Fernando Pessoa Desanimo

Cerca de 54883 frases e pensamentos: Fernando Pessoa Desanimo

‎Mas Deus sabe a hora certa pra nós e eu confio. E te espero. E te curto todos os dias. E te gosto. Muito.

Como eu queria tomar vergonha nessa minha cara e te mandar embora da minha vida, mas quanto mais eu penso em fazer isso, mais eu te desejo.

Meu coração é um traço seco. Vertical, pós-moderno, coloridíssimo de neon, gravado em fundo preto. Puro artifício, definitivo.

Deixe o tempo te ensinar que os tombos te fortalecem, que os ventos te levam e que a vida te molda da maneira que bem quer. Não tente entender, tente viver. Poucos conseguem.

No meu demente exercício para pisar no real, finjo que não fantasio. E fantasio, fantasio.

Estou resolvendo umas coisas aqui viu, esses negócios de sentimentos demonstrados demais meio que estraga.

Não sinto mais impulsos amorosos. Posso sentir impulsos afetivos, ou eróticos - mas amorosos, sinceramente, há muito tempo. É estranho, e não me parece falso, mas ao contrário: normal. Era assim que deveria ter sido desde sempre. E não se trata de evitar a dor, é que esse tipo de dor é inútil, é burro, é apego à matéria. Sei lá. E não sei se me explico bem."

O tempo passou. No meio da festa, outro dia, eu olhei para o sujeito e percebi que não sentia mais nada em relação a tudo aquilo. Parecia tão importante na época, parecia insuperável, mas acabou, ficou para trás, não deixou rastros. A vida andou, como a vida costuma fazer - desde que a gente não se agarre às memórias com as duas mãos, desde que a gente não fique refém da traição e da culpa.

Mas as coisas são porque têm que ser, não adianta nada a gente querer que sejam de outro jeito.

Seu sorriso derretia satélites e corações gelados.

Eu vivo de muitas saudades. E quem se arrebenta de tanto existir, vive pra esbanjar sorrisos e flashes de eternidade.

(...) todos os relógios estão parados, não sei se é ontem, se hoje ou amanhã, se é sempre, e nunca mais, estou solta aqui, completamente só, não há relógios, não há relógios e o tempo avança liberto, sem fronteiras nem limitações, uma bola de arame farpado, o sentimento vai se adensando em mim, transborda dos olhos, das mãos, sai pela boca em forma de fumaça, sinto meus lábios ressequidos, machucados, o gosto amargo, a bola cresce estendendo tentáculos, no meio dela eu me encolho cada vez mais, presa num círculo que cresce até explodir na vontade contida de gritar bem alto, bem fundo, rouca, exausta, correndo, esmagando as folhas de um outro outono, de um outro tempo, ainda este, o tempo, o outono, a tarde, o mundo, a esfera, a espera em que estou pra sempre presa.
Caio Fernando Abreu, in Inventário do ir-remediável

Compreendo tudo que você diz. São coisas que me digo, também. Mas há uma diferença entre você saber intelectualmente da inutilidade das procuras, da insaciabilidade — vixe, que palavra! — do corpo e conseguir passar isso para o seu comportamento — tomar ato o que é pensamento abstrato. Os caminhos são individuais/intransferíveis.

Eu não procurei, não insisti. Contive tudo dentro de mim até que houvesse um movimento qualquer de aceitação. Quando houve cedi.

Viva sem medos
Sonhe com olhos abertos
Ame sem porquês
Goste de quem gosta de você
Tenha personalidade própria
Tenha opinião
Se expresse
Respire, sinta a brisa leve e a tempestade
Viva o calor e o frio
O dia e a noite
Aprenda com o tempo
observe a natureza
Entenda os animais
Perceba o ciclo da vida
A ordem e a criação do universo
Seja o passado, o presente e o futuro
Acredite no que é preciso acreditar
Lute pelo que é preciso lutar
Sonhe com o que é preciso sonhar
Aprenda o significado da vida
E viva intensamente

...e então eu disse que sim, que estava disposto, que eu teceria. Que eu teço.

Como é triste lembrar do bonito que algo ou alguém foram quando esse bonito começa a se deteriorar irremediavelmente.

Em frente ou enfrente. Você me entende?

Queria acordar, mas não era um sonho.

De repente ele começou a sambar bonito e veio vindo para mim. Me olhava nos olhos quase sorrindo.