Finais
És um grande teatro
Sentei-me nas fileiras finais, para assim, poder enxergar-te ao todo.
1°ato
Cortina fechada
Do palco, apenas via sombras e silêncio que se moviam em passos lentos de bailarina.
Ardentemente esperava por cada ato…
Entre trocas de personagens, imaginava como seria a surpresa de vê-la, despida de toda sombra que cobriam meus olhos e ouvidos.
2°ato
Limpei as lentes de meu binóculo esperando te ver mais perto
De passo em passo, nas sombras que eu via através da cortina, você flutuava lépida e fagueira.
3° e último ato
Levantei-me e fui ao seu encontro
Nervoso e sem saber ao certo a quem pertencia aquela sombra vista antes.
Quanto mais perto eu chegava, menor ficava a sombra.
Ao pé do palco, tentei olhar por baixo da vistosa cortina que me encobria a visão.
O maior dos mistérios, ali, na minha frente, mas atrás do véu.
Pude sentir o cheiro da misteriosa mulher, que a sombra desenhava para mim suas curvas.
terminou!!!
Quando abriu-se as cortinas, descobri o além.
Tal como no teatro, encenamos beijos e abraços, atuamos como se fosse nosso último bis.
Das sombras, agora tudo ficou real.
Da distância, agora passeio em seus lábios
Da cortina, fica apenas a lembrança de algo que um dia escondeu você de mim.
O espelho,
você,
eu,
sentimentos e inseguranças.
Palavras,
frases,
virgulas,
pontos finais e reticencias.
Nunca acreditei em finais felizes. Eles eram para os outros. Até parece que minha vida seria simples assim.
Passei dois finais de semanas intensos…com momentos de mergulhos profundos, regados de choros, risos, elevação plena, expansão de consciência a nível máximo, muitos aprendizados, honradez e harmonia!
Digo com toda certeza, que talvez não seja fácil ser Eu … para saber como é: “Calce meus sapatos, ande meus caminhos., viva minhas dores e minhas alegrias e perceberá que nem tudo são flores” Há pedras no caminho, há flores e luz no altar, há chá para beber, há seres que tenho a honra e o merecimento de fazerem parte da minha jornada.
As pedras me edificam, me sustentam, a água me trás a leveza, o chá eu aprecio em reverência, as flores e a luz eu entrego em gratidão!
Talvez, não seja fácil ser você também, mas eu lhe digo: pode ser prazeiroso, experimente… calce seus próprios sapatos e trilhe seu caminho e não se esqueça, leve consigo companhias que edifiquem, pessoas incríveis que nos processos mais profundos possa te extender as mãos, mostrar a beleza das pedras … e que pedras!
Gratidão a todas as energias divinas que nos amparam.
Gratidão infinita.
Minha profunda gratidão ao meu amor além da vida Toni, meu marido lindo, e de admirável grandeza, minha amiga Soninha, a terapeuta transpessoal mais linda da vida, a Lazuli minha parceira e cão terapeuta , Coco a alegria e o Max, meu ex arteiro favorito!
Amo vocês!
Honro e admiro!
Não tenho palavras para vocês … só sinta minha presença e Gratidão!
Sou Giovana Barbosa e eu falei!
Ahooooow!
APENAS VERSO
Nesse arranjo matemático de frases;
Ou na sonoridade precisa dos finais;
Se não houver um sentimento a mais;
- Poesias não passariam de teses!
Claudio Broliani
É. Todos os finais podem ser felizes, entre aspas. Porque a morte faz parte.
Finais de ano servem de balanço , de balança , vamos e voltamos , o pensamento viaja , o coração faz retrospectiva , a memória guarda o que foi bom e tenta passar a perna na parte amarga , sorrimos ao perceber que fizemos a coisa certa ! Choramos ao lamentar o que saiu do eixo mas o que vale apena é perceber que fizemos tudo o que estava ao nosso alcance e que um novo ano sempre trás uma nova chance!
A vida é um ciclo de recomeços disfarçados de finais; às vezes, ela te derruba não para te punir, mas para te mostrar que é caindo que se aprende a levantar com mais força, mais consciência e um novo olhar sobre o caminho.
O PARA SEMPRE QUE NUNCA PARA
Desde crianças nos ensinam a acreditar que as coisas terão finais felizes e esse estado de felicidade, será infinito. É difícil aprender que o para sempre "bom" jamais vai existir isoladamente. Queremos que a relação com a nossa família seja sempre boa. Queremos que o nosso parceiro sempre nos ame. Queremos que as aulas na faculdade sejam sempre leves. Queremos que o trabalho seja sempre confortável e não nos demande muito. Queremos que nossas expectativas aconteçam sempre dentro do esperado.
É tanto sempre, que chega a ser monótomo.
Mas quando esse sempre bom não acontece, nos deparamos com a realidade, tal como ela é! Esse pra sempre bom, se torna diferente, trazendo frustração, medos, conflitos, incertezas, desafios e tantas outras surpresas...
Nunca estive pronta para uma linha torta, não me preparei para uma estrada com buracos. Pelo contrário, aprendi buscar o melhor, buscar o sempre bom, afinal, ele sempre foi um caminho mais seguro.
Porém viver não é algo linear, minhas relações também não são, os lugares que ocupo também não e afirmo que, nada será. Tudo é instável, a única constante em minha vida é a mudança.Estar pronto para a mudança, é estar pronto para a vida, é viver o presente, é agir na espontaneidade.
Isso é belo.
É o que busco, é o que quero.
2024
A vida não requere finais triunfais nem entrelaçar-se ao amor;
assim como o fogo jamais se funde a água, nossa essência permanece distinta, e a sabedoria reside em contemplar o instante que nos é dado, encontrando nele a quieta razão da felicidade".
"Lá pelos anos 60, os finais de semana eram sempre ansiosamente aguardados e o almoço de domingo, ah, este sim, era sempre um acontecimento!
O cardápio era escolhido a dedo durante a semana e, na sexta-feira começavam os seus preparativos, com idas ao mercado e visitas à horta caseira para a seleção de saladas e temperos. Importante também era o trato nas roupas que seriam usadas pela família no culto ou na missa do domingo de manhã.
Depois, após o alimento preparado e algumas reinações infantis, vinha o melhor do dia e de todo o fim de semana: o almoço que era um verdadeiro banquete, mesmo que com pouca coisa, mas sempre muito caprichado. Dependia das posses dos donos da casa, mas sempre especial porque era o "almoço de domingo"!
Naquela hora mágica se conversava de tudo, com pais, filhos, tios, avós e quem mais estivesse ali colocando as novidades em dia, num interminável zum-zum feliz se sobrepondo ao barulho dos copos, pratos e talheres em uso.
Era dia que casal não brigava e criança não apanhava.
Olhando de fora, lembravam passarinhos contentes, reunidos em delicioso alvoroço no ninho.
Após o almoço vinha a sobremesa aguardada igualmente com ansiedade por todos. Eram pudins, pavês, tortas e cassatas deliciosamente caseiras, feitas pelas mulheres da casa e sempre dignas de muitos elogios!
Também compareciam no pós almoço o sagu e a compota. Sagu cozido no vinho feito das parreiras próprias, e compotas com as frutas do quintal, pêssego, pera, maçã e outras. O que tivesse.
O que vinha depois?
Ah, a sensação de fim de semana bem usufruído, de descanso regado a boa comida e atenção. Isso sem falar nas brincadeiras infantis que iam até o anoitecer, na conversa dos adultos e nos assuntos colocados em dia.
Problemas? Haviam sim, muitos até, já naquele tempo futebol, política e fofoca geravam confusão, mas o domingo era a trégua, o dia de relaxar e aproveitar, dia de esquecer as diferenças e ser feliz.
Não tive vida fácil, a vida familiar enfrentou turbulências, escassez, brigas, vícios, separações e problemas inúmeros, mas a lembrança boa daqueles domingos é e será sempre maior que tudo. Acima de qualquer tristeza ou desconforto, era o dia em que a família se reunia mais estreitamente para celebrar o maior e mais belo motivo de estarem todos ali: o amor.
Hoje vejo pais e filhos perambulando pelos shoppings, sérios e indiferentes uns aos outros, comendo qualquer coisa, fazendo compras aleatórias e, quando param um pouco, se separam, mesmo juntos, mergulhando cada um em seus exigentes celulares.
Fico me perguntando então, entre tristeza e decepção, onde foi que erramos, em que ponto da estrada deixamos para lá os doces rituais do fim de semana da infância.
Por que o domingo, com suas missas e cultos, com os seus almoços deliciosos e a reunião familiar barulhenta e encantadora, deixou de ser importante?
O trabalho fora das mães? A correria de hoje? A falta de tempo? A ausência de motivos para um almoço especial? Cansaço?
Seja lá o que for, eu lamento. Lamento principalmente pelas crianças, que não terão, assim como eu tive, e acima de todos os problemas, um domingo para levar na memória, comprovando que sim, sempre há um dia feliz para se recordar na vida, um dia mágico onde boa comida e beijo e abraço de mãe e pai, de vô e vó, são coisas que o coração, aconteça o que acontecer, jamais esquecerá."
(Instituto André Luiz, "Relato de uma idosa", autoria Lori Damm)
Em tudo há o seu tempo certo
E muito perto o início dos finais,
Que tem horas que melhor mesmo
É buscar livre nossos rumos.
Insistir pode ser desgaste demais.
certa vez eu ouvi que os finais doíam.
e realmente senti na pele e no coração
o quanto doí.
...
mas, eu também senti que os recomeços,
eles curam.
uma cabeça erguida te faz ver novos horizontes ...
Jonathan marzo
Carta de despedida
Escrevo uma carta de despedida
Nesses meus minutos finais
Faço uma análise da minha vida
E de algumas coisas a mais
Em minha vida
Eu sorri e fui contente
Em tristeza já fiquei
Tive uma amizade reluzente
Senti dor e me magoei
Amei alguém profundamente
Senti medo e chorei
Aprendi a dar valor ao que é importante
Pois o tempo é precioso
A família ao amigos e ao que é relevante
Eles são meu bem mais valoroso
Agora que vou partir tive tempo de pensar
O que eu faria caso eu não tivesse que ir embora
Talvez o mundo eu viajasse
Ou simplesmente plantaria um pé de amora
Por me trazer uma boa lembrança
De quando o mundo era colorido
De quando eu era criança
Eu sei que 18 anos não é muito mas enfim
Posso considerar que fui feliz
Possuí conhecimento mas mesmo assim
Ainda sou apenas um mero aprendiz
Dessa terra nada vou levar
Mas eu tenho esperança
Que quando as minhas cinzas forem levadas pelo ar
Ficarão de mim as boas lembranças
Aos que ficam eu suplico
Cuidem de quem você ama
Pois talvez seja muito tarde
Para se dizer o que sente
Quanto a mim
Eu vou ficar bem
Não se preocupem comigo
Pois o tempo de todos acaba
E o sono profundo uma hora vem
Escute os conselhos de uma pessoa quase falecida
Ria, cante, dance e aproveite a sua vida
Para que assim haja muitos versos alegres
Na sua carta de despedida
