Fernando Pessoa Poema Hora Absurda

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Poema de Bob Marley.


É estranho tentar simplificar o amor
Tem tantas definições
Mas eu ainda uso a definição dada por Bob Marley.... Letícia!

Poema Melancólico – Hemorragia da Alma


Eu te amei com uma fidelidade ingênua,
daquelas que a gente oferta sem cautela,
como quem deposita o coração inteiro
numa promessa frágil, de aparência tão bela.


Mas tu eras narcísica inconstância,
um vazio requintado em forma de gente,
um afeto de porcelana: vistoso,
mas que se estilhaça facilmente.


Eu, tolo, fiz vigília sobre teus silêncios,
buscando migalhas onde só havia desdém.
E cada gesto teu — tão miúdo, tão ínfimo —
era um corte discreto, mas profundo também.


Hoje trago no peito essa hemorragia etérea,
sangramento que não se vê, mas consome.
Um padecer sem alarde, clandestino,
que corrói o que resta do meu nome.


E percebo, enfim, com amarga lucidez,
que o amor que te dei, vasto, plúmbeo, inteiro,
não foi capaz de redimir tua secura,
nem de salvar meu próprio travesseiro.


Resta-me agora a cura lenta e austera:
recolher meus cacos com serenidade tardia,
e permitir que o tempo, senhor indulgente,
estanque o que sobra dessa triste hemorragia.

✍🏽 Poema: “Na Ilusão Desse Poema Transformei Lágrimas em Sangue”


Na ilusão desse poema,
Transformei lágrimas em sangue,
Escrevi com a ponta do peito aberto,
Rasguei promessas,
Engoli silêncios,
E deixei que a dor rimasse por mim.


Cada verso é uma ferida que não cicatriza,
Cada estrofe, um gole amargo de solidão,
Mas mesmo assim escrevo,
Porque se eu não sangrar no papel,
Eu transbordo nas ruas.


— Valter Martins / Santo da Favela

⁠Que todos os nossos dias,
sejam feitos de amor.
Tal qual verso de um poema
que encanta o admirador,
que no amanhecer divino
contempla o desabrochar de uma flor.
Que observa ao longe, na mais pura essência o canto de um beija flor.
Assim como o amor.
Que faz o sorriso resplandecer quando a noite as estrelas iluminam os caminhos para que eu possa encontrar você, e no teu abraço sintas meu coração te acolher.
Sejamos o amor, que é força e nos faz despertar do sono para nossos sonhos viver.

O Tempo (à luz da minha vida)


Poema – Por Geórgia Palermo


A vida escorre pelas mãos
enquanto achamos que ainda há tempo.


Quando se vê, os dias viram anos.
Quando se vê, o cotidiano vira memória.
Quando se vê, aquele que caminhava ao nosso lado
passa a morar na saudade.


Eu amei sem pressa,
mas o tempo teve pressa demais.


Foram quase quarenta anos
de fé, amor e cumplicidade.
Uma vida construída no simples,
nos gestos pequenos,
na amizade que sustentava tudo.


Quando se vê,
o marido vira lembrança,
o pai vira exemplo,
o amigo fiel vira ausência presente.


Ele foi abrigo,
provedor,
pai maravilhoso,
amor fácil de amar.


Talvez eu nunca mais encontre
alguém tão inteiro,
tão companheiro,
tão amigo.


E então o tempo me ensinou,
da forma mais dura,
que nada deve ser adiado.
Nem o abraço.
Nem o “eu te amo”.
Nem a presença.


Hoje entendo:
o amor que foi vivido não se perde.
Ele apenas muda de lugar
e passa a viver dentro de nós.


A única falta irreparável
é a do tempo que não volta.
Mas o amor…
esse permanece.


Nota de memória:


Este poema nasce da minha própria história.
Fiquei viúva no dia 31 de dezembro de 2021, após quase seis meses de internação do meu marido, em decorrência de complicações da Covid. Foram quase 40 anos de casamento, construídos com fé, amor, cumplicidade e amizade.


Ele foi um pai maravilhoso, um provedor dedicado e um amigo fiel. Um amor fácil de amar.
Escrevo estas palavras como quem guarda aquilo que o tempo não consegue levar. 🌿🤍

Não há nada mais gostoso do que
um beijo inesperado, um amor declarado,
um poema inesperado, flores ganhadas no
portão, bilhetinhos de carinho, recadinhos
no celular...
Ainda ha quem gosta de romantismos,
palavras doces e juras de amor.

-------------------------Eliana Angel Wolf

"Sou mais ou menos como está naquele poema do Poetinha: 'Adoro Rostinhos Bonitos... As Outras que me desculpem!'"


TextoMeu 1263
👱🧏🙆

Laura Dantas

Quero só mais um minuto antes de ir voar, Laura Dantas,
Eu me encontro sonhando quando você esta comigo
Eu me sinto em paz, então, você tem que ir embora
e eu fico aqui com um sorrisinho de quem foi vencido.

Quando o tempo insiste em brisas e calmarias
Dizem que tudo já foi visto e experimentado
tenho constantes confusões sensoriais, Laura Dantas,
e eu te beijo tentando não esquecer seu cheiro.
Laura Dantas, quando você vai vir me salvar?
eu me ajoelharia mas sinto uma dor no tornozelo
E eu agradeço aos homens e as sua tecnologia,
que me permitem ver que ainda posso ser verde.
E mesmo assim, eu te amo Laura Dantas – pelo menos por esta tarde.
E eu alvejo a mim mesmo com fé e balas de prazeres passageiros

Quando os deuses se escondem de nossas criações
Você percebe que a vida é um passo após o outro e nada te toca mais:
O negocio é insistir com coisas do passado,
e espremer os limões para fazer bebidas doces a tarde.

Mas agora eu percebo que sou ignorante
pois não entendo de canto, nem de melodias , nem de beleza musical
Contudo fui capaz de amar-te uma vez mais Laura Dantas,
Por toda a extensão da tarde
Pois sua imagem de mulher me veio preciosa
Numa chama queimando leve e preguiçosa
Laura Dantas: sonho místico ao entardecer.

Chegamos a mais um final e você tem que ir voar,
E eu sou capaz de te amar uma vez mais
Pelo simples motivo de ter te visto passar
Em um movimento, através de sua voz.

ULYSSES

O mytho é nada que é tudo.
É o mesmo sol que abre os céus.
É um mytho brilhante e mudo —
O corpo morto de Deus,
Vivo e desnudo.

Este, que aqui aportou,
Foi por não ser existindo.
Sem existir nos bastou.
Por não ter vindo foi vindo
E nos criou.

Assim a lenda se escorre
A entrar na realidade,
E a fecundá-la decorre.
Em baixo, a vida, metade
De nada, morre.

(Mensagem)

Inserida por Victor_Gustavo

Uma cumplicidade muda, e tão secreta que, penso, talvez você nunca tenha percebido. Na minha memória - já tão congestionada - e no meu coração - tão cheio de marcas e poços - você ocupa um dos lugares mais bonitos.

Liguei o rádio. Além dos pensamentos, queria outros ruídos no cérebro. Mais profanos, menos confusos.

Amo vocês como quem escreve para uma ficção: sem conseguir dizer nem mostrar isso. O que sobra é o áspero do gesto, a secura da palavra. Por trás disso, há muito amor.

Estou ficando bonito, saudável e corado. Uma gracinha. Agora só me falta mesmo um Grande Amor, assim mesmo com maiúsculas.

Ah, mas tudo bem. Em seguida todo mundo se acostuma. As pessoas esquecem umas das outras com tanta facilidade.

Acho que meu mal sou eu mesmo, esses círculos concêntricos envolvendo o centro do que devo ser. Mas só poderei me aproximar dos outros depois de começar a desvendar a mim mesmo. Antes de estender os braços, preciso saber o que há dentro desses braços, porque não quero dar somente o vazio. Também não quero me buscar nos outros, me amoldar ao que eles pensam, e no fim não saber distinguir o pensar deles do meu.

Porque você não pode voltar atrás no que vê. Você pode se recusar a ver, o tempo que quiser: até o fim de sua maldita vida, você pode recusar, sem necessidade de rever seus mitos ou movimentar-se de seu lugarzinho confortável. Mas a partir do momento em que você vê, mesmo involuntariamente, você está perdido: as coisas não voltarão a ser mais as mesmas e você próprio já não será o mesmo.

Tenho a impressão que a vida, as coisas foram me levando. Levando em frente, levando embora, levando aos trancos, de qualquer jeito. Sem se importarem se eu não queria mais ir. Agora olho em volta e não tenho certeza se gostaria mesmo de estar aqui.

Sou apaixonado por abraços. Não resisto a segurança de abraços fortes e sinceros.

É que de vez em quando dá uma saudade na gente dessas coisas. São todas coisas simples. Meio bobas muito bonitas. (...) Mas tudo bem.

Quando enfim penso que estou me acostumando, que estou te esquecendo, você ressurge de forma inesperada ocupando todos os espaços.