Fim
O fim do meu quase (S.S)
O luto é uma coisa intrigante: ao mesmo tempo que a gente sente e sofre, com o passar dos dias ele também descama os nossos olhos, permitindo que a dor se dilua em lembranças.
Você já teve que sepultar alguém vivo? É uma dor que se prolonga, latejando no peito, pulsando em compasso fúnebre.
Você quer esquecer, mas a pessoa está a poucos segundos de uma ligação, a um botão de "enviar" no WhatsApp, e às vezes, a poucos metros de distância... E você tem que lutar contra a vontade de falar, o desejo de correr para os braços, o desespero de querer estar perto... É como se o tempo se arrastasse em câmera lenta, enquanto a saudade tece uma teia invisível ao seu redor.
Eu ainda guardava a caixa do "nosso 1º mês". A lembrança triste daquele jantar à luz de velas, flores e balões da minha explosão de amor por ter encontrado a minha versão idealizada de felicidade, que nunca se concretizou. Um castelo de areia que desmoronou com a primeira onda da realidade.
Agora estou aqui, diante das poucas lembranças que me restam, pondo fim a tudo o que não vivemos, um futuro que se esvaiu, como areia entre os dedos.
Eu fui apenas uma frase na tua vida, e ainda assim enchi meus pensamentos com imensas bibliotecas sobre você, sobre nós: as viagens que não fizemos, os roteiros rabiscados em mapas que agora amargam poeira. Idealizei nossas sextas-feiras cozinhando juntos, o aroma do molho de tomate caseiro impregnando a cozinha, as risadas soltas enquanto debatíamos sobre a vida. O gosto do vinho em noites frias, em dias quentes, o vinho de dia qualquer... as conversas na varanda de casa, nossas cadeiras na areia da praia vendo o sol se despedir no horizonte, as discussões acaloradas sobre nossas diferenças, que seriam pequenas desde que estivéssemos juntos. Os domingos preguiçosos, o café da manhã na cama, o cheiro de café fresco invadindo a casa... as visitas na casa da sogra, o bolo quentinho, o sorriso acolhedor... o almoço em família com aquele barulho de felicidade ensurdecedor, os cafés com amigos, as gargalhadas... A felicidade comum, aquela que se encontra nas pequenas coisas, na rotina extraordinária do dia a dia...
Agora tudo se resume a cinzas, literalmente. Difícil fazer morrer o que ainda está vivo, pulsante e palpável... é como arrancar um órgão do corpo sem anestesia.
O que fazer com tantos planos? O que fazer com tantas promessas? O que fazer com a nossa música, que tocava especialmente pra nós sem que precisássemos pedir, que embalava nossos sonhos e agora soa como um réquiem...
Uma vez o poeta perguntou se "se morre de amor"? Eu não conheço ninguém que tenha morrido de amor. Eu queria viver de amor. Ironicamente não morri de amor, mas estou tendo que matá-lo. E isso dói. Dói fisicamente. Aperta o peito, a alma chora, a sensação de morte é terrível. A dor nos mostra o quanto amamos. É a prova de que o amor existiu, mesmo que breve e incompleto.
O nosso "quase" ainda vai me assombrar por um tempo... Como um fantasma que habita os cantos da casa, sussurrando lembranças e reacendendo a chama da saudade.
Eu ainda acordo com coisas pra te contar. Como agora. Hoje eu decidi pôr fim a ideia que eu tinha de você. Queimei tudo o que me lembrava você, e com o coração ainda sangrando de tanto amor, joguei as cinzas no mar... e com os olhos cheios de lágrimas eu te disse adeus...
Mas ainda dói. E eu sei que ainda vai doer por um tempo, até que um dia o som de ouvir o teu nome me faça sentir nada... Apenas uma brisa suave, um murmúrio distante, uma lembrança adormecida.
Lília Raquel Farias Nunes
16/02/2025
A morte física não é o fim. A vida humana é muita valiosa para ter fim. se nascemos, se começamos a existir, é para existir pra sempre. Para que algo começa a existir para não virar nada, pra mim isso não faz sentido nenhum, se não fosse para algum momento não existir nem tínhamos nascidos!!!!
Criar Memórias
No fim, o que levamos, enfim,
São memórias que vivem em mim.
Trabalho, esperança, um sonho a buscar,
Mas é o instante que vem nos marcar.
A vida não espera, o tempo se vai,
Se adiamos, ele não volta mais.
Então celebremos, sem hesitar,
Cada momento, sem esperar.
Pois quando a estrada chegar ao fim,
O que restará dentro de mim?
Não são conquistas, nem ouro, nem glória,
Mas sim as memórias que contam a história.
AetA
O que é a morte física além de ser uma passagem para a vida? É o fim para e o começo, onde tudo é amor, paz, fraternidade. Sendo esses alicerces da vida espiritual que não finda.
Não presto atenção no
fim do mundo.
o mundo acabou para mim
muitas vezes
e recomeçou pela manhã.
Eu não tô bem... Não tô dormindo nem comendo direito. Não consigo colocar em prática nada do que dizem que faz bem. Ando desorganizada e vivendo no modo automático. Tô destruída. Fracassada. Admitir isso é terrível, mas fazer algo para mudar se tornou uma missão impossível. Hoje me deu um sono tão profundo, uma vontade de dormir agora e acordar em outro mundo, onde não exista lembranças e arrependimentos. Onde não exista dor. Quanto tempo vai demorar para parar de doer? Penso o quão maravilhoso seria perder a memória, começar do zero, esquecer as dores, mágoas, decepções e tristezas. Tem dias que viver dói! Há coisas que se tatuam sem tinta. Será que esse vazio que estou sentindo é falta de mim mesma? Olho para o meu reflexo no espelho e não me reconheço pois os traços da juventude se foram e não sei exatamente quando meu olhar ficou frio e apagado, ao sorrir ,com muita dificuldade, não me importei com os dentes meio amarelados e tão pouco com as linhas fortes de expressão que se acumulam ao redor da boca mais sim com o esforço feito para sorrir, quando foi que sorrir ficou tão difícil? Depois de alguns minutos parada encarando esse reflexo totalmente estranho tive a certeza de uma coisa: - posso não saber quem sou agora, mas eu sei quem não sou mais.! Eu sinto que estou parada esperando por algo que não vai acontecer. Estou entre o fim e o recomeço mais uma vez.
Olhos cansados, alma desgastada. Acordo e tudo o que quero é voltar para o sono que nunca tive. A vida se tornou um ciclo sem fim de exaustão.
Ela sorria demais
Até que mandaram ela parar
Ela amava desenhar
Até que ela não tinha mais inspiração
Ela gostava de ler
Até que ela fechou o livro
Ela amava '' sentir o amor''
Até que ela ficou sem uma válvula do seu coração...
Ela ainda escreve
Só que como vou dizer pra ela, que o lápis
Já está no fim também?
' AMOR SEM FIM '
Você é meu raio de sol,
meu céu estrelado,
em noite de lual.
És meu castiçal de ouro
em ceia de Natal !
Você é meu beijo
Com gosto de queijo,
Gosto de quero mais !
És amor amor profundo
Que encontrei nesse mundo,
Embora seja longa distância
Imagino longe; de seu perfume a
frangancia !
És minhas ondas tranquilas do mar
És aquele a quem escolhi
*AMAR*
És meu sonho de quimera !
És meu jardim que floresce,
um amor que cresce,
não somente em primavera
mas de janeiro a janeiro,
Tú Colores minha vida
O ano inteiro .
Tú és tudo para mim ;
a esperança de um grande amor sem fim !
Maria Francisca Leite
Quem é mãe sabe que o fim de uma etapa significa sempre o começo de outra nova etapa.
Todos os dias a vida nos dá um motivo pra ser feliz, mas na sexta-feira, nos dá um motivo a mais porque o fim de semana chegou e com ele o descanso, a diversão, as guloseimas, a companhia da família e dos amigos e o prazer de se libertar da tirania do relógio e sentir-se livre.
Pouco lamento esse afastamento entre nós, mas entendo os motivos de tal abismo
Nessa relação fizemos muitas promessas, porém, poucas foram cumpridas
E assim, não percebemos quanto de espaço deixamos para as mágoas que se formaram
Nos perdemos pelo caminho e nossas mãos, antes entrelaçadas, se soltaram sem que nos déssemos conta
- Onde ficou nossa atenção?
- Em que momento o fim dos sentimentos nos acometeu?
Lembro que você começou a planejar viagens, enquanto eu só aprofundava minhas raízes...
- Como não percebemos?
Acho que a gente se acomodou e não enxergamos os sentimentos se apagando, como se fosse algo escrito na areia de uma praia...
A maré subiu, as ondas levaram, e estávamos tão distraídos que nem notamos a diferença.
Começamos a agir de forma mecânica e não havia mais paciência para lidar com as discussões.... a gente nem tentou lidar, buscar bom senso
Afogamos nosso sentimento, acabamos aquela amizade antiga e perdemos a cumplicidade que todos admiravam
Inclusive, até a admiração que sempre nutrimos pareceu se transformar em raiva.
Eu não desejo seu mal, mas quero distância de você e sei que hoje essa é a única recíproca verdadeira que ainda nos resta.
Era Realmente Amor?
"06:50, terça-feira, 14 de maio. Acordo-me perguntando por que não fui suficiente para você, como todos os meus esforços foram levados a nada. E me pergunto por que o seu amor teve um fim. Não consigo entender a pessoa de dois anos atrás que me amava, demonstrava exageradamente olhando nos meus olhos com aquele olhar profundo e com uma cara limpa e mentirosa me falando "eu te amo". Não dá para entender como e quando o amor dessa frase foi embora. Por que me acordo a cada dia pior? Eu não tenho nem palavras para o que se passa na sua cabeça quando eu te falava alguma coisa. Fico numa dúvida entre amor-próprio se defendendo de algo ou se é a falta de empatia pelo próximo. Sempre no começo ou fim da noite me recordo de você, de quem você era, de como era o tratamento que tínhamos, e repenso muito sobre seu amor por mim e onde ele foi parar, como de tempos a importância foi deixando de lado, a necessidade de se sentir amado foi esquecida, a presença foi acabando e nem saudades eu consigo ver que você sente ainda. É muito complexo de entender como meu abrigo foi se deixando e se desmoronando aos poucos, até o sofrimento pela perda passou a nem existir, e me vem a dúvida: para alguém que amava muito, como pode não sofrer nem um pouco e só deixar levar como se fosse nada? Mas te vejo bem e sinto que o certo é isso. A real é que ninguém pode forçar ninguém a nada, e se for realmente amor, ele seria bem cuidado, independente do tipo de pessoa."
"É hora de sair fora quando você percebe que está vivendo como se fosse sozinho. Quando a pessoa passa a não somar mais em nada na sua vida. Não estou falando de interesse em coisas materiais. Mas, sim, em coisas simples do dia a dia, coisas que o dinheiro não pode comprar."
Meu jardim
Início
Uma única flor
Inibida
Veio a brisa
De tanto querer
Lindamente desabrochou
Meio
Aquecida
Sol e vida
Sorriu
De tanto amor
Mudou de cor
Fim
O tempo passou
Veio a chuva
Chorou
De tanto sentir
Chegou ao fim
Há outros jardins…
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