Ferro
Cuidado com as Indiretas, elas viciam mais que crack, ferem mais que ferro quente e te deixam incapaz de ter a hombridade de falar olho no olho
Eu andava, tropecei, ao olhar pra cima bati a cabeça no ferro... Ora, seria eu alguém tão atrapalhado? Quando estou só, imagino muitas coisas, mente fértil, pronta para analisar os detalhes... Tão gentil com as pessoas, mas, esperando o retorno da gentiliza que quase nunca vem, mas logo, penso, fiz minha parte...
Sempre penso em silêncio, esteja onde estiver, que é melhor a honestidade do que a vigarice, pois posso dormir tranquilo, com a consciência em paz. Ora, ser bom, pelo menos aqui no Brasil, é sinônimo de ser besta, ingênuo, já que há em nosso país uma cultura da esperteza... Sigo em frente, sempre a pensar na vida, na ajuda, no amor fraterno, o qual não é teoria, e, sim, prática... Não diga que ama a Deus, se por outro lado, odeia o próximo...
Pois bem, ao sorrir olhe o horizonte vasto que há, ele exprime a noção de sentido e objetivo que deve seguir, sempre! Seja original, seja você...
"Como o ferro afia o ferro, assim o homem afia o rosto do seu amigo." (Provérbios 27:17)
Essa passagem diz exatamente isso: ninguém se aperfeiçoa sozinho. É no encontro com o outro, na troca, no atrito construtivo da convivência, que nos tornamos melhores.
Cada reunião, cada palavra ouvida com atenção, é uma pedra a mais no Templo que construímos juntos.
A gratidão por aprender com os Irmãos é, no fundo, o reconhecimento de que a sabedoria não mora em um só homem.
Ela circula entre aqueles que têm humildade para ouvir.
O Hóspede das sombras
Desperta em mim um timbre industrial,
Gosto de ferro, nota aguda e fria,
Uma versão de traço não causal
Que ignora o sol e a própria luz do dia.
Tem o olhar cruzado, o norte em desatino,
Sabores amargos que a alma não traduz,
Habita o fosso, o avesso do destino,
E foge sempre que o afeto faz seu fluxo de luz.
À margem de tudo o que tento cultivar,
Ele se nutre do que eu quis esconder.
Sorri com o mal, sem medo de errar,
Pois não tem outro centro além do próprio ser.
Não guarda o peso da dor alheia no peito,
Não carrega a afeição, o laço ou o dever.
É gelo puro, instinto, um vácuo perfeito,
Um espelho cego que só quer se ver.
Eu sei, com clareza, que esse não sou eu,
Mas no cansaço de ser quem o mundo quer,
Invejo esse monstro que o abismo deu:
O lado de dentro que faz o que bem entender.
O ferro não lamenta o fogo; ele o utiliza para se tornar aço. Não busque uma vida sem pressões, mas uma alma tão temperada que a pressão se torne o cinzel que esculpe a sua própria majestade.
"Quando tudo se fecha"
Quando tudo se fecha e o céu parece de ferro,
quando o grito não ecoa e o coração se aperta sincero,
há um Deus que te observa, mesmo quando não se vê,
e trabalha em silêncio, só pra fortalecer tua fé.
As portas que o homem tranca, Ele abre com o olhar,
o chão que hoje é deserto, amanhã pode brotar.
Nada é tarde pra quem crê, nada é longe pra quem ora,
Deus escreve histórias belas, mesmo em meio à demora.
O tempo que parece perda é preparo em disfarce,
Deus te esconde no silêncio pra que a dor não te ultrapasse.
Ele limpa o teu caminho, arranca o que é mundano,
pra que o novo que virá te encontre pronto e humano.
Não é castigo, é cuidado — é amor em formação,
é o céu te lapidando pra cumprir tua missão.
E quando tudo for escuro e nada mais fizer sentido,
lembra: o ouro só brilha depois de ter sido ferido.
O vento que hoje te curva vai te ensinar a firmar,
o peso que te derruba vai te ensinar a orar.
E quando a alma cansada quiser tudo abandonar,
ouve Deus sussurrando: “Filho, Eu vim te levantar.”
A esperança não morre, ela apenas adormece,
mas ao toque do Altíssimo, logo ela floresce.
E mesmo que o mundo diga que o teu sonho acabou,
Deus sussurra em teu íntimo: “O melhor ainda não começou.”
Então segue, mesmo com o coração cansado,
porque a tua história ainda não chegou no ponto esperado.
O céu não se esqueceu do som da tua voz,
e há milagres sendo escritos — exatamente pra nós.
"A riqueza da Cidade Santa é governada por um Rei que não usa cetro de ferro, mas o cajado do Pastor e a mansidão do Cordeiro."
Ela não veste ferro apenas por destino,
Mas para ser o abrigo no caminho peregrino.
Cada elo de sua armadura guarda um nome,
Um amor que a cansaço ou medo jamais consome.
------ Eliana Angel Wolf
Feliz dia das Mães
O Escudo Invisível
Não há armadura de ferro ou aço frio,
Que compare ao manto que ela teceu.
Guerreira que venceu o próprio vazio,
Para que o nosso brilho nunca se perdeu.
Suas mãos, que embalaram o nosso destino,
São as mesmas que seguraram o mundo no lugar.
Cada cicatriz, um ato de amor divino,
Uma história escrita para nos ensinar a voar.
Mãe não luta com espada ou com guerra,
Ela luta com a alma, com o verbo, com a fé.
Deixa marcas profundas na pele da terra,
O rastro mais firme que a gente já pôde ver de pé.
Hoje, honramos essa força contida,
A guerreira que descansa, mas nunca desiste.
Você é a página mais linda da nossa vida,
A prova viva de que o amor eterno existe.
--------------------------- Eliana Angel Wolf
A liberdade não pede Permissão
Houve um tempo de ferro e de frio,
Correntes que apertavam o pulsar do meu braço,
Marcas de um ontem, um longo fio,
Que tentavam prender meu próprio passo.
Mas a coragem, que no peito floresce,
Não aceita a sombra de um fim que não é meu.
Num rompante de alma, a vontade cresce,
E o metal, enfim, a minha força venceu.
O estalo foi alto, o grilhão se partiu,
Caiu no chão o que me impedia de ser.
Não fugi da luta; o medo não me viu,
Cresci guerreira, aprendendo a renascer.
Em cada porta que abri com minhas mãos,
Em cada cicatriz que se tornou estandarte,
Vi que a liberdade não pede permissão,
É uma conquista que nasce da minha própria arte.
Agora, o braço é livre, o punho é estrada,
A voz é o eco do que jamais se calou.
Nenhuma corrente segura quem, na alma curada,
Decidiu que a sua própria história começou.
----------- Eliana Angel Wolf
Quando acordei, com amarras de ferro virei refém. Preso num loop infinito de caos e tormento, naquele lugar dantes com aparencia pacífica, mas que se converteu num mar de incertezas.
Suas ondas violentas me lançavam brutalmente para longe, enquanto eu desesperado tentava me agarrar ao meu barco de papel.
Busquei acalmar tais ondas, tentando mudar sua essência e torná-las calmas e habitáveis, porém a medida que lutava contra a maré, mais ela revidava, me causando danos ainda mais irreparáveis. Cansado, com dor, desesperado, ferido e desanimado... Fui bruscamente lançado fora daquele universo nocivo. Um universo que atraía cansados marinheiros com suas belas canções e naufragava seus navios...
Como o ferro que se molda no fogo, a fé em São Bento me faz escudo inabalável, no qual o mal que tenta entrar descobre que a alma já tem dono e proteção.
Reno Fioraso
"Quando uma mente culta decide agir com uma vontade de ferro, o mundo só tem uma opção: abrir passagem."
O berro.
O ferro.
As bombas que incomodam o repouso.
Escuto. Eu ouço.
A perda da paz,
faminta, voraz...
Será que foi reflexo
do meu grito sem nexo?
A maior prisão do ser humano não são correntes de ferro, mas as correntes invisíveis da ignorância, do medo e do ego. A maioria vive condicionada a defender apenas os próprios interesses, acreditando que acumular, competir e controlar é o caminho para a realização. Poucos realmente se preocupam em estender a mão sem esperar algo em troca.
Vivemos cercados por pessoas que repetem padrões, alimentam conveniências e permanecem presas aos mesmos ciclos. Quando surge a oportunidade de romper com o conhecido, muitos preferem voltar à própria caverna, onde as ilusões parecem mais confortáveis do que a responsabilidade de despertar.
A luz simboliza o conhecimento que rompe a escuridão da ignorância. Essa perspectiva entende que a libertação começa quando o indivíduo questiona as estruturas que o aprisionam, abandona a submissão ao pensamento automático e assume a responsabilidade pela própria consciência. Não se trata de esperar um salvador, mas de tornar-se autor da própria transformação.
Quebrar os círculos viciosos exige coragem. Exige abandonar relações baseadas apenas em interesse, romper crenças limitantes, deixar para trás o medo da mudança e recusar a repetição inconsciente dos mesmos erros. A verdadeira liberdade nasce quando ninguém mais controla sua mente, suas escolhas ou seu propósito.
Encontrar pessoas que caminhem ao seu lado por lealdade, verdade e compromisso é raro. Por isso, antes de buscar apoio no mundo, fortaleça a própria consciência. Quem desperta deixa de ser conduzido pelas correntes da massa e passa a trilhar um caminho próprio, guiado pelo discernimento, pela responsabilidade e pela busca contínua do conhecimento.
A libertação não acontece quando o mundo muda. Ela acontece quando você rompe as amarras que o mantinham preso ao mesmo ciclo e escolhe, conscientemente, viver além das ilusões.
Pergunto-me se minha direção que trilho é certa, por fora de ferro, por dentro de vidro;
Reconheço meus tropeços de erros ou até mesmo acertos para eu guardar os sentidos já dormente;
Sei que devo resistir e nunca desistir para colher minhas vitórias, tenho ainda amor em meu coração, retroceder jamais;
Tudo passará e cicatrizará para que possamos nos levantar para reconstruirmos nosso castelo com o nossos sentimentos;
O tempo veste o ferro de lembrança,
Mas não enferruja a esperança.
Teu nome mora em cada estação,
Como um segredo do meu coração.
Se a saudade tem voz, ela canta baixinho,
Faz da noite um longo caminho.
E mesmo sem tua mão na minha,
Meu peito ainda encontra poesia.
O Mapa da Distância
Entre a tua pele e o meu abraço,
cresceu um deserto de ferro e neblina.
Fausia, traçaste um novo compasso,
onde o teu passo a minha alma empurra e declina.
Desenhaste, com gipsita e silêncio,
fronteiras de gelo no meio do nada.
E eu, marinheiro de um porto suspenso,
vejo a âncora presa na tua calada.
A distância não é só o tempo ou a estrada,
é a tinta invisível que mancha o teu ver;
é a rota que pões na tua jornada,
fazendo do perto um jeito de esquecer.
Construíste muralhas de vento e de tédio,
um fuso horário onde eu nunca existo.
E a cada partida, o único remédio
é olhar para o mapa e ver tudo instinto.
Se o norte do amor era a nossa chama,
agora o teu mapa só aponta o revés.
E a distância que crias, cruel e infama,
deixa o meu mundo sem chão sob os pés.
Sexta treze
Sálvia e coentro
orégano e manjericão
inox, titânio e ferro
mistura de panelas no fogão
sou bruxa fazendo poção...
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