Ferido
"Hoje já não derramo lágrimas pelas coisas que sofri, meu coração mesmo ferido insiste em seguir em frente, em ter uma nova chance... Em descobrir de novo como é doce amar."
-Aline Lopes
E toda essa dor, que flutua num mar de lágrimas, empurradas pela desilusão de um orgulho ferido, num pulso descompassado, a enfermidade de um sentimento perdido, trazendo do meu passado as dores de um coração partido. Aquele encanto agora ausente, não passava de uma vingança reprimida, suas atitudes se justificam pelo rancor de uma paixão não respondida. Por desafeto, por desabafo, para sua felicidade singular, assumo o meu fracasso, pois tudo que eu vivia para amar, nunca esteve nos meus braços.
Você achou que eu tinha desistido
Não estou morto, apenas fui ferido.
Não vou negar sofri demais
Mais o tempo passa
O mundo gira,o mundo é uma bola.
Pensou que eu ia chorar por você
Que eu ia morrer de amor
Que eu ia pedir pra voltar...
Mas tudo que acontece na vida.
Tem um momento e um destino
Nada é muito tarde, para ser quem você quer ser.
Não há tempo limite; você para quando quiser.
Você pode mudar, ou ficar igual – não há regras para isso.
Nós podemos tirar o melhor ou o pior disso.
Eu espero que você tire o melhor.
Eu espero que você veja coisas que te deixem sobressaltada.
Espero que você sinta coisas que nunca sentiu antes.
Eu espero que você conheça pessoas com um ponto de vista diferente do seu.
Eu espero que você viva uma vida que se orgulhe. Se você ache que não está acontecendo, eu espero que você tenha a força para recomeçar tudo de novo.
Se praguejar atrairá o mal assim proferido, melhor não odiar o já ferido, bendizendo para tornar feliz e proteger, tornando leve o ar a nossa volta.
Quando o perdão liberta antes do amor.
Há momentos em que o coração, ferido pela incompreensão, pelo abandono ou pela injustiça, precisa antes se despir do peso da mágoa para então reaprender o verbo amar.
O amor, em sua pureza, é um ato de entrega; mas o perdão é um ato de libertação, e às vezes é ele quem chega primeiro, abrindo as grades invisíveis que nos aprisionam ao passado.
Perdoar não é aceitar o erro, é compreender que a dor não deve governar o destino. O perdão não absolve o outro apenas; ele resgata a si mesmo. Porque enquanto o ressentimento persiste, o amor não respira, ele sufoca entre as lembranças, tentando florescer em solo infértil.
É no instante em que o perdão se faz ponte, e não muro, que a alma se reencontra consigo. E somente então o amor, que sempre esperou em silêncio, pode voltar a ser caminho, não mais ferida, mas aprendizado.
Alguns amores só sobrevivem quando são libertos pelo perdão. Outros só nascem depois dele. Mas, em todos os casos, o perdão é o primeiro gesto de amor, ainda que disfarçado de despedida.
Às
vezes
não é amor.
É só aguem
usando o outro
de band-aid para cicatrizar
o coração ferido de amar errado.
A paixão e o amor, é como o chão e a flor, você plantou o amor no chão do meu peito ferido, hoje colhe flores no meu coração que virou seu jardim florido.
Para aliviar a dor da tristeza de um coração sem carinho e ferido; andar com amor, na beleza de um caminho florido.
O amor é um cavalo xucro, selvagem, ferido, em fuga. Não teme o outro, teme ser preso. Mas o amor verdadeiro chega sem rédeas, espera em silêncio, acolhe sem moldar. E o cavalo, enfim, permanece. Não porque foi domado, mas porque, livre, escolheu confiar, escolheu ficar.
O Brasil já está demasiadamente ferido para ver gente divergindo e se odiando. Vamos com calma, pelo amor de Deus! Não se contaminem por alarmismos de quem que seja. Dá para divergir sem se odiar.
Ser livre para mim é um imperativo:
Do amor sou como um eterno fugitivo
Como um animal ferido no cativeiro
Que um dia se viu apreendido,
E agora já não sabe mais [voltar.
Não que eu não saiba amar:
- Provei o sabor da rua
Com o amor próprio canto pro Sol
E escrevo para a Lua;
Vivo a vida para [reverenciar].
Ser livre para mim é um jogo:
- Blefarei para ganhar a partida
Se receber amor, terei coragem;
E como fera selvagem
Vou me queimar no teu [fogo.
Não que eu não queira amar:
- Amar para mim é navegar!
Das letras eu sou maruja,
Da serra tenho a altura
Cresci poesia do [mar].
Porque inspirada na vida,
E na impoluta crença:
De que só vale perder
- a liberdade -
Só se for pela [verdade]
Da tal história que surpreenda,
E que faça tudo ter valido a [pena].
Peixe ferido
de água salgada
solitário na rede,
Muitas vezes
se parece com a gente
quando na vida
tudo acaba nem
mesmo em poesia.
