Ferido
Curar alguém ferido é difícil, eu apenas tento ensinar que mesmo ferido um pássaro ainda consegue ainda voar.
Se o ladrão que for pego arrombando for ferido e morrer, quem o feriu não será culpado de homicídio.
Quando o Amor ser compreendido.
Sera como o Oceano calmo sem ressaca.
Mas quando o Amor é ferido sera um tsunami que jamais sera esquecido.
Coração
Coração ferido é um pedaço de carne triste e ofendido;
Coração partido, envelhece mais rápido, bate descompassado e pulsa sem vontade;
Coração manhoso, grita , chora e pede socorro;
Coração medroso, não suporta a distancia e a saudade, treme com o aumento da carência e da falta de piedade;
Coração bandido, rouba a cena, bate forte, atira pra todo lado e faz vítimas sem deixar rastros;
Coração de pedra, seu interior é gelado, suas batidas são calculadas, não tem dó e nem pena de ninguém;
Coração amoroso, vive feliz, bate com o fôlego de uma criança pela vida toda, ama e é amado, pulsa felicidade e sabe reconhecer um grande amor.
Se não é recíproco.
Alguém tá! Se machucando.
Melhor um coração ferido, mais livre, com tempo a cicatrizar do que um coração preso diariamente a sangrar.
Se praguejar atrairá o mal assim proferido, melhor não odiar o já ferido, bendizendo para tornar feliz e proteger, tornando leve o ar a nossa volta.
A educação em casa e em qualquer lugar pode projetar e treinar um guerreiro ferido ou um guerreiro curado.
Quando se ama alguém,
mas não é correspondido,
a desilusão ataca,
deixa o coração ferido,
e o dissabor logo vela
o plano de amor falecido...
Fui ferido, por um amor.
Fui traído, por quem não me deu valor.
Fui deixado, por alguém que se achava melhor.
Fui umilhado, Por alguém que hoje está na pior.
Hoje sou amado, por alguém que em mim vê a felicidade.
Hoje sou querido, por alguém que supri minhas necessidades.
Hoje sou valorizado, por alguém que reconhece o meu valor.
Hoje sou reconhecido, por alguém que em mim despertou um novo amor.
Mesmo estando ferido, mesmo estando
esgotado, eu nunca deixarei de persistir,
pode até machucar mas eu sei que um
dia eu irei ganhar.
Virei frangalho,passarinho ferido sem encontrar um galho,voei alto,asa machucada era apenas um detalhe.
SOB A SOMBRA DA BELEZA NO AMOR.
Autor: Marcelo Caetano Monteiro.
O amor nasce já ferido.
Não como promessa, mas como necessidade.
Uma carência inscrita na própria estrutura do querer.
Ama-se não por plenitude, mas por falta.
A beleza surge como engano sublime.
Ela se oferece ao olhar como redenção,
quando na verdade é apenas o véu mais refinado da dor.
Toda forma bela carrega em si a sentença do perecimento,
e é justamente por isso que fascina.
O espírito, ao reconhecer o belo, não encontra repouso.
Antes, inquieta-se.
Pois compreende que aquilo que o atrai
jamais poderá ser possuído sem perda.
Amar é desejar o que inevitavelmente escapa.
A consciência, ao amadurecer, percebe
que o amor não promete felicidade,
apenas instantes de intensidade.
E intensidade é sempre sofrimento condensado.
Quanto mais profundo o vínculo,
mais aguda a percepção do fim.
A mística do amor revela-se então trágica.
O sujeito não ama o outro,
ama a imagem que nele desperta sua própria carência.
E quando essa imagem vacila,
a dor emerge não como surpresa,
mas como confirmação da natureza do querer.
Há uma tristeza inerente à beleza
porque ela nos obriga a desejar o que não se fixa.
Tudo o que é digno de amor
é, por essência, transitório.
E a consciência disso não liberta: aprofunda.
Assim, amar é consentir com o sofrimento lúcido.
É aceitar a vigília permanente do espírito
diante de um mundo que não promete consolo.
A grandeza não está na felicidade,
mas na coragem de contemplar o abismo
sem desviar o olhar.
O amor é um cavalo xucro, selvagem, ferido, em fuga. Não teme o outro, teme ser preso. Mas o amor verdadeiro chega sem rédeas, espera em silêncio, acolhe sem moldar. E o cavalo, enfim, permanece. Não porque foi domado, mas porque, livre, escolheu confiar, escolheu ficar.
