em frente ao bar, ficava a borracharia do Pedrão. Depois vinha a casa do Mauro Japonês e, logo adiante, o posto de gasolina, onde Mauro era o gerente.
Seguindo em frente, chegávamos à Farmácia do senhor Euclides/Florisvaldo. Depois da residência do senhor Euclides, ficava a loja de ferragens do Spagolla, o Henrique.
Chegando à esquina, do lado direito estava a residência do senhor Henrique e, em frente, o Posto de Puericultura.
Virando à esquerda, do lado esquerdo, ficava o Parque Infantil, no local onde hoje está o seminário. Em frente, estava a oficina dos Bampa.
Na esquina, do lado direito, ficava a residência do padre, a conhecida casa paroquial. Em frente seria construído posteriormente o Salão Paroquial Pio XII.
Nos fundos da igreja ficavam o Paço Municipal e o reservatório de água. Ao lado direito da prefeitura estavam o Posto de Saúde e a residência da família Zanini.
Um pouco mais adiante chegávamos à rodoviária, com suas lojas e seu movimento característico.
Logo na entrada da rodoviária ficava o açougue do senhor Júlio Rossi. Na sequência havia uma lanchonete que fazia uma vitamina muito gostosa. Vizinho à lanchonete estava o Bazar do Vitor.
Depois vinham outras lojas, uma barbearia e, fechando aquela sequência de estabelecimentos, o Bar do senhor Carlito Spagolla.
A rodoviária era servida pelos ônibus da Viação Garcia e por uma outra empresa cujo nome já não consigo lembrar. Essa segunda empresa fazia as linhas que ligavam Santa Mariana aos patrimônios próximos.
Em frente à rodoviária havia várias lojas. Estavam ali a Sapataria dos Serafim, o Armazém de Secos e Molhados do Shiguetomi, a Farmácia do Kamei — acho que era esse o nome — e, na esquina, um bar e restaurante.
Ah, e havia também a sorveteria, onde, além de tomar sorvete, era possível comprar figurinhas de jogadores de futebol. Para nós, aquilo também fazia parte da diversão.
Do outro lado ficava o Posto Shell.
Descendo em direção ao Fênix Clube, depois do bar das figurinhas, encontrávamos uma loja de sapatos chamada Calçados Bata. Mais adiante estavam a relojoaria do Nelson e o Foto Suzuki.
E, seguindo um pouco mais, chegávamos ao Banco América do Sul.
Esse era, mais ou menos, o nosso centro de Santa Mariana no final dos anos cinquenta e começo dos sessenta.
Hoje, talvez poucos consigam lembrar dessa cidade. Muitos dos que vivem atualmente em Santa Mariana nem sequer conheceram aquela época. Os prédios mudaram, os estabelecimentos desapareceram, as ruas ganharam outras paisagens e a cidade seguiu seu caminho.
Mas aquela Santa Mariana existiu.
Existiram o Cine Rios, a Sorveteria Ouro Verde, o Bar Pinguim com seu luminoso furado por uma bala, o Bar do Mathias e suas músicas sertanejas, a rodoviária cheia de movimento, as lojas, os bares, as oficinas, os bancos, os postos e, principalmente, as pessoas que davam vida a tudo aquilo.
Talvez este relato seja apenas uma caminhada pela memória de um velho morador.
Mas é uma caminhada por uma cidade que existiu.
E eu sou prova viva.
Você é o meu ponto de partida e o meu destino final. Que o tempo passe,
que os cenários mudem, mas que a gente nunca perca essa capacidade linda
de ser o porto seguro um do outro. Ontem, agora e em cada novo
amanhecer que a vida nos der o privilégio de dividir.O mundo lá fora
pode ser confuso e imprevisível, mas basta um instante ao teu lado
para que tudo recupere o sentido.
Construímos um sentimento que não teme nada. Ele se fortalece
no silêncio cúmplice, nas conversas infinitas e na paz de saber
que pertencemos um ao OUTRO .
___ENZO RUCHELL _
Não existe ponto final para o Dono dos nossos dias. Salmos 139.16: ...e no teu livro foram escritos todos os meus dias, cada um deles escrito e determinado, quando nem um deles havia ainda.
Satanás dirá no início de suas vidas que é muito cedo para servir a Deus; depois dirá no final que é tarde demais.
Não se preocupe. Só há duas espécies de pessoas no final: os que dizem a Deus, “Seja feita a tua vontade”, e aqueles a quem Deus diz: A tua vontade seja feita.
Arminianismo Brasil
O Juízo Final não será medido pelo tempo que nos faltou, mas pela escolha de onde gastamos nossa atenção. No Grande Dia, as telas das redes sociais estarão abertas, não para nos acusar de distração, mas para nos provar que nunca tivemos falta de tempo, apenas falta de sede pelo invisível.
O evangelho não visa apenas alterar o nosso destino final, mas saturar e reordenar cada centímetro quadrado da nossa existência presente, desde os recônditos do nosso coração até as estruturas da nossa cultura.
A volta de Cristo não será um evento comum, mas o Juízo Final rompendo a história. O Rei dos reis descerá não como servo sofredor, mas em majestade e juízo temível. Será um abalo cósmico e definitivo; o fim da rebelião humana e o início do estabelecimento eterno do Seu Reino.
Apenas a Palavra de Deus é o prumo absoluto, a métrica viva e a baliza final de toda a verdade e da nossa real resposta a Ele.
Poema final
No princípio da tarde,
Tarde sem sentido ou valia
Dessas que corre a vida e o sol arde
Começo de mais um morto dia
Olhei a janela
A brilhante esquadria
Não sei se foi uma pancada
Mas um “Acorda bobo!”dizia
Uma voz de vida encharcada
Clamando”Revê o dia!”.
Procurei, dei mais uma olhada,
E, ao sol ofuscante,
Qual joia dourada,
Se via um besouro gigante
No Fim do Poema
No fim do poema não há ponto final.
Há uma cadeira vazia na cozinha,
o café esfriando enquanto a tarde decide
se fica ou se vai.
No fim do poema, a rua continua.
O ônibus passa cheio de histórias que não cabem em verso,
o vendedor grita o preço do dia,
e alguém chora baixo no celular
como quem pede desculpa por existir.
No fim do poema, a gente aprende
que nem tudo vira metáfora.
Algumas dores ficam literais demais,
algumas alegrias pequenas demais,
e a vida segue escrevendo em prosa
o que a poesia não deu conta.
No fim do poema, sobra o corpo.
Cansado, insistente, vivo.
Sobra a respiração que falha, mas volta.
Sobra a memória tropeçando em si mesma,
lembrando do que foi
e inventando o que ainda pode ser.
No fim do poema, ninguém aplaude.
A luz não se apaga de repente.
O mundo não entende que aquele verso era despedida.
E tudo bem.
O mundo nunca soube ler direito.
No fim do poema, começa outra coisa.
Talvez não seja bonita,
talvez não rime,
talvez não salve ninguém.
Mas anda.
E enquanto anda,
vai escrevendo.
Viver devendo o que nunca vai poder pagar.
Isso é Juízo Final antecipado.
Porque dinheiro devolve.
Nome limpa.
Mas e o sono que tirou?
A fé no amor que matou?
A crise de pânico que deixou?
Não tem Pix que pague.
Não tem parcela que quite.
Van Escher
no mar profundo seus ossos são parte integrante de um navio que navegante foi até o final do horizonte e afundou quando suspiros eram o amor.
Por Celso Roberto Nadilo
No tempo de outras eras eram deuses miticos que controlavam a Matrix sendo horizonte do mar final do mundo.
O mar criaturas e monstros guardavam os mares.
Meros arficios de manipulação.
Hoje em dia conflitos sociais e éticos são expostos no novo conceito da existência contemporânea.
O prelúdio do capitalismo somos sombras dos deuses esquecido.
A conciliação da conceito da consciência livre e do pensamentos fragmentos.
A terra é um pássaro numa gaiola..
A terra seria plana até que cubismo político e moral tenha a narrativa da verdadeira da natureza.
Dentro da alienação social somos fragmentos fragis...
Toda fake news trás um pássaro no profundo sentido do ser alienado.
Mesa vazia...
Somos objeto início meio e fim,
Objeto se declarou no final foi feliz...
Dias das mães uma mesa arrumada a família reunida. Presentes e agradecimentos e tenha um dia feliz.
Nove meses de muito sacrifícios e uma vida de sacrifícios e trabalho ardo...
E tudo certo feliz dias das mães o comércio agradece...
Alguns fazem churrasco, outros vem futilidade na televisão ou mesmo todos nós celulares.
No final do dia beijos ate outra vez.
No final do dia a mesa vazia existiu.
Paradoxo de existência contemporânea tem sentido.
Paradoxo temporal é a verdade mesa sempre esteve ali ao mesmo tempo nunca existiu.
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