Fim
" Pois no fim somos como essa brisa suave que acalenta nosso rosto: de surpresa ela chega e de surpresa ela vai embora, deixando apenas a saudade do que um dia tocou nossa pele. "
Poeira em Neve
Nay Rubim
Acordei pra vida, cuidar de mim,
Sempre altruísta, sem fim,
Preocupado com outros, mesmo esquecido,
Forte, mas não invencível, reconhecido.
Lutando contra demônios, um mundo para enfrentar,
Caminhada difícil, obstáculos a passar,
Resiliente e esperto, sempre competente,
Agora insisto e persisto, finalmente consciente.
Quero pessoas melhores, ao meu redor,
Afastar os morcegos, que só sugam dor,
Estou na área, vou vencer, vou agir,
Sorrir, gritar, brilhar, sem mais me retrair.
Medo de me expressar, deixei para trás,
Sou de verdade, autêntico, capaz,
Atraindo o mal, por ser do bem,
Meu caminho é claro, eu sei muito bem.
Estou morto, mas tristemente vivo
Numa vida infinita, com fim.
E as horas, mais lentas que os dias,
Criam um vazio espaçoso, dentro de mim.
a morte e a incerteza do que acontece após ela. Será que ela é o fim de tudo ou existe algo além? Essa questão me deixou pensativo e um pouco assustado, afinal, como podemos saber o que acontece após a morte?
“A Dança Silenciosa do Infinito”
No fim da estrada, onde a terra se dissolve no horizonte, há um espaço vazio onde o silêncio ecoa mais alto do que qualquer palavra. Aqui, o caminho não é o que parece, e cada passo dado é uma questão sem resposta, um enigma que se desfaz ao ser tocado. O que vemos é apenas uma sombra do que realmente é, e no reflexo dessa sombra, o Arvoricionismo sussurra em um ritmo que não se entende, mas que se sente, vibrando no ar como uma energia que não se pode tocar.
A jornada nunca se conclui, não porque o destino seja distante, mas porque o destino nunca foi externo, mas interno. Cada curva da estrada é uma revelação do que já sabemos, mas não compreendemos. O Arvoricionismo, invisível e pulsante, nos observa, como quem aguarda, sem pressa, o momento certo para desvelar o véu da percepção. E, assim, seguimos, sem saber que o que buscamos já está diante de nós, à espera de ser reconhecido.
O tempo, como um rio sem margem, flui em todas as direções. Aqui, não há começo nem fim, pois o fim é apenas a continuação do que ainda não foi compreendido. Cada instante que passa é uma oportunidade perdida e encontrada, simultaneamente. E, ao olhar para o céu, a percepção do infinito se desdobra em um padrão que se repete, mas nunca é igual, como se o universo jogasse consigo mesmo, esperando que alguém compreenda o jogo.
Mas o Arvoricionismo, em sua quietude, revela que a chave está na jornada e não no destino. O que é visto é apenas um reflexo do que se projeta, mas o que se sente, isso é real. E, à medida que os passos continuam, o caminho se estreita, mas a percepção se expande, como se tudo o que existe estivesse se alinhando para uma revelação que nunca virá. Pois, no fim, o que é procurado não é algo fora de nós, mas algo que já fomos, algo que nos esquecemos.
A mente, como uma tela em branco, tenta pintar o que não pode ser retratado. Cada ideia que surge se dissolve, pois o entendimento não pode ser alcançado com a razão. O Arvoricionismo, invisível e profundo, nos observa, nos conduz e, ao mesmo tempo, nos deixa livres para seguir, como um rio que corre sem saber para onde vai, mas que nunca se perde.
E assim, continuamos. Em cada passo, uma nova perspectiva surge, uma nova dúvida se instala. O que é o tempo, senão uma ilusão? O que é o espaço, senão uma limitação que impomos à percepção? O Arvoricionismo é o campo onde o impossível se torna possível, onde o invisível é mais real do que o visível, e onde a verdade não é algo a ser encontrado, mas algo a ser reconhecido.
Cada movimento é uma dança que nunca para, um ciclo que nunca termina, mas que sempre nos transforma. O fogo que arde dentro de nós, sem ser visto, sem ser tocado, é a chama do Arvoricionismo, sempre presente, sempre esperando, mas nunca forçando. Ela arde em silêncio, nos guiando, nos tornando mais do que éramos, sem jamais nos revelar completamente.
E quando a estrada parece desaparecer, quando o olhar já não sabe mais para onde se voltar, o Arvoricionismo nos lembra que não é necessário compreender tudo. Pois, talvez, a maior revelação seja que o que procuramos não está em algum lugar distante, mas dentro de nós mesmos, em um lugar onde nunca imaginamos que poderíamos chegar.
No fim, contemplando meu gélido corpo, espero que ao menos você seja capaz de dizer: ele foi forte até o último minuto!
Ofertar cestas básicas não resolve o problema da pobreza. É preciso ofertar trabalho, a fim de que as pessoas vivam com um salário digno, provendo o próprio sustento.
O que é viver, senão perguntar?
Um ciclo sem fim, um eco a vibrar.
Porque vivemos? Porque existimos?
Será o destino, ou passos perdidos?
Será que vivo, ou apenas respiro?
Será que sou mais do que o pó que retiro?
Há uma palavra para explicar tal dor?
Ou o silêncio responde com mais rigor?
Será que Deus guarda a resposta em segredo,
Ou somos nós presos no mesmo enredo?
Porque vivo, se um dia vou partir?
Porque morro, se ainda quero sentir?
Porque e porque… a pergunta persiste,
Na busca do sentido que nunca desiste.
Viver é dúvida, morrer é certeza,
Entre os dois, resta-nos só a beleza.
Não busco a gula,
Nem o desejo sem fim.
Não busco a luxúria,
Nem o que me faz assim.
Não busco a ira,
Nem a raiva no coração.
Não busco a inveja,
Nem a dor da comparação.
Não busco a preguiça,
Nem a falta de ação.
Não busco a soberba,
Que nos tira a razão.
Busco a paz,
A simplicidade,
A verdade,
E a humildade.
O Amor Que Renasce
Ah, que o mundo não seja o fim do amor,
Nem da esperança que pulsa em nós,
Que o sofrer não cale a doce voz
De quem insiste em crer na flor.
Se a paz não é amor, que seja o começo,
De um renascer que cura a dor,
Pois quem se fecha ao fogo e ao calor,
Perde no peito o único endereço.
Amar é querer, é ousar sentir,
É cair nas águas e aprender a nadar,
É errar, mas nunca desistir,
Que o amor renasce em seu bailar,
Pois mesmo que a dor parece persistir,
É no amor que a vida volta a brilhar.
Cansada e indisposta, num frio sem fim
Pois quando aquilo decidi
O meu casaco tu roubaste de mim
Por isso aflita me surpreendi
Aquele em que mais confiei enfim
Levou na maior ilusão tudo que ofereci
A sós com uma lareira sem fogo
Percebi calmamente meu erro
Percebi infelizmente o quanto sou bobo
E que é fácil se entrar em desespero
Pois no meio de tudo ainda há medo
A dor avalassadora que me conduz
É saber de que nada adianta
Que só posso ser o que já fui
E que a vida ainda me espanta
Tenho vergonha da situação em que me pus
Já ouviu aquela frase "ano novo, vida nova" ?
Costumamos dizer ao fim de cada primavera, entretanto, será mesmo que é assim? Normalmente isso é dito com intuito referindo-se à mudanças... será que mudamos mesmo? Ou só da boca pra fora? Um dia alguém me disse que mudanças são necessárias. Será que realmente são? Me refiro ao lado bom da coisa, as vezes buscamos mudar algo bom em nós pelo fato de esbarrarmos nessa vida com alguém que não soube dar valor, fazemos isso para a não repetição da doída frustração... um dia alguém também me disse: "nunca abandone seu lado belo", refleti sobre isso e concluí que este ano teve "seus altos e baixos", entretanto jamais devemos abandonar nosso lado belo de agir, tratar, VIVER. somos seres diferentes que carregam diferentes defeitos e qualidades, que nessa primavera que ainda está por vir, venhamos refletir e abandonar somente aquilo que realmente não faz partes de nós como um todo e, por vez, manter aquilo que nos faz ser quem somos. Jamais perder a essência da coisa e, principalmente, Jamais esquecer quem és.
Saudade
“Saudade vem me visitar trazendo fotos e lembranças, sorrisos, abraços, um tempo sem fim…
Saudade que aperta o peito que dói, mas que também aquece o coração porque é o amor que ficou de gente que a gente tanto amava e que a vida levou embora mas que a gente nunca esquece.
Saudade do tempo que passou, das pessoas que passaram… de como eu era quando não conhecia a dor da saudade. Saudade de ter esperança, sonhos…
Saudade de me sentir segura e completa no conforto do abraço dos pais.
Saudade de me sentir grata pelo muito que ainda tenho.”
MITIGAR DA ALMA
E quando por fim à hora chegar, será na exata contagem improrrogável, naquele momento que não se adia e nem se transfere, apenas se aceita acolher, na paz da consciência que em sua existência valorosa soube caminhar, sem medo de amar ou morrer.
E quando por fim à hora chegar, que seja ela rápida como o segundo em que os olhos se fecham e como em eternidade se vive, nas lembranças que nesse piscar sem volta revemos toda a glória da história, que pudemos ao lado daqueles que amamos de forma bela escrever.
E quando por fim à hora chegar, que possa ser ao toque da trombeta inaudível, e pela sutileza do canto da Valquíria, que em sua montaria alada apontará o caminho para Valhalla, onde o descanso se faz merecido, a aquele que soube lutar e ser digno, nessa dura batalha que é viver.
E quando por fim à hora chegar, haverá de ser na mansidão dos sentimentos, naquele instante de último sopro, que traz a calma ao coração e ao todo, onde sem os grilhões do peso do corpo, a essência leve e liberta viaja de volta pra casa, para finalmente à verdadeira morada... a alma imortal devolver.
Claudio Broliani
Você fica em casa quase todo fim de semana. Não deveria estar se divertindo? Se apaixonar, talvez.
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