58 frases de fim de tarde que expressam a beleza da hora mágica
O nascer do sol é tão lindo e prazeroso... Mas, nada se compara a um fim de tarde, com um por do sol a sua vista; o prazer de felicidade e tristeza que transmite é tão confuso que o torna tão perfeito.
Você me completa como uma contínua brisa em um fim de tarde agradável em plenitude.
Significativo é o sentimento dotado por você que relaciona meu coração como o seu porto seguro.
Meus olhos descansam em você transcendendo desejos e instintos coadjuvantes que te transformam em rainha do meu castelo.
Ainda sonho com a oportunidade de caminhar com momentos de paz junto a quem amo no fim de tarde... Ah como quero ouvir suspiro de satisfação e os sentimentos fluindo;
O sol se despedindo para que chegue a lua para agraciar-nos com o seu breve espetáculo natural;
E a você com imensas inspirações de versa para com os teus sentimentos... _ Oh tão bela lua, cortejar-te-ei para que junto às estrelas faça o teu show majestoso e glorioso... Peço-lhe que faça das minhas palavras as tuas certezas adoráveis no amor;
No fim da tarde eu me inspiro só para refrescar os teus ouvidos com palavras justas e poéticas;
Junto de mim você se encontra a todo instante mesmo não estando de corpo, porém estar sempre em pensamentos;
Sei que a vida continua e você não estando aqui o que mais posso fazer a não ser sentir saudades;
No meu horizonte há verdades sinceras que podem transpassar toda tristeza de você e quando deixo as águas me acertarem refresco também meu coração;
Assombração
O tom avermelhado daquele fim de tarde sombrio era de se arrancar suspiros, era de bater os dentes,
A lua subindo com seu tom de sangue aguado, as ondas do mar revoltas fazendo barulho, e o sino da igreja batendo forte e sozinho deram o ritmo do medo,
Na dança dos espantalhos as espigas de milho falavam mais alto ao cair no chão, o corvo paralisado em cima da cerca observava o horizonte sem piscar os olhos temendo ver o que não queria,
Ao fundo o impensado acontecia e vinha na direção da casa estilo colonial, os cachorros não paravam de latir.
Uma imagem se aproximava muito rápido e estava de vestido branco e longo além de possuir uma cara feia de poucos amigos,
Ao chegar mais perto e revoltada com o grande objeto de alumínio que carregava a assombração esbravejou,
_Me ajude seu ingrato, preguiçoso a recolher as roupas do varal!
A Amélia realmente sabe ser sinistra.
Sob a Luz da Lamparina
Era fim de tarde no interior, e o céu tingia o horizonte com tons suaves de dourado. Sentada no velho alpendre dos fundos, ela segurava um livro fechado no colo e deixava os pensamentos correrem soltos como o vento que balançava levemente as folhas do limoeiro. A cadeira de macarrão rangia sob seu peso leve, como se quisesse conversar, contar histórias antigas.
Ela era uma garota simples, dessas que preferem o silêncio das páginas à euforia do mundo. Enquanto tantas meninas se encantavam com festas e vestidos, ela se perdia em histórias, viajando com os personagens, vivendo outras vidas. Lia à luz de lamparinas, por gosto, a luz amarelada da lamparina deixava aquele luga com cheiro de vilarejo antigo. A claridade suave tornava as palavras ainda mais íntimas, e o ambiente mais romântico. Sempre havia uma xícara de chá de hortelã com limão ao seu lado, perfume da infância e do quintal da mãe.
A saudade apertava o peito naquele dia. O pai havia decidido vender a casa. Uma notícia que lhe roubava o chão. Aquele pedaço de mundo era mais que tijolos e madeira: era o cenário das suas lembranças mais doces, dos risos em família, da presença da mãe que partira cedo demais. Ainda era possível sentir o cheiro dela em alguns cantos, principalmente ali, quando o silêncio se tornava mais profundo.
Se sua mãe estivesse ali, estariam preparando o jantar juntas — talvez galinha ou peixe, os pratos preferidos dela. A comida da mãe tinha sabor de abraço. Mas agora tudo era memória. E lágrima. Chorava com frequência, mas não deixava que a dor apagasse o que havia sido belo.
Mas havia um consolo naquela tarde: o amor. Ele estava para chegar. Tinha ido até a cidade comprar um livro para ela — um gesto simples, mas carregado de significado. Eram assim, cúmplices de uma ternura serena, apaixonados por coisas pequenas. O relógio marcava 18 horas e o coração dela batia mais forte, naquela expectativa bonita que só o amor verdadeiro sabe despertar.
Ouviu passos. Levantou-se devagar. Sorriu, mesmo com os olhos marejados. Ele vinha vindo… e com ele, a promessa de um abraço que acolheria tudo.
Ela correu ao encontrou dele. E ali, sob a luz da lamparina, o tempo voltou a ser doce [...]
Janete Galvão
" Permitir que o pensamento caminhe sem meta. Como quem senta ao fim da tarde e observa o tempo repousar dentro de si. "
