Ferro
O ofício do sofrimento
Há quem trabalhe com ferro,
há quem negocie o trigo do dia —
eu assino recibos invisíveis
de uma dor que não tem firma aberta.
Bato ponto no escuro.
Pontual, o peito comparece
antes mesmo de mim.
Ele conhece o caminho.
Minha mesa é feita de memórias,
minha ferramenta, o silêncio.
Com ela aparo excessos de esperança,
lixo fino que insiste em brotar.
Aprendi técnicas:
respirar enquanto pesa,
sorrir enquanto rasga,
responder “tudo bem” com letra legível.
O sofrimento exige método.
Não aceita amadores —
cobra constância,
cobra presença integral.
Nos intervalos, tento descanso,
mas ele confere meus passos
como chefe antigo
que mora dentro da casa.
À noite arquivo o dia
em gavetas que nunca fecham.
O eco continua trabalhando
depois que o corpo desliga.
E ainda assim,
no rodapé de cada jornada,
há uma cláusula pequena:
quem suporta o peso
aprende secretamente
a reconhecer o leve.
O Hóspede das sombras
Desperta em mim um timbre industrial,
Gosto de ferro, nota aguda e fria,
Uma versão de traço não causal
Que ignora o sol e a própria luz do dia.
Tem o olhar cruzado, o norte em desatino,
Sabores amargos que a alma não traduz,
Habita o fosso, o avesso do destino,
E foge sempre que o afeto faz seu fluxo de luz.
À margem de tudo o que tento cultivar,
Ele se nutre do que eu quis esconder.
Sorri com o mal, sem medo de errar,
Pois não tem outro centro além do próprio ser.
Não guarda o peso da dor alheia no peito,
Não carrega a afeição, o laço ou o dever.
É gelo puro, instinto, um vácuo perfeito,
Um espelho cego que só quer se ver.
Eu sei, com clareza, que esse não sou eu,
Mas no cansaço de ser quem o mundo quer,
Invejo esse monstro que o abismo deu:
O lado de dentro que faz o que bem entender.
Um autômato se faz a partir do ferro, zinco, alumínio, chumbo, aço, titânio, diamante, rubi, topázio e esmeralda. A peso que ae vai subindo melhora.
Não tente adestrar uma fera com um ferro quente, nem tão pouco tente apaziguar a ira de uma mulher com gritos. Assim, a fera e a mulher se unirão contra você.
Carrego dentro de mim batalhas que ninguém viu, mas cada uma delas moldou meu peito como ferro aquecido, não pedi para ser forte, fui obrigado pela vida, e mesmo assim aprendi a amar no intervalo das dores, sou testemunha da minha própria ressurreição diária.
Seu passado não é uma bola de ferro. É a biblioteca de cabeceira que te ensina as melhores estratégias. Use a sabedoria antiga para moldar o capítulo inédito de amanhã.
Meu corpo guarda mapas que o coração não entende. Há estradas marcadas a ferro por decisões alheias. Caminho por elas com cuidado para não me perder. Algumas curvas trouxeram paisagens inesperadas. E agradeço por cada uma, por mais áspera que seja.
Rendas finas, mão de ferro,
no castelo ela é a lei.
entre o brilho e o desterro,
domina a fera que eu sei.
Vanessa, doce e soberana,
onde a calma e o fogo se dão.
princesa que a todos engana:
é ela quem manda no dragão .
"Me julga enquanto mantém os seus segredos na encolha, carma de quem com ferro fere, deixa cicatriz que não fecha"
Nós nos atraímos como ferro e ímã,
mesmo quando fingimos distância,
há uma força invisível que nos denuncia.
É o silêncio encurtando caminhos,
é o acaso nos empurrando um para o outro como se o destino tivesse mãos.
Teu olhar me encontra como bússola enlouquecida, apontando sempre para o teu norte.
Resisto, mas meu corpo trai a lógica,
pois alguns encontros não pedem permissão:
eles acontecem,
como a maré obedecendo à lua.
E quando finalmente nos tocamos,
não é escolha
— é natureza.
Somos matéria rendida à própria essência, dois pedaços do mundo que se reconhecem
e se colam porque nasceram para isso.
Se o mundo está a ferro e fogo,
eu não tenho culpa disso.
Pela minha paz eu rogo,
esse é o meu compromisso.
Na poesia eu me afogo
e distante fico do rebuliço.
✍©️@MiriamDaCosta
Se o teu coração há tempos
entrou no modo concreto,
sou como Pau ferro - não temo,
Na muralha escrevo poesia,
e por nenhum segundo tremo.
Sei o que o meu amor é capaz
de fazer inteiro por dentro,
no momento que beijo os olhos,
E ensino a olhar para o céu
neste tempo que furta sonhos.
Se não está preparado para ouvir,
e tampouco para sentir - irei seduzir,
e colocarei no ponto para sentir,
onde os meridianos estão a nos unir.
Ainda que você esteja desatento,
estarei entrando nos teus poros
com o meu manso e ribeiro cortejo,
e se renderá com fina gala e festejo.
"Casa de ferreiro... Espeto de ferro ou de aço, ora bolas. Se o espeto for de madeira, a carne cai. Não há milagre nisso!"
Frase Minha 0058, Criada no Ano 2006
USE, MAS DÊ BOM EXEMPLO.
CITE A FONTE E O AUTOR:
thudocomh.blogspot.com
0058 "Casa de ferreiro... Espeto de ferro ou de aço, ora bolas. Se o espeto for de madeira, a carne cai. Mesmo que possa parecer, não há milagre nem sabedoria nisso!"
Lula; não se esqueça dos seus fieis companheiros, metalúrgico da tão conhecida marca, ferro em brasa. Valentes que participaram com vivas e vaias, da maior greve do século vinte, a de mil novecentos e oitenta. Quando sua pessoa foi para os que lhes confiaram como, o mais feroz vaqueiro daquele rebanho éramos tal qual uma boiada humana, onde nós tangedores ou melhor porque não dizer até dominadores de certos novilhos metidos a furões. Novilhos que preparamos para participação da grande festa de oito anos. Lá na Republica Federativa desse nosso querido. Brasil.
Francisco Moreira de Freitas – François.
O coração não é feito de ferro, por isso pense bem antes de sair enfrentando tudo por ai achando que não irá machucá-lo.
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