Fernando Pessoa Ausencia
Por que foi feito com todo sentimento, o jantar preparado pela pessoa amada é sempre o melhor do mundo! (Mesmo que o arroz tenha empapado, que o frango tenha queimado e que a cozinha quase tenha ido pelos ares!)
Cuida de viver e respirar a pessoa amada como se fosse ela a tua própria vida, para que ela perceba o quanto tu a amas, e para que não te depares com uma pessoa desconhecida no final de tua vida.
Libertar uma pessoa pode levar menos de um minuto. Oprimi-la é trabalho para uma vida. Mais que as mentiras, o silêncio é que é a verdadeira arma letal das relações humanas.
Não tem idade. Não tem tamanho. Não tem peso. Não tem cor. Não tem pessoa certo. Tem o momento certo, o resto é detalhe.
É a pior morte, a do amor. Porque a morte de uma pessoa é o fim estabilizado, é o retorno para o nada, uma definição que ninguém questiona. A morte de um amor, ao contrário, é viva. O rompimento mantém todos respirando: eu, você, a dor, a saudade, a mágoa, o desprezo - tudo segue. E ao mesmo tempo não existe mais o que existia antes.
É curioso: dizemos palavrão desde a manhã até de noite, mas se ouvimos no rádio uma pessoa conhecida e respeitada pontuar suas frases com "essa gente é um pé no saco", ficamos um pouco decepcionados.
(A Insustentável leveza do Ser)
Afinal, a melhor maneira de viajar é sentir.
Sentir tudo de todas as maneiras.
Sentir tudo excessivamente
Não importa quantas moedas você joga na fonte, ou o número de dedos que você cruza, se não é pra ser, não vai ser.
Não consigo mais aceitar relações pela metade. Em outras palavras, raspas e restos não me interessam.
Há uma porção de coisas minhas que você não sabe, e que precisaria saber para compreender todas as vezes que fugi de você e voltei.
Tudo em ti era uma ausência que se demorava:
uma despedida pronta a cumprir-se.
