Ferro
Se o teu coração há tempos
entrou no modo concreto,
sou como Pau ferro - não temo,
Na muralha escrevo poesia,
e por nenhum segundo tremo.
Sei o que o meu amor é capaz
de fazer inteiro por dentro,
no momento que beijo os olhos,
E ensino a olhar para o céu
neste tempo que furta sonhos.
Se não está preparado para ouvir,
e tampouco para sentir - irei seduzir,
e colocarei no ponto para sentir,
onde os meridianos estão a nos unir.
Ainda que você esteja desatento,
estarei entrando nos teus poros
com o meu manso e ribeiro cortejo,
e se renderá com fina gala e festejo.
"Casa de ferreiro... Espeto de ferro ou de aço, ora bolas. Se o espeto for de madeira, a carne cai. Não há milagre nisso!"
Frase Minha 0058, Criada no Ano 2006
USE, MAS DÊ BOM EXEMPLO.
CITE A FONTE E O AUTOR:
thudocomh.blogspot.com
A viúva não tinha filhos. Sua fidelidade parecia moldada em ferro. Sem o marido há dez anos, trazia a bíblia gasta como única herança. O dízimo era sua prioridade absoluta. Apertava o orçamento da pensão mínima. Pulava refeições cotidianas. Mesmo assim, a igrejinha do bairro recebia suas notas amassadas pontualmente. Todo início de mês era igual.
Até que o corpo cansou. Uma pneumonia severa a acamou. Roubou-lhe as forças e a voz. Sem conseguir andar, a idosa olhou ao redor. Só encontrou o deserto absoluto. Nenhuma mulher do círculo de oração bateu à porta.
O único que estendeu a mão foi o vizinho ao lado. O jovem usava roupas coloridas. Tinha trejeitos que o líder usava como exemplo de erro no altar. Era alvo de sussurros maldosos na calçada do templo.
Nas primeiras semanas de cama, a senhora preocupou-se com a obrigação religiosa. Apontou com o dedo trêmulo para a caixinha de madeira. Ali guardava o dinheiro suado. Sem julgar, o rapaz pegou o envelope. Sabia da escassez da idosa. Tirou do próprio bolso o triplo daquele valor. Colocou tudo dentro do papel.
Ele foi até a igreja. Suportou os olhares de nojo da liderança no fundo do salão. Entregou a contribuição dela e saiu. Fez isso três vezes seguidas.
No quarto mês, o estado de saúde agravou-se. A mulher já não falava. Comunicava-se apenas pelo brilho marejado dos olhos. O rapaz percebeu a realidade. Notou que o sagrado não morava no gazofilácio daquele templo. Parou de enviar as notas.
Usou cada centavo para comprar os remédios caros. Comprou fraldas geriátricas e sopas batidas. O jovem limpava o suor da testa da senhora. Trocava seus lençóis com paciência. Segurava sua mão nas noites de febre alta.
Enquanto isso, o banco dela na igreja permanecia vazio. O silêncio da liderança era ensurdecedor. Nenhum clamor aconteceu. Nenhuma visita foi feita. Nenhum telefonema ocorreu. A ausência do envelope cancelara a existência daquela ovelha.
Meses depois, a viúva estava em lenta recuperação. O rapaz cruzou com o líder em uma avenida movimentada. O homem caminhava em seu terno bem cortado. Carregava uma pasta de couro luxuosa. Ao avistar o jovem, o religioso tentou desviar o caminho. O rapaz postou-se à sua frente.
O homem engoliu em seco. Tentou manter a pose formal. Disparou o jargão conhecido:
— A paz, rapaz. Como vai a nossa irmã? Estamos orando por ela. Ela sumiu. Até a tesouraria sentiu a falta dela.
O jovem não gritou. O tom de voz foi baixo e cortante. Parou o tempo ao redor:
— O senhor sentiu falta da contribuição. Nunca da mulher que a entregava. Há meses ela perdeu a voz. Há meses o prato dela é garantido por quem o senhor condena no altar. Enquanto o senhor preparava sermões sobre o amor, eu limpava a urina dela.
Ele respirou fundo e continuou:
— Enquanto suas ovelhas puras se afastavam com medo da doença, o rejeitado aqui alimentou a viúva que sua teologia descartou. O dízimo dela não foi cortado. Ele só mudou de endereço. Deus cansou de financiar o seu teto de gesso. Ele desceu para comprar remédios. Passe bem.
O homem permaneceu estático na calçada. Ficou com a boca semiaberta. Foi engolido pelo peso da própria insignificância. O rapaz deu as costas. Voltou para a casa simples. Ali o verdadeiro culto acontecia. No silêncio de um quarto que cheirava a desinfetante e amor puro.
Lula; não se esqueça dos seus fieis companheiros, metalúrgico da tão conhecida marca, ferro em brasa. Valentes que participaram com vivas e vaias, da maior greve do século vinte, a de mil novecentos e oitenta. Quando sua pessoa foi para os que lhes confiaram como, o mais feroz vaqueiro daquele rebanho éramos tal qual uma boiada humana, onde nós tangedores ou melhor porque não dizer até dominadores de certos novilhos metidos a furões. Novilhos que preparamos para participação da grande festa de oito anos. Lá na Republica Federativa desse nosso querido. Brasil.
Francisco Moreira de Freitas – François.
O coração não é feito de ferro, por isso pense bem antes de sair enfrentando tudo por ai achando que não irá machucá-lo.
Você deve ter muito cuidado para não pedir as coisas negativas, as que não quer. Guarde seu ferro de marcar mental para as coisas que deseja.
Sempre vão derramar seu sangue quando você abrir uma exceção, as coisa devem ser construídas a ferro e fogo para que durem, nunca pelo amor ou compaixão.
Desculpe-me dizer-lhes irmãos;
_Mas não existe imagem de barro,
de gesso; de ferro ou de latão.
Não existe crucifixo de plástico,
de metal, de cristal ou pedra sabão,
que substitua o único e verdadeiro intercessor,
Jesus Cristo; filho de nosso Senhor!
"Quem anda no trilho é trem de ferro, sou água que corre entre pedras, passo por cima dos obstáculos ou simplesmente o contorno.
Não espero seguir um caminho, eu o crio!!"
Ferro
Primeiro o ferro marca
a violência nas costas
Depois o ferro alisa
a vergonha nos cabelos
Na verdade o que se precisa
é jogar o ferro fora
e quebrar todos os elos
dessa corrente
de desesperos.
Amaça uma folha de papel e logo em seguida passa a mão ou o ferro em cima da folha e vê se ela vai ser a mesma. Quebra um copo de vidro e tente colar pedaço por pedaço pra ver se ele vai ser como era antes. Não vai, nunca mais. Sabe por quê? Porque tem coisas que são insubstituíveis. Porque tem coisas que são inesquecíveis. Porque tem coisas que deixam marcas profundas. Porque onde não tem amor, onde não tem arrependimento, onde não tem perdão não tem como modificar nada. E é a mesma coisa com a confiança, com o acreditar, com a fidelidade. Uma vez quebrado esse elo de confiança, de fidelidade por qualquer motivo que seja nunca mais vai ser como era antes. A sua confiança, a minha confiança é assim, igual um pedaço de papel, igual um copo de vidro qualquer. Uma vez amaçado, uma vez quebrado nunca mais voltam a ser os mesmos. E o ser humano é assim, bicho estranho. Você leva anos para construir algo, para construir uma confiança e no meio disso tudo vem os erros, as falhas e te levam a confiança em dois tempos, é algo inexplicável.
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