Fernando Pessoa Ausencia

Cerca de 60204 frases e pensamentos: Fernando Pessoa Ausencia

O que você mentir eu acredito.

Dessa vez não vou querer tudo de uma vez, porque sempre acabo ficando sem nada no final.

Fico pensando que nunca mais vai se repetir, é só uma vez, a única, e vai me magoar sempre.

Te vejo perdendo-se todos os dias entre essas coisas vivas onde não estou.

Para toda angustiante interrogação, existe uma inesperada exclamação. Para toda vírgula que não te deixa ir adiante, existe um ponto final. Para toda reticência que dói para sempre, existe um novo parágrafo.

Me dói a possibilidade de um não, me dói a possibilidade de um silêncio…

Não sei o que faço, onde fico: tenho muito medo, mas confio em Deus.

Mania de fechar os olhos antes de dormir e te desejar boa noite em pensamento, dorme bem, sonha comigo, te quero muito e bem.

Que seja tudo por completo. Nada de restos ou pedaços.
Por favor não me apareça pela metade.

Não olhava para trás, porque olhar para trás era uma maneira de ficar num pedaço qualquer para partir incompleto.

Perdi um pedaço, tem tempo. E nem morri.

Ter que atravessar os gelos de julho para chegar despedaçado em agosto e, a partir de setembro, tentar reunir os cacos outra vez.

Alguma coisa aconteceu comigo. Alguma coisa tão estranha que ainda não aprendi o jeito de falar claramente sobre ela. Quando souber finalmente o que foi, essa coisa estranha, saberei também esse jeito. Então serei claro, prometo. Para você, para mim mesmo. Como sempre tentei ser. Mas por enquanto, e por favor, tente entender o que tento dizer.

Antes que pudesse me assustar e, depois do susto, hesitar entre ir ou não ir, querer ou não querer — eu já estava lá dentro. E estar dentro daquilo era bom. Não me entenda mal — não aconteceu qualquer intimidade dessas que você certamente imagina. Na verdade, não aconteceu quase nada.

(pequenas epifanias)

Meu coração é um entardecer de verão, numa cidadezinha à beira-mar. A brisa sopra, saiu a primeira estrela. Há moças na janela, rapazes pela praça, tules violetas sobre os montes onde o sol se pôs. A lua cheia brotou do mar. Os apaixonados suspiram. E se apaixonam ainda mais.

Ela era mais do que linda. Era viva. Sarcástica. Tensa. Meio confusa. E rainha.

Recomeçar é doloroso. Faz-se necessário investigar novas verdades, adequar novos valores e conceitos.

Abraçados fortemente, e tão próximos que um podia sentir o cheiro do outro.

Por trás da fragilidade física escondia-se uma extraordinária força.

Não fique aí remando contra a maré, dando murro em ponta de faca. Veja – se não fora pra ser, não vai ser.